Corrida no calor

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Foto: Webrun¹


Se tem uma coisa que divide a opinião dos corredores, é o clima. Enquanto parte dos corredores preferem correr no clima um pouco mais frio (e me incluo nestes), outra parte dos corredores preferem um clima um pouco mais quente. Gostos à parte, nós corremos de qualquer jeito, mas para cada período exige cuidados diferentes.

Há algum tempo, falamos sobre correr no frio e hoje, é a vez de falar sobre a corrida no calor, afinal, já estamos no verão e para muitas pessoas, essa é a melhor época para se exercitar, porém a atenção e os cuidados precisam ser redobrados.

Durante uma corrida, os músculos produzem grande quantidade de calor que deve ser dissipado para o ambiente, ou então ocorrerá um aumento da temperatura central... A sudorese é uma resposta fisiológica que tem por finalidade limitar o aumento da temperatura central”¹, ou seja, quanto maior a temperatura e os exercícios, mais sudorese produzimos e como bem sabemos, isso quer dizer que perdemos água e sais minerais fundamentais para o bom funcionamento do organismo e desempenho na corrida e como uma coisa leva a outra, poderão surgir em sequência, fadiga em excesso, fraqueza muscular, tonturas, quedas abruptas de pressão, vômitos, dores de cabeça, etc., além claro de um rendimento aquém do esperado ou até mesmo lesões. Afim de evitar imprevistos como esses, algumas medidas preventivas podem e devem ser adotadas:

Horário dos treinos – Para aqueles que costumam treinar durante o dia, é importante tentar realizar os treinos em períodos que o sol esteja mais ameno, como no início da manhã ou final da tarde.

Hidratação – A hidratação é fundamental em qualquer clima ou época do ano, mas no calor a atenção deve ser ainda maior, uma vez que no calor perdemos muito mais líquido, o mesmo deve ser reposto adequadamente, antes, durante e após os treinos, inclusive com isotônico ou água de coco a depender da atividade, afim de evitar desidratação e consequentemente imprevistos como os mencionados acima.

Alimentação - Assim como a hidratação, a alimentação deve receber atenção o ano inteiro. No calor a busca por alimentos mais leves, como frutas, legumes e verduras frescas são excelentes opções, ao contrário, alimentos gordurosos e frituras devem ser evitados.

Tempo – Fique de olho na temperatura e umidade do ar, pois “em um dia muito quente e úmido, o sistema de resfriamento do corpo não funciona de forma eficiente, podendo causar até hipertermia (elevação da temperatura corporal)”².

Vestimenta – Busque utilizar roupas mais leves, confortáveis e de cores claras, isso facilitará com que o corpo transpire melhor e possa se resfriar. Evite roupas escuras por reterem mais o calor, o mesmo vale para as roupas de algodão. Invista também em bonés ou viseiras, óculos escuro e protetor solar à prova d’água.

Além de todos os cuidados que foi dito acima, é imprescindível ficar atento a todos os sinais do corpo e nos primeiros sinais de desconforto reduzir ou até mesmo interromper a atividade. Nos primeiros dias é absolutamente normal que o desempenho não seja o mesmo, mas a boa notícia é que em alguns treinos o corpo consegue se readaptar ao clima e aos poucos o desempenho tende a voltar ao normal, por isso muita calma, com esforço, cuidado, dedicação e atenção, podemos desfrutar a corrida e o verão.

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Esporão Calcâneo

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Foto: Ativo¹

Quanto mais corremos e buscamos nos informar sobre o mundo da corrida, mais nos assustamos com a quantidade de lesões existentes, muitas delas tendo até mesmo sintomas parecidos, o que sem dúvida nenhuma, demonstra a importância da busca profissional nos seus primeiros sinais. Após algumas leituras e pesquisas, decidi compartilhar um pouco mais sobre o esporão calcâneo, uma lesão muito comum fora do esporte, mas que volta e meia aparece entre os corredores e que atinge principalmente as mulheres entre os 40 e 50 anos.

O esporão de calcâneo é uma lesão facilmente confundida com a fascite plantar, lesão que já falamos aqui no blog, mas a principal diferença é na região de dor mais intensa, enquanto na fascite plantar essa dor é no meio da sola do pé, no esporão calcâneo, como o próprio nome sugere, a dor mais intensa é no calcanhar.

O esporão calcâneo é uma degeneração óssea, que devido ao desgaste e inflamação da região acaba provocando uma proeminência óssea (esporão), conhecida como estípula óssea, que pode desenvolver tanto na parte anterior, como na posterior do calcâneo. Com o passar do tempo, se não tratada, essa proeminência óssea tende a aumentar, inflamando assim a fáscia plantar, justamente aí surge a dor e o desconforto, tipo agulhadas no calcanhar, ao pisar no chão logo que acorda ou ao caminhar e correr, esses, são inclusive os principais sintomas.

O sobrepeso, pé chato ou com excesso de curvatura, pisada extremamente pronada ou supinada, sobrecarga nos pés devido a atividade física repetida e de alto impacto, estão entre as principais predisposições para esse tipo de lesão.

O tratamento da lesão depende da sua criticidade, quando detectada no estágio inicial, pode ser adotado um tratamento conservador, através de fortalecimento dos músculos dos membros inferiores, analgésico, anti-inflamatório, crioterapia, fisioterapia e palmilhas ortopédicas, em estágios mais avançados da lesão pode ser realizada até mesmo uma cirurgia para a retirada do esporão, mas poucos são os casos cirúrgicos. Mesmo no estágio inicial da lesão a interrupção das corridas é recomendada até a autorização médica, afim de evitar o agravamento da lesão.

Como sempre explanado em todas as lesões, o fortalecimento muscular, o aquecimento antes das atividades e a utilização de tênis adequados para a corrida, são fundamentais e servem como meios preventivos, além disso, para aqueles que possuem a pisada extremamente pronada ou supinada, podem adotar palmilhas ortopédicas, para melhorar a pisada e diminuir o impacto, lembrando que as mesmas devem ser feitas juntamente com orientação do seu ortopedista.

Por mais assustamos que fiquemos com o grande número de lesões que existem, ter certos conhecimentos delas, como causas e sintomas, nos ajudam a ter uma identificação de possível lesão mais rapidamente, conseguindo assim, buscar um diagnóstico correto com profissionais capacitados e, consequentemente, tendo um tratamento mais rápido e eficaz.

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Referências:

Feliz 2018

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E lá se foi mais um ano... E lá se foi 2017. Assim como uma meia maratona, passamos um certo tempo nos preparando, no início parece longa, mas no meio já estamos completamente perdidos em pensamentos ou focados demais no objetivo para dar atenção a cada simples passada, da mesma forma, as preocupações ou foco nos nossos sonhos não nos deixa perceber o passar de cada dia e apenas quando estamos na reta final é que nos damos conta do tanto que corremos, de quantos dias deixamos para trás e nesse exato momento, fazemos a reflexão se de fato alcançamos o que buscávamos, se poderíamos ter nos esforçados mais ou até mesmo sonhado mais.

Sem dúvida, foi um ano de muitos treinos, corridas, conquistas, suor e quilômetros, mas também não foram só flores, sei que houve lesões, dores, incômodos, ansiedades e até mesmo metas não alcançadas. Buscamos incessantemente a glória, mas os obstáculos e percalços fazem parte da corrida, assim como na vida, funcionando ao menos como aprendizado, afinal, da próxima vez temos a oportunidade de melhorar alguns pontos, dar atenção a outros ou simplesmente ter mais confiança em nós mesmos.

Para 2018 faça metas audaciosas, não pegue leve, nem forte de mais, pegue na medida, se desafie a ser a melhor versão de você mesmo, mas um passo por vez, respeite sempre os limites do seu corpo. Sonhar pouco ou sonhar muito gera o mesmo esforço, então sonhe grande, são os sonhos que alimentam a alma, a nossa vida e as nossas corridas, são eles que fazem com que acordemos todos os dias cedo ou fiquemos até um pouco mais tarde, as vezes exaustos, as vezes desanimados, mas sempre esperançosos, por sabermos que o resultado será compensador.

Para 2018 faça metas audaciosas, mas sem pressa de concluí-las, saboreie cada quilômetros, curta cada corrida, comemore cada conquista, compartilhe suas histórias de vitória e superação, pois tenha a certeza que ela tem o poder de animar outras pessoas e inspirar novas histórias e se essas metas audaciosas não forem alcançadas, não tem problema, muitas outras vieram porque mirávamos ela e ela pode continuar sendo nossa meta para o futuro.

Que em 2018 possamos vibrar mais e lamentar menos, que possamos correr mais e descansar na proporção correta, que possamos sorrir mais e chorar apenas de alegria, que possamos ser melhores como corredores, como companheiros na corrida e na vida, como amigos, como pais ou filhos, que em 2018 possamos ser melhores como seres humanos.

Feliz ano novo e um 2018 repleto de alegria, conquistas e quilômetros a todos! 

Regras para recordes

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O mundo da corrida vem crescendo cada vez mais e a cada dia surge uma corrida diferente, seja em uma cidade diferente ou percusso diferente, cada uma com suas peculiaridades, mas muitas delas, apesar muito conhecidas, não permitem aos atletas profissionais terem os seus tempos homologados e recordes registrados oficialmente.

A Federação Internacional de Atletismo, IAAF (International Association of Athletics Federations), é o órgão máximo do atletismo mundial, que foi criado com o objetivo de criar regras às competições de atletismo, homologar resultados, etc., dando assim maior credibilidade ao esporte, assim passou a estabelecer regras básicas para reconhecer uma marca como oficial e o mesmo vale para os recordes, sejam mundiais, continentais ou nacionais.

Primeiramente, todo o percurso deve ser previamente certificado por um medidor aprovado pela IAAF, nessa medição o percurso não pode ser menor do que a distância oficial da prova e não pode exceder 0,1% da distância, ou seja, para a maratona, por exemplo, o limite de erro é 42m a mais.

Em uma de suas principais regras, a IAAF diz que a distância máxima entre a largada e a chegada não pode ser maior que 50% da distância total. A entidade entende que em provas ponto a ponto, o atleta acaba correndo muitas vezes em apenas um sentido e caso o vento seja favorável, o atleta tende a ganhar certa vantagem. Da forma hoje regulamentada, o atleta teria situações com o vento contra e a favor. Além disso, o percurso não pode sofrer um desnível topográfico maior do que 1/1000 da distância total, ou seja, em uma corrida de 10km (10.000m) a altimetria permitida é de 10m.

Por conta da obrigatoriedade de certos requisitos exigidos, muitas marcas acabam não sendo consideradas. Um dos casos mais conhecidos foi o do queniano Geoffrey Mutai, que na Maratona de Boston em 2011, fez os 42 km em 2h03m02s, superando em quase um minuto o recorde da época (2h03m59s). Porém, como a Maratona de Boston teve uma distância largada-chegada superior à permitida e uma altimetria maior do que a permitida, fez assim com que a IAAF não reconhecesse o seu tempo oficialmente e consequentemente, não considerando como recorde mundial. Essa marca o deixaria, ainda hoje, entre as maiores marcas do mundo, perdendo apenas para o atual recorde mundial do Dennis Kimetto (2h02m57s).

Em situação parecida com a Maratona de Boston, uma das corridas mais famosas do Brasil, a Maratona do Rio de Janeiro, não é válida para recordes mundiais ou marcas oficiais, pois também não respeita à regra da distância largada-chegada.

Apesar de ser um lamento para atletas profissionais, que buscam tais objetivos, para a maioria de nós, que corre apenas por prazer, não faz lá tanta diferença, afinal as marcas que buscamos são outras e as emoções continuaram sendo as mesmas.

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Referências:
http://www.cbat.org.br/normas/regras_iaaf_de_corridas.pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maratona#Regras_da_IAAF
http://globoesporte.globo.com/atletismo/corrida-de-rua/noticia/2011/04/criterios-da-iaaf-limitam-possibilidade-de-recorde-mundial-em-maratonas.html
https://www.saudemelhor.com/quais-os-tipos-e-regras-de-maratonas/

A vida corrida e a corrida na vida

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Vivemos em um mundo atribulado, onde a vida por si só já é corrida, sem trocadilhos. Acordamos cedo, enfrentamos trânsito ou conduções lotadas, pegamos no batente cerca de 8 horas por dia, passamos minutos ou até mesmo horas preciosas em filas, seja de banco, supermercado, restaurante, etc., e o “pior de tudo isso”, é que para muitos, isso é apenas o começo do dia, afinal, em casa são outras obrigações, outras responsabilidades e mais correria. Apesar disso, no meio de todo esse caos, ainda encontramos um tempinho para enfim relaxar, que para algumas pessoas, em outras palavras, significa correr. Por mais irônico que seja, é na corrida que muitas vezes descansamos, encontramos paz e sossego, colocamos a cabeça em ordem, enquanto as pernas correm, a cabeça lentamente se esvazia, os músculos cansam, os nervos relaxam, a ansiedade e o estresse dão lugares aos sonhos e tranquilidade.

Corremos por prazer, seja pelo prazer de ser mais rápido ou de ir mais longe ou seja apenas pelo prazer de cruzar a linha de chegada. Aos poucos, a corrida entra na nossa vida e passa a fazer parte de nós, sem ao menos darmos conta disso e geralmente nos damos conta quando por alguma lesão ou compromissos do dia a dia, somos “forçados” a ficar um tempo sem correr, esses dias parados são os mais tediosos possíveis e passamos a fazer contagem regressiva para a volta.

Passamos a viver corrida, respirar e transpirar corrida, maioria das vezes intuitivamente. Passamos o dia pensando na hora do treino, a semana planejando a retirada do kit ou a chegada na prova e nas horas de descanso, meio que sem querer, estamos pesquisando quando será a próxima corrida, mais da metade do nosso guarda-roupa é de camisetas de corrida, parte dos nossos quadros são porta medalhas e demais lembranças de cada árdua batalha enfrentada no asfalto, trilha, praia, etc.

Antes de começar a correr sempre achávamos os corredores loucos, por correrem nos horários e climas mais improváveis, com o tempo confirmamos que são loucos, mas agora fazemos parte deles e entendemos o porque dos treinos durante as madrugadas, no meio tarde ou no meio da chuva. Com o tempo não corremos mais de acordo aos nossos compromissos, mas fazemos nossos compromissos de acordo à corrida. Apesar disso tudo, não deixamos de ter vida social, de sair, ir em festas, confraternizar com os amigos seja pelas vitórias da vida ou da corrida, bem, pelo menos a maioria de nós.

Todo corredor sabe que a corrida é viciante e talvez, só talvez, eu já esteja em um caminho sem volta, mas afinal, quem disse que eu queria voltar? Quero continuar aqui respirando motivação e transpirando endorfina, aumentando o número de amigos corredores, como aumento a quantidade de quilômetros na bagagem, sem pressa para chegar, sem um ponto final, mas com várias linhas de chegada.

Thiago Lima

Café com corrida

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Presente nos restaurantes mais chiques ou nas casas mais simples, o café faz parte da realidade e do dia a dia do povo brasileiro e não atoa, é a segunda bebida mais consumida no Brasil, perdendo apenas para a água, é o que garante pesquisas realizadas pela Associação Brasileira da Indústria e do Café (ABIC)¹.

Seja para despertar, dar ânimo ou apenas um momento de relaxamento, o café já faz parte da nossa cultura e muito mais do que um hábito, ele traz muitos benefícios, como aumento de energia, deixa o corpo mais desperto e o coração mais sadio. Além disso, funciona como um leve antidepressivo, uma vez que aumenta a ação da dopamina no nosso organismo. Apesar disso, para nós corredores, as vezes fica a dúvida: o café influência de alguma forma na corrida? A resposta é sim, “a substância promove efeitos fisiológicos que ajudam a melhorar a performance. Ela é rapidamente absorvida no trato gastrointestinal e é um estimulante suave que afeta múltiplos sistemas e órgãos”².

A cafeína estimula a contração muscular, gerando melhorias no desempenho dos exercícios, principalmente em corridas mais curtas, onde a intensidade tende a ser maior e por um período mais curto. Outro ponto positivo, é que a cafeína “eleva as taxas de ácidos graxos livres no sangue, ativa o efeito que poupa as reservas de glicogênio (combustível energético limitante em provas de resistência, ou maratonas). Levando ao aumento da resistência do corredor”³. Além disso, o café melhora  o foco e concentração e por ser uma bebida termogênica, acelera a queima de gordura.

Apesar dos benefícios, o café deve ser tomado de forma moderada, evitando assim o excesso, pois o mesmo pode trazer efeitos negativos para o organismo, como desconfortos intestinais, insônia, gastrite, etc., além disso, “embora não haja evidência consistente de efeitos adversos em um sistema cardiovascular saudável, alguns atletas – como os com doenças cardíacas pré-existentes, grávidas e aqueles que tomam certas medicações – devem limitar a ingestão de cafeína”². Para aqueles que já estão acostumados a tomar uma xícara de café antes das corridas, o indicado, é apenas que não seja tomado por um período menor que 30 minutos antes da atividade.

Com tudo o que vimos acima, podemos afirmar que na medida correta podemos unir duas paixões e ter um ótimo resultado. Boa corrida e um delicioso cafezinho a todos.

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Coelho

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Foto: Exame¹

Todos os esportes utilizam uma certa linguagem própria e com a corrida de rua não é diferente. Termos como pace, altimetria, quebrar, pelotão, etc, são muito comuns no meio dos corredores, apesar disso, em poucos treinos e conversas qualquer novo corredor é capaz de entender essa linguagem peculiar.

Em uma das modalidades de corrida de cachorro, é utilizado um coelho mecânico, fazendo com que os cachorros corram atrás dele, afim de dar mais ritmo e velocidade à corrida. Tendo o mesmo princípio, surge mais um termo na corrida de rua, o coelho.

Assim como na corrida de cachorro, o coelho é utilizado nas corridas de rua para dar ritmo à corrida. Nesse caso porém, os coelhos são atletas profissionais, também conhecidos como pacers ou marcadores de ritmo, contratados por organizações ou equipes, para manterem um determinado ritmo, durante um determinado trecho da prova, ajudando os atletas profissionais a controlarem a velocidade e muitas vezes, quebrarem recordes.

Além de controlar o ritmo e ser um estímulo para o atleta que está atrás, outro motivo positivo para o sucesso na utilização dos coelhos é “que a resistência do ar diminui a velocidade dos corredores mais rápidos. Estudos sérios com túnel de vento sugeriram que ficar atrás de outro corredor permite a um atleta de elite correr por até 100 segundos mais rápido em 42km”² e nós corredores, profissionais ou amadores, sabemos a importância e a diferença que faz cada segundo.

Geralmente, em uma maratona, os coelhos não correm mais do quem 32 km, abandonando assim a corrida, porém, já houve casos em que o coelho não só concluiu a corrida, como também venceu. Em 1994, o nosso tão conhecido Vanderlei Cordeiro de Lima, foi convidado para ser coelho na Maratona de Reims, na França, ele deveria abandonar a prova nos 21 km, porém, se sentindo bem e com autorização da organização continuou a corrida e acabou vencendo.

Apesar de serem bastante comuns em muitas maratonas, algumas organizações, como as Maratonas de Nova York e de Boston, não só não aprovam a atitude de utilizar um atleta para puxar ritmo, como proíbem tal ato durante as suas competições, acreditando ser uma afronta ao espírito esportivo.

Embora os coelhos sejam frequentemente utilizados em maratonas, eles também estão constantemente presentes em Meias Maratonas ou até mesmo em provas mais curtas.

Tirando o foco do mundo profissional, no meio amador, atletas mais experientes ou mais velozes, são utilizados pelas equipes para incentivarem os outros corredores a atingirem novas marcas e recordes pessoais. Fazer alguns treinos com alguém mais rápido que você, pode além de te estimular, trazer grandes resultados.


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