Tendinite patelar

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Foto: Dr. Marcelo Tostes*

Já estamos cansados de saber que o joelho é a parte do corpo que mais sofre durante a corrida e consequentemente, a que mais sofre com lesões. Já foi comentado aqui no blog, sobre várias dessas lesões, algumas mais graves, outras mais simples. Dessa vez, vamos tratar de outra lesão ligada ao joelho, a tendinite patelar.

Conhecida também como joelho do saltador, a tendinite patelar, “normalmente afeta a fixação do tendão patelar do polo inferior da patela devido ao mecanismo de cisalhamento que ocorre durante a desaceleração”¹, essa “é uma síndrome gerada pelo excesso de treinos, muitas vezes além do limite de elasticidade e resistência do tendão. A dor se localiza na inserção do quadríceps (acima da patela), no corpo do tendão ou na tuberosidade da tíbia (abaixo do joelho)”²

Como dito anteriormente, a principal causa da tendinite patelar é o excesso de treinos, porém, outros fatores podem ser considerados fatores de risco da lesão, como fraqueza da muscular, aumento abrupto na intensidade dos treinos, erros posturais ou até mesmo falta de aquecimento antes da corrida.

Os principais sintomas da lesão, são dores leves no início da corrida, mas que podem sumir durante a atividade, dores ao esticar a perna, subir escada ou até mesmo sentar. Após o surgimento dos primeiros sintomas, deve-se procurar um ortopedista para avaliação e diagnóstico correto da lesão. Caso diagnosticada a lesão, o tratamento geralmente passa por fisioterapia, crioterapia, analgésicos e anti-inflamatórios, obviamente, tudo depende do grau da lesão, em estágios mais críticos até mesmo uma intervenção cirúrgica pode ser necessária.

A prevenção para essa lesão não se trata de nenhum segredo, assim como quase todas as lesões, a prevenção se passa por fortalecimento muscular, aquecimento antes da corrida, aumento de intensidade gradativa e claro, acompanhamento profissional, para que tudo seja realizado corretamente sem gerar sobrecarga. 

BORA CorRÊ

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O que você faria se de repente não pudesse mais correr e nem andar?

Pois é, foi o que aconteceu com a Renata Miranda Rangel.

Professora de Educação Física, apaixonada por corrida de rua, levava uma rotina normal com sua família. Até que sua vida mudou completamente no dia 19/02/2015, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVC) em razão do uso de anticoncepcionais. Ela ficou 81 dias na UTI, sem grandes esperanças nem mesmo por parte dos médicos.

Porém, Renata superou as expectativas e surpreendeu positivamente com seu progresso: removeu a traqueostomia, GTT, e obteve tetraparesia, mas ainda com alguns movimentos voluntários dos membros superiores e inferiores. Atualmente está com 36 anos, aposentada, casada e com dois filhos (09 e 15 anos).

Renata tem uma rotina com intensas fisioterapias e tratamentos e ainda está totalmente dependente de cuidados. Contudo, leva uma vida com alegria e muita esperança de recuperar seus movimentos.

Uma das esperanças da Renata reside num tratamento com células-tronco, que vem sendo realizado na Tailândia, e que já recuperou os movimentos de muitas pessoas, inclusive de uma brasileira do Mato Grosso.

O tratamento é oferecido pelo Beike Biotechnology, na cidade de Bangkok, é caríssimo, custa cerca de R$ 200.000,00 (aplicação das células-tronco, hospedagem e acompanhamento por 25 dias).

Para ajudar essa corredora apaixonada a custear esse tratamento na Tailândia, várias pessoas e empresas estão ajudando a promover a BORA CorRÊ, corrida de 5 e 10km em Brasilia (link abaixo).

As inscrições podem ser feitas por apenas 49,90 e serão totalmente revertidas para o tratamento da Renata.

BORA CorRÊ? Saiba mais sobre essa história e a prova e faça sua inscrição: https://andrei.ac/2t6QeR8

Por Central da Corrida

Para aqueles que quiserem ajudar de outras formas:

- Conta bancária da Renata:
Banco do Brasil - AG 1022-7
CC 5831-9
Renata Miranda Rangel
CPF 919.688.601-34

- Telefone para contato, falar com o Rodrigo, esposo da Renata: (61) 9651-0055

Trail Running

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Foto: Pernambuco Running*

A maioria das pessoas, tem o primeiro contato com a corrida nas ruas ou na esteira, porém, com o passar do tempo, acabam descobrindo que o mundo da corrida não é restrito às ruas, clubes e academias. A corrida possui variedades diferentes, que enriquecem o esporte, nos traz novos desafios e diversões diferentes, além de nos dar “folego” e muitas vezes nos tirando da mesmice.

A corrida na trilha (trail running), é uma dessas variedades da corrida e talvez seja a que vem conquistando o maior número de adeptos nos últimos anos. Embora continue sendo uma corrida, assim como correr na praia ou participar de uma corrida de obstáculos, muito se difere da corrida de rua, no preparo e resposta do corpo, na intensidade e até mesmo nos cuidados necessários.

Como a maior parte do caminho é de terra e mato, os joelhos acabam sofrendo um pouco menos o impacto (em comparação com o asfalto), por outro lado, “as articulações acabam sendo exigidas pelas irregularidades do piso e da mudança constante de velocidade e caminho”¹.

Quando corremos na rua, geralmente, buscamos manter um ritmo mais forte, muitas vezes em busca de maiores velocidades, paces menores ou simplesmente uma constância em toda a corrida. Na trilha, o pace e a velocidade acabam sendo, de certa forma, irrelevantes, uma vez que o terreno acidentado, recheado de imprevistos e surpresas naturais que muitas vezes dificultam até mesmo uma caminhada, acabam fazendo com que a velocidade seja uma preocupação secundária.

Nas ruas, a cabeça pode vagar em contas para o término da corrida, enquanto os olhos oscilam entre o relógio, o ambiente em que estamos e rápidas olhadas em possíveis obstáculos no caminho. Na trilha, a cabeça e os olhos precisam ficar atento a todo tempo, afinal são buracos “sem fim”, cascalhos e pedras que fazem escorregar, raízes e galhos que podem provocar tropeços ou até mesmo quedas. Investir em tênis adequado para trilha é muito importante para diminuir riscos.

Outra grande e significativa diferença, está na hidratação durante as competições. Enquanto nas competições de rua existem pontos de hidratação a cada 3 km (aproximadamente), na grande maioria das competições na trilha, os atletas precisam ser autossuficientes, ou seja, cada atleta é responsável por sua hidratação e/ou alimentação, por isso, acessórios como mochila de hidratação (camelback), se tornam indispensáveis.

O fortalecimento muscular é de fundamental importância para que o corpo tenha força e resistência necessária, assim como a orientação profissional para melhor realização da atividade. Tantas observações, cuidados e diferenças, pode assustar aqueles que nunca praticaram, mas quem já faz, sabe que o resultado final é sempre satisfatório, sem contar que em boa parte das trilhas a visão e o sentimento de paz acabam compensando qualquer esforço.

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Referências:
*http://www.pernambucorunning.com.br/?p=2229
1 - http://globoesporte.globo.com/ce/noticia/2017/03/correr-no-asfalto-ou-em-trilhas-eis-questao.html
https://www.ativo.com/experts/diferencas-corrida-em-trilha/
https://www.ativo.com/mais-esportes/conheca-as-particularidades-da-corrida-em-trilhas/
https://www.lojanerea.com.br/blog/corrida-de-rua-e-trail-running-principais-diferencas-e-cuidados

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