quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Outubro Rosa




O Outubro Rosa já se tornou um mega movimento de conscientização à prevenção ao câncer de mama, com as mais variadas manifestações em todo o mundo. O câncer de mama, está entre as doenças que mais atingem mulheres em todo o mundo, principalmente após os 35 anos.

Em prol da causa e da conscientização da realização de exames, empresas mudam logos, fazem propagandas, times (em diversos esportes) mudam uniformes e claro, corridas são realizadas no mundo inteiro, fazendo referência ao Outubro Rosa. Porem, o que poucas pessoas sabem, é que o Outubro Rosa começou justamente com uma corrida.

Em 1990, a Fundação Susan G. Komen for the Cure, realizou em Nova York, a primeira Corrida pela Cura (Race for Awareness), onde distribuiu para todos os participantes um laço cor de rosa, símbolo que segue até hoje, como sinônimo da prevenção ao câncer de mama. Desde então, em todos os anos a corrida foi realizada, mas foi em 1997 que a campanha começou a ganhar folego, quando entidades das cidades de Yuba e Lodi, também nos Estados Unidos, começaram a aderir à campanha, realizando ações voltadas para a causa. Foi então que começaram a enfeitar a cidade com laços rosas e eventos foram realizados para esse fim, como desfile de moda com mulheres que tiveram a doença, corridas, partidas de boliche, etc.

No Brasil, a primeira iniciativa ocorreu no outubro de 2002, onde o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, conhecido como Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo (SP), foi todo iluminado de rosa, através de uma iniciativa de mulheres simpatizantes com a causa e de empresas que abraçaram a ideia.

Aqui no Brasil, a exemplo dos Estados Unidos, desde o primeiro ato, em todos os anos a campanha ganha mais e mais adeptos, focados em “compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade”¹, tudo isso é feito, por exemplo, através das diversas propagandas, nos mais variados meios de comunicação, com explicações e incentivos aos exames de prevenção, mutirões de mamografia em várias cidades de todo o país e muita corrida, que a cada ano cresce consideravelmente, tanto em quantidade de corridas, quanto de participantes, sempre voltados para a causa, muitas inclusive, com o dinheiro das inscrições destinadas a ONGs e instituições que buscam a prevenção e tratamento da doença.

Cada vez mais, a corrida, vem desempenhando um grande papel no nosso dia a dia, sendo capaz de mover e comover as pessoas em atitudes como estas, além de trazer inúmeros benefícios para o corpo e para a mente.

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Referências:

1 - http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/outubro-rosa.asp
http://www.outubrorosa.org.br/historia.htm
http://www.pink-october.org/
https://www3.hermespardini.com.br/pagina/1091/outubro-rosa--numeros-do-cancer-de-mama-e-cuidados.aspx

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Lesão de menisco

Foto: Globo Esporte¹

Já não é segredo algum, que os joelhos são uma das partes do corpo que mais sofrem com as lesões durante a corrida e a lesão de menisco, é mais uma a assombrar a vida dos corredores.

Os meniscos são estruturas cartilaginosas e em cada joelho possuímos dois, o menisco medial, que fica na parte interna e o menisco lateral, que fica na parte externa. Por ser maior, o menisco medial é também o que esta mais propício a lesões, tanto, que sofrem com lesões cerca de 3x mais que o menisco lateral.

Os meniscos são fundamentais para a biomecânica da corrida, pois agem nos joelhos “como lubrificadores, estabilizadores, amortecedores e distribuidores de carga dentro da articulação. As fibras de colágeno de tecido dissipam as forças de compressão na articulação, reduzindo assim a força direta sobre a cartilagem articular”².

Entorse do joelho é a principal causa da lesão de menisco, por isso é uma lesão muito comum em esportes onde a rotação do joelho é muito exigida, o lado bom, para nós corredores, é que esse tipo de situação acontece com pouco frequência dentro da corrida. Por outro lado, a lesão de menisco se torna comum na corrida, em especial em atletas após os 40 anos, devido ao microtrauma de repetição, ou seja, o desgaste ocasionado pelo envelhecimento e impacto repetitivo do mesmo.

Os principais sintomas apresentados são inchaço dos joelhos e limitação de movimentos, além de dores na região, que podem apresentar períodos mais ameno e períodos de dores mais intensas, principalmente ao realizar movimentos como agachamento e flexão da perna.

Na fase inicial da lesão, o tratamento, geralmente, é feito de forma conservadora, através da fisioterapia e utilização de analgésicos, anti-inflamatórios e compressas de gelo. Até pouco tempo atrás, em casos mais brandos, o tratamento utilizado era apenas a meniscectomia, uma cirurgia para retirada da parte lesada do menisco. Hoje, já são utilizadas também outras formas de tratamento, como a viscossuplementação que “consiste nas injeções intra-articulares de ácido hialurônico, que é o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável”¹. Além disso, com o aprimoramento das técnicas de vídeo-artroscopia, foi desenvolvida a técnica de reinserção meniscal, em outras palavras, a técnica devolve o menisco no lugar onde estava antes da lesão.

O fortalecimento dos músculos e utilização de tênis adequado para a corrida, são sempre meios de prevenir lesões e no caso da lesão de menisco, isso não foge à regra, isso porque com a musculatura fortificada e calçados corretos, os joelhos tendem a sofrer menos com o impacto e consequentemente, sofrem menos desgastes.

Apesar de conhecermos um pouco sobre a lesão, nos primeiros sintomas o médico deve ser consultado para diagnóstico correto e início de tratamento, se necessário, essa sem dúvida é a forma mas eficaz de se livrar da lesão e retornar à corrida o mais rápido possível. 
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Referências:

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Maratona de emoções - 7º Desafio 28 Praias



Sábado, 30 de setembro.

A semana que antecedeu à corrida, foi marcada pela alta expectativa, ansiedade e preparação para o grande dia, sem contar as infinitas pesquisas sobre a previsão de tempo, que insistia em anunciar que o nosso sábado seria de muita chuva. No dia anterior, todos os sentimentos foram intensificados e de quebra veio a preocupação com mensagens que recebíamos, nos alertando sobre uma provável tempestade.

Chega enfim o dia e aos poucos nossos receios, assim como as nuvens mais carregadas, foram se dissipando. Nossa alegria e euforia, foram aumentando, embora o sol não tenha dado lá muito as caras, São Pedro foi caridoso com as centenas de corredores que estavam preparados para mais uma superação no 7º Desafio 28 Praias, em Ubatuba, dentre esses, 19 guerreiros da equipe Top Team A Academia de Paulínia, que, com percurso inédito, se quer imaginavam o que os aguardavam à frente.

Às 7h foi dada a largada para 4 dos nossos guerreiros, que saíram em busca de percorrer sozinhos todo o trajeto de 42 km. Às 7:30 foi então a vez dos 3 quintetos começarem a difícil jornada. Eram muitas subidas e descidas, algumas quase que escaladas, temperadas com os mais variados tipos de terrenos, terra batida, areia fofa, mata fechada e de quebra, muita água, suor e às vezes, até um pouco de sangue, afinal tombos também fazem parte do trajeto. Na medida em que as horas avançavam, os trechos e obstáculos foram passando e no final a linha de chegada nos esperava para arrancar do rosto, lágrimas e sorrisos de um misto de alívio e alegria.

Os quintetos, buscaram e alcançaram superação, trazendo ótimos resultados individuais e em grupo e mais uma vez, a equipe Top Team A Academia subiu ao pódio, agora com um 4º lugar no quinteto. Dos 4 guerreiros solo, 3 concluíram com muita garra e determinação, sem pressa, com objetivo único de chegar ao fim e aqui faço uma ressalva, ao nosso guerreiro que precisou desistir: muitas vezes a nobreza de corredor está no reconhecimento do seu limite, é difícil abrir mão de algo, mas as vezes é aí que mora o nosso maior trunfo, vencer o ego.

Nenhuma dessas conquistas, pessoais ou em equipe, vem sem um motivo específico, isso é fruto de semanas, meses e anos de preparação, de empenho e dedicação de cada um da equipe, motivado e bem instruído pelo professor Nilson Ventura, que não atoa foi convidado para iniciar um grupo de corrida da A Academia na unidade de Campinas. Nos últimos meses, a equipe Top Team A Academia, tem conseguido resultados expressivos, essa, por exemplo foi a terceira etapa seguida do Desafio 28 Praias que a equipe conquista ao menos um pódio. Além disso, premiações por faixa etária em outras competições, novos maratonistas, novas marcas, primeiras corridas, novos corredores e vem cada vez mais ganhando novos adeptos, fazendo com que a Top Team e A Academia estejam constatemente representados nas diversas corridas da região. A força, união e companheirismo dessa família, me deixa sem palavras para expressar meus eternos agradecimentos e o mais prazeroso disso tudo, é saber que estamos apenas no começo.

Que venha os novos desafios!


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Aquecimento

Foto: My Runner Assessoria¹

Negligenciado por muitos corredores, o aquecimento é uma etapa importante antes de toda atividade física e a corrida não foge à regra. O aquecimento, quando bem realizado é capaz de trazer alguns benefícios e de evitar uma série de riscos e imprevistos.

Quando falamos em aquecimento, muitos associam também o alongamento, este, por sua vez, é um assunto ainda muito debatido e possui alguns prós e contras e com certeza, logo em breve será tema no blog. Por ora, o assunto será exclusivamente o aquecimento.

Uma das principais funções do aquecimento é elevar a temperatura corporal e frequência cardíaca, tirando assim, o corpo do estado de repouso, fazendo com que ele prepare e lubrifique as articulações e desperte os músculos para a intensa atividade que virá em seguida. Além disso, prepara todo o sistema cardiovascular e pulmonar, deixando-os aptos à realização da atividade.

No que se refere à elevação da temperatura corporal, está comprovado cientificamente que a hemoglobina (responsável pelo transporte de oxigênio aos tecidos), em temperaturas elevadas no organismo, perde a afinidade com o oxigênio, o que facilita a liberação desse gás para os músculos em atividade e melhora o desempenho do praticante”². Além de um melhor desempenho, com o corpo devidamente aquecido, músculos, tendões e articulações preparados para a corrida, o risco de lesões caem drasticamente, a prova disso, é que em praticamente todas as lesões que lemos sobre, o aquecimento é tido como uma ação preventiva.

Apesar de tantos alertas, matérias e informações sobre o assunto, muitos corredores ainda negligenciam o aquecimento, alegando já começar a sentir o cansaço durante a própria atividade. Porém, o que maioria desses corredores não compreendem ou não sabem, é que esse é um cansaço positivo, uma vez que “em geral, entre 8 a 12 minutos você consegue consumir mais oxigênio por entrar na via energética oxidativa e assim sua atividade fluirá muito mais facilmente”¹.

O ideal, é que o aquecimento seja feito durante aproximadamente 10 minutos, no início de forma mais leve, em seguida sua intensidade pode ser aumentada gradualmente. No entanto, o clima deve ser levado em consideração, uma vez que, em dias mais frios o corpo demora mais tempo para aquecer, o tempo de aquecimento deve ser então aumentado e em dias mais quentes, o tempo pode ser diminuído, já que a temperatura corporal já esta mais elevada.

Embora não muito falado, acredito que o aquecimento tem um poder psicológico muito grande, afinal, muitas vezes nos sentimos indispostos ou desanimados para correr e apenas em alguns minutos de aquecimento a disposição reaparece apenas ao lembrar a mente e o corpo do prazer que a corrida nos traz.

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Referências:

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Ciatalgia



O nervo ciático, assim como muitos outros nervos, articulações e músculos, é lembrado e associado por nós, muito mais pela dor do que pelas suas funções ou pelo seu tamanho. A tão conhecida dor vem da sua inflamação, conhecida como ciatalgia, tão comum, que atinge aproximadamente 15% da população, esportistas ou não.

Principal nervo dos membros inferiores, o nervo isquiático, popularmente conhecido como nervo ciático, é também o mais longo do corpo humano, vai desde o dedão do pé até a região lombar, “ele controla as articulações do quadril, joelho e tornozelo, e também os músculos posteriores da coxa e os músculos da perna e do p锹.

O Nervo ciático é o responsável pela enervação dos membros inferiores, por conta disso, “a dor pode ocorrer em vários lugares, porém os mais comuns são a região glútea posterior, o dedão do pé e a face lateral da coxa e da perna”¹, as dores podem ser intensificada em ações simples como sentar, levantar, tossir e espirrar, podendo começar de forma mais sutil durante o dia e intensificando à noite. Além das dores, outros sintomas comuns são espasmos, formigamento, fraqueza muscular, baixa sensibilidade e sensações de choque ao tocar o pé no chão.

A ciatalgia pode ser consequência de outras lesões, como a hérnia de disco (a grande maioria dos casos) e a síndrome do piriforme, porém pouca força dos músculos dos membros inferiores, sobrepeso e a má postura durante a corrida, podem ser outros agravantes para o surgimento da lesão. Com isso, podemos perceber cada vez mais a importância do fortalecimento muscular para a corrida e do acompanhamento profissional durante as atividades, para dosagem de intensidade e quantidade correta nos treinos, além de correções e melhorias posturais na mecânica da corrida.

O tratamento da ciatalgia depende da gravidade de cada caso. Na grande maioria dos casos, o tratamento passa por anti-inflamatórios, fisioterapia, quiropraxia, massoterapia, injeções lombares, etc., mas “em torno de 10-20% dos casos a cirurgia é necessária para corrigir o problema”².

Ter conhecimento sobre as lesões e seus tratamentos, é muito bom para entendermos o que temos e qual o processo precisaremos passar, ter conhecimento sobre as prevenções e sintomas é muito bom para podermos tentar minimizar os riscos e ligar o alerta já nos primeiros sinais. Porém, nada disso dispensa o acompanhamento médico, grave ou não, o acompanhamento é fundamental para diagnóstico correto e tratamento eficaz.

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Referências
1 - http://www.aminhacorrida.com/nervo-ciatico/
http://www.provital-quiropraxia.com.br/blog/index.php/dor-ciatica-ciatalgia/
http://vidaquecorre.com.br/dor-no-gluteo-apos-a-corrida-pode-ser-sinal-de-problema-muscular/
http://www.copacabanarunners.net/ciatica.html

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O poder do açafrão

Foto: Treino mestre*

Já esta mais do que comprovado que os treinos não são os únicos responsáveis por um bom desempenho durante a corrida, aliado a isso estão a hidratação e nutrição, que desempenham um papel importante para todo atleta. Quando bem realizados e nas proporções corretas, acabam fazendo um grande diferencial nas pistas e ruas.

Muitos são os alimentos que trazem benefícios para o corredor, muitos desses já são conhecidos e consumido em grande escala por todos, porém, outros alimentos não são tão conhecido, ou mesmo que seja, muitas vezes não é do nosso conhecimento os seus benefícios e é exatamente assim que acontece com o açafrão.

Também conhecido como cúrcuma, o açafrão é uma poderosa especiaria muito utilizada como tempero, principalmente na culinária indiana, local de origem do alimento. Bastante utilizado na produção de alimentos como macarrão, biscoitos, bolos, carnes, etc., devido a sua forte tonalidade é também utilizado como corante natural na indústria têxtil, perfumaria, etc. Porém, os poderes do açafrão vão muito além de cores e sabores.

Em estudos recentes, realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG), onde atletas, com e sem o consumo do açafrão, foram monitorados por pesquisadores, através de coleta de sangue antes, durante e após realizarem treinos de 21 km, foi então observado que “logo após a prova e 24 horas depois, ocorreu o aumento da atividade anti-inflamatória no grupo que recebeu o açafrão, além da redução de um marcador de lesão muscular denominado mioglobina. Indicando, portanto, que a cúrcuma proporciona recuperação muscular mais rápida e menor dano muscular”¹.

Além de funcionar no organismo como um anti-inflamatório, auxiliando na diminuição de dores e inflamações das articulações, o açafrão tem também a função de antioxidante, protegendo as células sadias da oxidação dos radicais livres, que é intensificada durante os treinos longos, combate o envelhecimento precoce e doenças inflamatórias. Os benefícios não param por ai, o açafrão possui ainda outras funções, como: antiparasitária, antiespasmódica, antibacteriana, imonoestimulante, hipoglicemiante, anticancerígena e cardioprotetora, onde “ajuda e fortalece a saúde do coração, auxiliando e protegendo o músculo contra infartos e outras doenças cardíacas”².

Geralmente encontrado em pó ou cápsulas, a indicação de consumo diário é de uma colher de sopa ou 5g, que deve ser adicionada após o preparo do alimento, em alimentos prontos, molhos ou até mesmo em sucos. Mas é importante lembrar, que apesar dos muitos benefícios, não existe alimento milagroso, tudo é uma junção de coisas, fatores e condições, por isso o acompanhamento profissional e nutricional é indispensável.

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Referências:

1 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao/noticia/2016/06/acafrao-tem-poder-pesquisa-mostra-melhora-no-desempenho-de-atletas.html
2 - http://www.conquistesuavida.com.br/noticia/acafrao-para-recuperacao-fisica-descubra-os-beneficios-da-curcuma-para-atletas_a5465/1
https://www.ativo.com/nutricao/curcuma-imunidade-para-atletas/
https://boaforma.abril.com.br/fitness/8-alimentos-que-turbinam-o-seu-treino-de-corrida/

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Quando corro minha alma voa...


Histórias de superação são as que mais me inspiram, pessoas que motivam e são exemplos são as que mais admiro. Hoje, tenho a oportunidade de compartilhar um pouco da história dessa mulher que aprendi a admirar e que hoje tenho o prazer de chamar de amiga e companheira de corrida, Giovana Kanazawa:

Desde pequena, sempre gostei muito de esportes! Eu era meio mulecona, gostava muito de correr, andar de bicicleta, jogar futebol, vólei, basquete e por ai vai. O esporte está no sangue e vem de família, tenho dois tios professores de educação física, que incentivam muito o atletismo e, naturalmente, foram os meus primeiros incentivadores.

No período da escola, eu, como quase toda criança, adorava as aulas de educação física e gostava mais ainda quando tinha provas de corrida, pois participava sempre.

O tempo foi passando, as coisas foram mudando e novos desafios foram surgindo, um deles foi me tornar mãe aos 16 anos, isso fez com que minha vida tomasse outros ares, outros rumos. Agora a dedicação ao esporte precisava diminuir, afinal, precisava cuidar do meu filho, da casa e do meu marido.

Os obstáculos que me separavam do mundo do esporte, não paravam por aí. 7 anos mais tarde, voltei a engravidar e dei a luz mais uma vez a um menino, que para meu total desespero, viria a falecer 20 dias depois. Foram tempos difíceis, me senti sem chão.

Pouco tempo depois, engravidei mais uma vez e veio então o terceiro menino, mais um homem na minha vida, para a alegria de todos. Quando ele completou 5 anos de idade, decidi que estava na hora de voltar a correr, fazer o que sempre gostei, pois sabia o quanto era bom e o quanto precisava disso.

Correr passou a ser então a minha terapia. A cada passo, um desejo de que nada de mal aconteça, o medo foge e a esperança cresce. Quando corro, minha alma voa, meus pensamentos se alinham e meu corpo agradece. Correr é a minha paixão e é nela que me desestresso, faço novas amizades, enfim, me sinto livre. Algumas pessoas ainda me perguntam: “Gi, você corre tanto do quê? Por quê?” e aos risos sempre respondo: “do que eu não sei, mas garanto que é a melhor coisa que faço”.

Há um tempo atrás, através de uma cintilografia óssea, fui diagnosticada com uma microfratura por estresse devido ao impacto e como essa é uma lesão que já possui histórico na família, a fim de evitar o seu agravamento, fui “obrigada” a ficar cerca de 6 meses sem correr. Porém, como não consigo viver longe de uma atividade física, passei aquele período fazendo os exercícios que me eram permitidos, como musculação dos membros superiores.

Hoje aos 44 anos e recuperada da lesão, posso dizer que me sinto muito bem e pretendo continuar até quando Deus me permitir. Já participei de aproximadamente 50 corridas, incluindo uma meia maratona, já tive a oportunidade de subir no pódio, por categoria, mas esse não é o meu foco, pois em todas as corridas que participo, minha meta é chegar bem e incentivar novas pessoas. Hoje, além de correr, pedalo um pouco e participo de diversas atividades na academia.

No passado, não contava com incentivo algum e mesmo que fosse perigoso, saía para correr sozinha, pois precisava desse momento comigo mesma, deste equilíbrio físico e mental. Com o passar do tempo, fui conhecendo professores, que passaram a me incentivar e hoje, além de muitos amigos corredores, tenho a companhia do meu marido, meu parceiro de quase 30 anos de vida, que se tornou meu parceiro também no asfalto, nas passadas e pedaladas.

Em primeiro lugar, agradeço a Deus, pois sempre sinto a presença dEle, onde quer que eu esteja, faça chuva ou faça sol. Agradeço ao meu marido e meus filhos, por estarem ao meu lado, por me incentivarem e estarem presentes em tudo na minha vida e agradeço ainda, aos meus amigos corredores, que são minha segunda família.

Meu lema: Viver intensamente e aproveitar cada segundo.

Por Giovana Maria Von Ah Kanazawa
"Não sei nem expressar o quanto essa mulher é minha parceira, minha companheira, meu porto seguro. Estar na companhia dela é uma alegria todos os dias." - Celso Kanazawa (esposo)

"Exemplo de mãe e mulher a ser seguido, não é fácil fazer tudo o que ela faz" Leonardo Kanazawa (filho)

"Um exemplo de mulher, mãe  e esposa. Com uma empolgação e alegria que contagia e cativa todos a seu redor." Michel Kanazawa (filho)

"A Giovana é mãe, esposa, trabalhadora, corredora, bikers e muito mais. Independente do seu estado, está sempre disposta a incentivar, participar e ajudar em tudo. É simplesmente impossível resumir em palavras tudo o que ela representa para o grupo e pra mim como amiga." Nilson Ventura (treinador)