quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O poder do açafrão

Foto: Treino mestre*

Já esta mais do que comprovado que os treinos não são os únicos responsáveis por um bom desempenho durante a corrida, aliado a isso estão a hidratação e nutrição, que desempenham um papel importante para todo atleta. Quando bem realizados e nas proporções corretas, acabam fazendo um grande diferencial nas pistas e ruas.

Muitos são os alimentos que trazem benefícios para o corredor, muitos desses já são conhecidos e consumido em grande escala por todos, porém, outros alimentos não são tão conhecido, ou mesmo que seja, muitas vezes não é do nosso conhecimento os seus benefícios e é exatamente assim que acontece com o açafrão.

Também conhecido como cúrcuma, o açafrão é uma poderosa especiaria muito utilizada como tempero, principalmente na culinária indiana, local de origem do alimento. Bastante utilizado na produção de alimentos como macarrão, biscoitos, bolos, carnes, etc., devido a sua forte tonalidade é também utilizado como corante natural na indústria têxtil, perfumaria, etc. Porém, os poderes do açafrão vão muito além de cores e sabores.

Em estudos recentes, realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG), onde atletas, com e sem o consumo do açafrão, foram monitorados por pesquisadores, através de coleta de sangue antes, durante e após realizarem treinos de 21 km, foi então observado que “logo após a prova e 24 horas depois, ocorreu o aumento da atividade anti-inflamatória no grupo que recebeu o açafrão, além da redução de um marcador de lesão muscular denominado mioglobina. Indicando, portanto, que a cúrcuma proporciona recuperação muscular mais rápida e menor dano muscular”¹.

Além de funcionar no organismo como um anti-inflamatório, auxiliando na diminuição de dores e inflamações das articulações, o açafrão tem também a função de antioxidante, protegendo as células sadias da oxidação dos radicais livres, que é intensificada durante os treinos longos, combate o envelhecimento precoce e doenças inflamatórias. Os benefícios não param por ai, o açafrão possui ainda outras funções, como: antiparasitária, antiespasmódica, antibacteriana, imonoestimulante, hipoglicemiante, anticancerígena e cardioprotetora, onde “ajuda e fortalece a saúde do coração, auxiliando e protegendo o músculo contra infartos e outras doenças cardíacas”².

Geralmente encontrado em pó ou cápsulas, a indicação de consumo diário é de uma colher de sopa ou 5g, que deve ser adicionada após o preparo do alimento, em alimentos prontos, molhos ou até mesmo em sucos. Mas é importante lembrar, que apesar dos muitos benefícios, não existe alimento milagroso, tudo é uma junção de coisas, fatores e condições, por isso o acompanhamento profissional e nutricional é indispensável.

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Referências:

1 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao/noticia/2016/06/acafrao-tem-poder-pesquisa-mostra-melhora-no-desempenho-de-atletas.html
2 - http://www.conquistesuavida.com.br/noticia/acafrao-para-recuperacao-fisica-descubra-os-beneficios-da-curcuma-para-atletas_a5465/1
https://www.ativo.com/nutricao/curcuma-imunidade-para-atletas/
https://boaforma.abril.com.br/fitness/8-alimentos-que-turbinam-o-seu-treino-de-corrida/

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Quando corro minha alma voa...


Histórias de superação são as que mais me inspiram, pessoas que motivam e são exemplos são as que mais admiro. Hoje, tenho a oportunidade de compartilhar um pouco da história dessa mulher que aprendi a admirar e que hoje tenho o prazer de chamar de amiga e companheira de corrida, Giovana Kanazawa:

Desde pequena, sempre gostei muito de esportes! Eu era meio mulecona, gostava muito de correr, andar de bicicleta, jogar futebol, vólei, basquete e por ai vai. O esporte está no sangue e vem de família, tenho dois tios professores de educação física, que incentivam muito o atletismo e, naturalmente, foram os meus primeiros incentivadores.

No período da escola, eu, como quase toda criança, adorava as aulas de educação física e gostava mais ainda quando tinha provas de corrida, pois participava sempre.

O tempo foi passando, as coisas foram mudando e novos desafios foram surgindo, um deles foi me tornar mãe aos 16 anos, isso fez com que minha vida tomasse outros ares, outros rumos. Agora a dedicação ao esporte precisava diminuir, afinal, precisava cuidar do meu filho, da casa e do meu marido.

Os obstáculos que me separavam do mundo do esporte, não paravam por aí. 7 anos mais tarde, voltei a engravidar e dei a luz mais uma vez a um menino, que para meu total desespero, viria a falecer 20 dias depois. Foram tempos difíceis, me senti sem chão.

Pouco tempo depois, engravidei mais uma vez e veio então o terceiro menino, mais um homem na minha vida, para a alegria de todos. Quando ele completou 5 anos de idade, decidi que estava na hora de voltar a correr, fazer o que sempre gostei, pois sabia o quanto era bom e o quanto precisava disso.

Correr passou a ser então a minha terapia. A cada passo, um desejo de que nada de mal aconteça, o medo foge e a esperança cresce. Quando corro, minha alma voa, meus pensamentos se alinham e meu corpo agradece. Correr é a minha paixão e é nela que me desestresso, faço novas amizades, enfim, me sinto livre. Algumas pessoas ainda me perguntam: “Gi, você corre tanto do quê? Por quê?” e aos risos sempre respondo: “do que eu não sei, mas garanto que é a melhor coisa que faço”.

Há um tempo atrás, através de uma cintilografia óssea, fui diagnosticada com uma microfratura por estresse devido ao impacto e como essa é uma lesão que já possui histórico na família, a fim de evitar o seu agravamento, fui “obrigada” a ficar cerca de 6 meses sem correr. Porém, como não consigo viver longe de uma atividade física, passei aquele período fazendo os exercícios que me eram permitidos, como musculação dos membros superiores.

Hoje aos 44 anos e recuperada da lesão, posso dizer que me sinto muito bem e pretendo continuar até quando Deus me permitir. Já participei de aproximadamente 50 corridas, incluindo uma meia maratona, já tive a oportunidade de subir no pódio, por categoria, mas esse não é o meu foco, pois em todas as corridas que participo, minha meta é chegar bem e incentivar novas pessoas. Hoje, além de correr, pedalo um pouco e participo de diversas atividades na academia.

No passado, não contava com incentivo algum e mesmo que fosse perigoso, saía para correr sozinha, pois precisava desse momento comigo mesma, deste equilíbrio físico e mental. Com o passar do tempo, fui conhecendo professores, que passaram a me incentivar e hoje, além de muitos amigos corredores, tenho a companhia do meu marido, meu parceiro de quase 30 anos de vida, que se tornou meu parceiro também no asfalto, nas passadas e pedaladas.

Em primeiro lugar, agradeço a Deus, pois sempre sinto a presença dEle, onde quer que eu esteja, faça chuva ou faça sol. Agradeço ao meu marido e meus filhos, por estarem ao meu lado, por me incentivarem e estarem presentes em tudo na minha vida e agradeço ainda, aos meus amigos corredores, que são minha segunda família.

Meu lema: Viver intensamente e aproveitar cada segundo.

Por Giovana Maria Von Ah Kanazawa
"Não sei nem expressar o quanto essa mulher é minha parceira, minha companheira, meu porto seguro. Estar na companhia dela é uma alegria todos os dias." - Celso Kanazawa (esposo)

"Exemplo de mãe e mulher a ser seguido, não é fácil fazer tudo o que ela faz" Leonardo Kanazawa (filho)

"Um exemplo de mulher, mãe  e esposa. Com uma empolgação e alegria que contagia e cativa todos a seu redor." Michel Kanazawa (filho)

"A Giovana é mãe, esposa, trabalhadora, corredora, bikers e muito mais. Independente do seu estado, está sempre disposta a incentivar, participar e ajudar em tudo. É simplesmente impossível resumir em palavras tudo o que ela representa para o grupo e pra mim como amiga." Nilson Ventura (treinador)



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cãibras

Foto: Globo Esporte*

Silenciosa e dolorosa. Sem dar sinais de sua chegada, a cãibra provoca um grande incômodo que pode durar desde alguns segundos, a até mesmo alguns minutos, sendo capaz de acabar com a competição de qualquer atleta.

As cãibras são definidas como lesões ou condição transitória que geram uma forte contração muscular involuntária e dolorosa, causando um ciclo de dor e espasmo muscular”¹, que, geralmente, surge durante uma atividade física intensa, principalmente quando o atleta está pouco condicionado ou mal hidratado. Apesar disso, a cãibra pode acontecer até mesmo em repouso, muitas das vezes, no momento em que o músculo está relaxando da intensa atividade sofrida horas antes. Ainda assim, a cãibra pode afetar até mesmo aqueles que não fazem atividades físicas, nesse caso o principal motivo esta na falta de sódio no organismo.

Durante o esforço excessivo, o organismo perde muitas das suas vitaminas e sais minerais, como cálcio, magnésio e potássio, que são de fundamental importância para a continuidade da atividade, levando assim à fadiga muscular e elevando a possibilidade do surgimento de cãibras. Outro agravante, é o suor e a urina em excesso, pois leva à perda de sódio, nesse caso, quando o organismo esgota as suas reservas energéticas, ele recorre aos minerais encontrados nos músculos e “isso gera uma resposta nervosa que leva a um estresse mecânico e às contrações involuntárias”², cãibras.

O tão famoso e conhecido ditado de que banana evita cãibras, está em partes correto, isso porque a banana é um alimento rico em potássio, no entanto, a ingestão constante deste tipo de alimento ajuda na diminuição de incidência. Por outro lado, se a cãibra for causada pela falta de sódio no organismo, o fato de comer banana regularmente, não fará diferença.

A cãibra pode ser causada ainda pelo excesso de ácido láctico, que “é produzido quando os músculos queimam o glicogênio (forma que a glicose é armazenada no fígado e nos músculos) para obter energia. O ácido lático é um produto residual que provoca dor e fadiga e permanece no tecido muscular até que o sangue em circulação o retire”³.

No momento em que sentir cãibra, é ideal o relaxamento muscular e massagem na região afetada, “alongar depois de passado os sintomas mais fortes, pois durante as fortes contrações, o alongamento pode causar lesões nas fibras musculares”³, descanso e hidratação também são fundamentais.

Com o que vimos acima, podemos perceber que além de um bom condicionamento físico, dois dos principais segredos para a prevenção da cãibra, está na hidratação e alimentação, por isso, é fundamental que a dieta do atleta seja rica em vitaminas e minerais, como potássio, magnésio, cálcio e sódio e que a hidratação seja feita de forma adequada antes, durante e após os treinos e corridas. Além disso, o acompanhamento profissional é fundamental para que os treinos sejam alinhados com os objetivos e estejam sempre na dosagem correta.


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Referências: 

*Foto: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2012/11/o-que-e-caibra-muscular-se-torna-um-pesadelo-para-os-corredores.html
1 - http://www.papodeesteira.com.br/colunistas/fisioterapia-esportiva/caibra-muscular-sintoma-crescente-corredores-ciclistas-triatletas/
2 - https://saude.abril.com.br/bem-estar/caibra-o-que-e-e-como-evita-la/
3 - https://www.ativo.com/saude/caibra-x-corrida-saiba-por-que-as-dores-surgem/
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/mitos-e-fatos-sobre-as-caibras-musculares/ 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ladeira abaixo: a corrida nas descidas

Foto: Saúde melhor*

 Existe um velho ditado popular, que muitas vezes aplicamos na corrida, que diz: “na descida, todo santo ajuda”.

Falamos tanto isso, porque na descida a sensação de esforço é muito menor, além disso, contamos com a ajuda da gravidade, tanto que, em muitas vezes, é na descida que a grande maioria dos corredores aumentam a velocidade e de certa forma compensam o “tempo perdido” nas subidas. Porém, o que muitos dos corredores não sabem, é que essa é uma atitude errada e que podem trazer muitos prejuízos ao corpo.

Durante toda a corrida, a musculatura de todo o corpo é muito exigida, embora de maneiras diferentes a cada trecho, terreno, intensidade, etc. Nas subidas, por exemplo, exigido mais força dos músculos para gerar a impulsão necessária. Por sua vez, as descidas exigem bem menos impulsão e muito mais contração dos músculos. Nesse caso essa contração é conhecida como contração excêntrica e ocorre quando os músculos geram força enquanto alongam, essa é uma das principais predisposições de lesões como estiramento e distensão muscular.

Outro grande problema das descidas, é que o corpo necessita de um esforço maior para frear, acredita-se que esse esforço chega a ser “até três vezes maior que na corrida plana e duas vezes maior que em subidas”¹, isso acaba causando uma sobrecarga muito maior em todas as articulações, que caso não tenham resistência suficiente, podem acabar lesionando-se, principalmente as articulações do tornozelo e joelho, já que são as que mais sofrem com o impacto.

O fortalecimento de toda a musculatura, tanto inferior como superior, é de fundamental importância para o corredor, pois aumenta a força e resistência dos músculos, tendões, articulações, etc., tornando-os menos suscetíveis a lesões e melhorando a performance durante a corrida.

Alguns especialistas indicam que o aumento do tamanho da passada durante a decide pode facilitar a execução do movimento. Além disso, outro fator importante durante a decida, é a postura. Segundo Marcelo Zenaro Mattos, treinador da Movementls, “a pisada na decida deve funcionar como uma mola, entrando levemente com o calcanhar e impulsionando com a parte da frente do pé, fazendo uma espécie de rolamento com o p锹. Por sua vez os braços devem ser mantidos alinhados ao lado do corpo, evitando cruzá-los à frente, ajustando assim o centro de gravidade e trazendo maior equilíbrio.

Por mais que a decida seja um convite para sair “desenfreado”, diminuindo pace e tempo de prova, toda atenção e cuidado deve ser tomado. Afinal, como diz outro ditado, “mais vale prevenir do que remediar”.


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Referências:


*Foto: https://www.saudemelhor.com/cuidado-com-as-descidas-em-suas-corridas-e-caminhadas/
1 - https://www.ativo.com/corrida-de-rua/treinamento-de-corrida/cuidados-para-correr-em-descidas/
http://www.suacorrida.com.br/treino-finisher/taticas-descida/
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/correr-bem-em-descida-tambem-exige-treinamento/
http://www.optimafisioterapia.com.br/artigos/9-blog/52-estiramentos-musculares
http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2016/06/subidas-e-descidas-geram-diferentes-impactos-nos-musculos-e-articulacoes.html
 


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Usain Bolt

Foto: Rolling Stone

Muitos nomes fizeram e fazem parte da história do atletismo. Escreveram e reescreveram histórias, bateram marcas, criaram marcas, inventaram técnicas e modalidades, reinventaram e revolucionaram o mundo do esporte. Alguns desses nomes já foram citados aqui no blog, como Abebe Bikila, Gabrielle Anderseon, Roberta Gibb, Kathrine Switzer, etc., e outros nomes ainda serão lembrados e homenageados e exaltados aqui. Hoje é a vez do grande Usain Bolt.

Usain St. Leo Bolt, vulgo Usain Bolt, nasceu em 21 de agosto de 1986 em Trelawny, na Jamaica. Sempre ligado ao esporte, mesmo que na infância, fosse do críquete e do futebol que gostara. Aos 14 anos, iniciou sua trajetória no mundo da corrida e embora no início não levasse muito a sério, com 15 anos começou sua trajetória de conquistas, conquistando nesse ano suas primeiras medalhas internacionais, entre elas a sua primeira medalha de ouro no 200m, durante o Campeonato Mundial Juvenil de Atletismo, na Hungria, tornando-se o atleta mais novo a ganhar uma medalha de ouro na competição.

Desde então as conquistas foram aumentando e os tempos foram caindo. Em 2008, durante o Reebok Grand Prix de Atletismo de Nova York, Bolt bateu o seu primeiro recorde da carreira, fazendo os 100m em 9s72, recorde esse que seria derrubado outras vezes pelo próprio Bolt.

Ainda em 2008, em Pequim, ele começou a escrever sua história no Jogos Olímpicos, sendo campeão nos 100m e 200m, ambos com recorde mundial. Em 2012 e 2016, em Londres e no Rio de Janeiro, foi novamente campeão nos 100m e 200m, além do revezamento 4x100m. Contabilizando assim, 8 medalhas de ouro em Jogos Olímpicos.

Vale lembrar que, em 2008, foi também campeão no revezamento 4x100m, porém, acabou perdendo a medalha de ouro quando, em janeiro deste ano, o seu colega de equipe Nesta Carter, foi pego no exame antidoping.

Além das conquistas dos Jogos Olímpicos, Bolt soma 14 medalhas em Campeonatos Mundiais de Atletismo, sendo 11 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze. É detentor dos recordes mundiais de 100m com 9s58, 200m com 19s19 e do revezamento 4x100m com 36s84, junto com os seus compatriotas Yohan Blake, Michael Frater e Nesta Carter.

Somando todas essas conquistas citadas e dezenas de outras de menor expressão, Bolt tornou-se o maior velocista de todos os tempos e um dos maiores atletas e esportistas que já existiu, ganhando prêmios pelo mundo e condecorações em seu país.

Em sua última aparição como atleta, Campeonato Mundial de Atletismo em Londres, Bolt ficou apenas em terceiro lugar no 100m e amargou no revezamento 4x100m, quando as cãibras o impediram de seguir os último metros, ofuscando sua provável última medalha, mas jamais ofuscando o seu brilho.

Sempre alegre e descontraído, Bolt mostrou ao mundo do que é capaz, mostrou ao mundo do que o esporte é capaz e muitas vezes quase confundido com uma máquina indestrutível, no seu ato final mostrou ao mundo que na verdade não passa de um ser humano vencível e vulnerável, mas ainda sim um herói, admirável, multicampeão e exemplo de esportista.

Ao Bolt, meu muito obrigado pelo que fez pelo esporte e pela corrida e boa sorte em sua nova jornada.

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Referências:




Foto: http://www.rollingstone.com/sports/usain-bolt-worlds-fastest-man-is-jamaicas-hero-w431272
https://www.ebiografia.com/usain_bolt/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Usain_Bolt#Melhores_marcas_pessoais http://www.opovo.com.br/jornal/esportes/2017/01/bolt-perde-ouro-do-4x100m-de-pequim-por-doping-de-colega.html


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

7 de Agosto: Dia do maratonista

Foto: O Globo

Correr 42,195 km, não é nada fácil e quem já se aventurou nessa longa e difícil batalha sabe muito bem como é. Embora a corrida seja feita em algumas horas, na verdade é uma corrida de dias, semanas e meses, afinal a preparação, física e mental, requer tempo e dedicação.

Hoje, 7 de agosto, é considerado o dia mundial do maratonista. Esse dia não foi escolhido aleatoriamente, o grande responsável por essa escolha é o etíope Abebe Bikila. Nascido em 7 de agosto de 1932, Abebe Bikila foi o primeiro atleta africano a ganhar uma medalha de ouro e o primeiro atleta da história a ganhar duas maratonas olímpicas, em Roma e Tóquio, em 1960 e 1964 respectivamente, é assim considerado um dos maiores maratonistas de todos os tempos, a ponto de ter o seu aniversário como dia do maratonista.

A sua trajetória de glória, foi marcada por algumas curiosidades. A começar pelos Jogos Olímpicos de Roma (1960), evento em que não estava inscrito para participar, porém, de última hora, com o avião praticamente pronto para partida, Abebe Bikila precisou substituir Wami Biratu, atleta etíope que havia quebrado o tornozelo durante uma partida de futebol.

Como se a inscrição de última hora não fosse o bastante, após provar os poucos pares de tênis disponibilizados pela Adidas, patrocinadora dos Jogos na época, Bikila não se sentiu confortável com nenhum, decidindo assim, correr descalço, como sempre treinara. A prova contou com 69 atletas e pela primeira vez, aconteceu durante a noite e pela primeira vez um negro africano ganhava uma medalha de ouro, de quebra, conseguirá o recorde mundial com 2h15m16s. Bikila tornara-se então herói nacional.

Seis semanas antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio (1964), Bikila foi operado com urgência, devido a um apêndice, deixando assim a sua participação nos Jogos em aberta. Porém, se recuperou e participou da prova, mais uma vez venceu, mais uma vez bateu o recorde mundial, dessa vez com 2h12m12s e tornando-se o primeiro bicampeão olímpico da história.

No intervalo entre as duas olimpíadas, Bikila ganhou outras 4 maratonas, chegando a ficar cerca de um ano e meio sem competir. Em 1963, na maratona de Boston, Bikila ficou em 5º colocado, sendo essa a única maratona que ele completou e não ganhou.

Para os Jogos Olímpicos do México, em 1968, Bikila foi novamente inscrito, porém, devido a uma contusão no joelho, foi obrigado a abandonar a corrida no quilômetro 17, deixando a vitória para o seu compatriota Mamo Wolde, que após a prova afirmou que se não fosse a lesão, Bikila com certeza seria campeão mais uma vez.

Em 1969, Bikila sofreu um acidente de carro, que o deixou paralítico e não conseguiu reverter o quadro, mesmo após cirurgias na Inglaterra. Em 23 de outubro de 1973, aos 41 anos de Abebe Bikila faleceu devido a uma hemorragia cerebral, consequência do acidente de 4 anos antes. 75 mil pessoas acompanharam o enterro do seu herói e o Imperador Selassie declarou um dia de luto oficial em toda a Etiópia.

A vida de luta, determinação e dedicação de Abebe Bikila, demonstra como é o espírito de um maratonista. Não é apenas cruzar a linha de chegada, é poder olhar pra trás e dizer “eu venci”.

Parabéns a todos os maratonistas!

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Referências:

Foto: http://blogs.oglobo.globo.com/pulso/post/hoje-o-dia-do-maratonista-506145.html
http://www.suacorrida.com.br/sua-historia-finisher/7-de-agosto-dia-do-maratonista/








quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Laboratório Franceschi na 1ª Calegaris Run



Trabalhar em uma empresa que se preocupa com a qualidade de vida dos seus funcionários, faz toda a diferença e é o sonho de muitas pessoas. Além de ajudá-los muitas vezes a encontrar um novo lazer, distração e novos amigos, ajuda-os a terem corpo e mente mais saudáveis e, consequentemente, motiva-os a terem um dia a dia melhor dentro e fora do trabalho. Pensando exatamente em todos esses benefícios, o Laboratório Franceschi vem desenvolvendo, desde maio deste ano, o seu programa de qualidade de vida, com foco inicial no combate ao sobrepeso.

Com o objetivo de turbinar o programa de qualidade de vida, o Laboratório Franceschi inscreveu os seus funcionários na 1ª Calegaris Run, evento que aaconteeu em Paulínia no último domingo (30/07). Assim, o Laboratório Franceschi foi representada por 24 funcionários (21 mulheres e 3 homens), das unidades de Paulínia, Campinas e Sumaré, que se dividiram entre caminhada e corridas de 6 e 10 km. Além disso, foi firmada uma parceria com a equipe de corrida Top Team Paulínia.

A equipe de corrida colaborou com a realização de uma atividade de corrida e caminhada durante a semana que antecedeu o evento. No dia da corrida, além do incentivo e apoio motivacional durante todo o trajeto, a disponibilização de tenda e frutas, a equipe colaborou com a presença de mais 8 corredores para representar a equipe do Laboratório Franceschi. Essa parceria rendeu bons frutos através de melhoras de marcas pessoais, de tempo ou distância, primeiras corridas da vida e de quebra 6 premiações por faixa etária.

Com tudo isso, a corrida foi marcada por muita alegria, diversão e superação, ingredientes fundamentais para demonstrar que o Laboratório Franceschi está no caminho certo e que deu um passo importante na melhoria de qualidade de vida dos seus funcionários. Motivando-os a continuarem no programa e já pensarem em novas atividades e na proposta de realização de atividades mensais.

O Laboratório Franceschi, é um laboratório especializado na realização de coleta e análise de vários tipos de exames em amostras biológicas, como sangue, urina, parasitológico e culturas. Nasceu na cidade de Campinas, no ano de 1974 e desde então, devido ao excelente trabalho desenvolvido, vem crescendo consideravelmente e hoje, está presente também nas cidades de Paulínia, Sumaré e Jaguariúna.

Hoje, as empresas estão cada vez mais preocupadas em oferecer programas e benefícios aos seus colaboradores, partindo do pressuposto de que um colaborador satisfeito e saudável é um colaborador motivado e produtivo e analisando por esse ponto, o Laboratório Franceschi tem hoje um grande diferencial para os seus funcionários, sendo uma empresa exemplo e modelo de relação com os seus clientes e funcionários.