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Médico alerta para lesões no retorno aos esportes

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Foto: Webrun*

Com o afrouxamento gradativo do isolamento social, volta-se também, pouco a pouco, a rotina habitual de treinos e demais atividades físicas. Porém, levando em conta o grande período em que a maioria das pessoas ficaram inativas, o risco de lesão se tornam maiores, por isso se faz necessário um cuidado extra no retorno e é sobre isso que o Dr. João Hollanda fala no texto abaixo:

Em muitas cidades, as academias e aulas esportivas estão voltando e surgem uma nova preocupação médica, em relação às possíveis localizações de quem ficou muito tempo parado: as fratura por estresse ou a lesão do Ligamento Cruzado Anterior, conhecido com LCA. Retomar a prática esportiva de uma hora para outra, sem recondicionar o corpo para isso, pode ser um desastre. Estudos com atletas após férias demonstram que um mês parado pode levar a até 30% de perda de força muscular. Estamos agora com cerca de seis meses de reclusão e com um nível de sedentarismo ainda maior do que os atletas costumam passar em suas férias.

Especialista em joelho e médico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, o Dr. João Hollanda explica que a rotula completa do ligamento cruzado superior ou como lesões musculares costumam aumentar quando o atleta vem de um período de destreinamento. “As fraturas por estresse também estão associadas a um aumento de arrependimento na prática esportiva. Atletas recreativos e amadores tendem a ter uma 'reserva' física mais limitada e condições piores para se exercitar durante uma pandemia, ou que obrigatoriamente um risco ainda maior ”.

Independentemente da modalidade esportiva, é inerente do esporte a realização de movimentos repetitivos, nos quais algumas musculaturas são muito estimuladas e outras não. “Quando isso não é abordado por meio da preparação física, é comum que os atletas desenvolvam desequilíbrios ou fraquezas musculares, o que contribui para a ocorrência de ocorrências”, explica o especialista em joelho.
Assim, pedimos para o Dr. João Hollanda citar alguns cuidados a serem tomados para quem está considerando uma retomada das atividades físicas: 

  • Retorne progressivamente. Como regra geral, uma sugestão é retornar com 50% da carga de treino de antes da pandemia e, com tudo correndo bem, aumentar não mais do que 10% da carga por semana. Uma avaliação individualizada ajudaria em uma orientação mais precisa;
  • Comece por atividades de fortalecimento, em seguida, inclua como corridas contínuas, depois dos treinos de velocidade, treinos com contato físico e mudanças de direção para, por fim, retornar para esportes como o futebol; O rompimento do ligamento cruzado anterior é a lesão cirúrgica mais comum em jogadores de futebol e em atletas de outras modalidades que envolvem mudanças ocorridas de direção, acelerações, desacelerações e contato físico, como o basquete, o handebol e os esportes de luta.
  • Escute o seu corpo: o ideal, no início, é ser mais conservador. Se estiver se sentindo muito cansado, diminua o ritmo e, se isso não for o suficiente, obtenha ajuda especializada;
  • A realização de exercícios preventivos é fundamental para qualquer atleta com esportes de risco para a lesão do Ligamento Cruzado Anterior. Estes programas devem ser idealmente individualizados para cada atleta, de acordo com as informações da avaliação pré-participação e dos exames como a dinamometria manual ou isocinética e levando em consideração a especificação específica do indivíduo. Atletas amadores e recreativos podem se beneficiar do mesmo tipo de avaliação em médicos especializados no tratamento de atletas.

Lembrando que a fraqueza muscular e outras deficiências relacionadas ao movimento são comuns a maior parte dos pacientes com dor crônica, como hérnia de disco, condromalácia, artrose, tendinite ou bursite. Se, por um lado, a dor leva a uma deficiência muscular, a deficiência muscular faz com que a dor piore ainda mais. Por isso, a atividade física é indicada para qualquer pessoa em qualquer idade, porém sempre com acompanhando de especialistas.


Dr. João Hollanda

O Dr. João Hollanda é médico ortopedista especialista em joelho e esporte e médico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino.
 
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Referências:
 

Estiramento muscular

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Foto: Bauerfeind*

Ouviu um certo estalo e uma dor repentina no músculo? Pode ser estiramento muscular, que também é conhecido como distensão muscular, está entre as principais lesões entre corredores, então é bom ficar atento.

O estiramento muscular é um tipo de lesão bastante comum principalmente em atividades que envolvem explosão muscular, como, por exemplo, o treino de tiros. O estiramento “acontece quando há a ruptura parcial ou completa de algumas fibras musculares”¹. Apesar disso a lesão pode ocorrer ainda devido a sobrecarga de atividade, fadiga muscular ou até mesmo desaceleração brusca durante a corrida.

Os músculos que mais sofrem com esse tipo de lesão são os isquiotibiais (posterior da coxa), quadríceps, panturrilha e adutores (músculo da virilha), isso porque eles “contam com um grande número de fibras de contração rápida, que são as mais atingidas, e realizam muitas contrações excêntricas (quando um músculo se contrai e alonga, ao mesmo tempo)”¹.

O principal sintoma da lesão são as dores no local, principalmente durante a atividade física, o local lesionado pode também apresentar vermelhidão ou manchas roxas e inchaço. Os sintomas passam a ser mais brandos ou mais intensos de acordo ao grau da lesão que pode partir de algumas fibras lesionadas a até mesmo rompimento total das fibras.

Foto2: Emagrecimento na Saúde**
O tratamento do estiramento muscular é realizado de acordo a severidade da lesão. Em casos mais simples apenas repouso, fisioterapia e crioterapia podem ser suficientes, nos casos mais grave (minoria) pode ser necessário uma cirurgia. Por isso, para confirmação (ou não) da lesão e do seu grau, procure um profissional nos primeiros sintomas.

O melhor meio de prevenção é fortalecimento muscular, além de aquecimento antes dos treinos e principalmente um acompanhamento profissional, assim os seus treinos serão feitos na intensidade e quantidade necessária, evitando excessos e diminuindo riscos de estresse nos músculos, evitando assim, não só essa, mas muitas outras lesões.

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Referências:
*Foto: https://www.bauerfeind.com.br/blogs/news/ops-sentiu-uma-fisgada-ao-correr
**Foto2: https://emagrecimentonasaude.com/o-que-e-estiramento-muscular/
1 - https://www.ativo.com/corrida-de-rua/treinamento-de-corrida/aprenda-a-evitar-e-tratar-o-estiramento-muscular/
https://corridanossadodiaadia.blogspot.com/2018/03/distensao-muscular-estiramento.html
https://www.treinus.com.br/blog/como-acontece-a-distensao-da-musculatura/

Tedinopatia tibial posterior

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Foto: Webrun*

Pode até não ser do nosso agrado, mas a lesão está na vida de todo corredor, melhor, de todo atleta, seja profissional ou amador, todos já passaram por algum tipo de lesão, simples ou grave. Na corrida os membros inferiores são os que mais sofrem com lesões e dentre as inúmeras existentes, hoje vamos ver um pouco mais sobre a tendinite do tendão tibial posterior. 

A tendinite do tendão tibial posterior, também conhecida como tendinopatia tibial posterior, é uma lesão muito comum no meio da corrida, principalmente entre as mulheres com mais de 40 anos e corredores com pisada pronada excessiva. Essa lesão geralmente é provocada pelo excesso de esforço ou degeneração do tendão provocada por uma inflamação aguda. 

Os principais sintomas da lesão estão nas dores ao movimentar o pé, vermelhidão, inchaço e até formigamento. É de fundamental importância, que nos primeiros sintomas um profissional seja consultado para diagnóstico preciso da lesão, que quando não tratada “em seus primeiros sintomas de dor, pode ocorrer uma avulsão parcial (onde o tendão se afasta do osso) do anexo ao osso navicular (um dos ossos do tarso)”¹. 

O tratamento dependerá principalmente do grau da lesão e justamente por isso o diagnóstico correto é indispensável. Em casos mais simples, geralmente o tratamento passa por crioterapia, alongamento muscular, fisioterapia, analgésicos e anti-inflamatórios, além da diminuição considerável das atividade ou até mesmo afastamento completo. Em casos mais graves a intervenção cirúrgica pode ser tornar necessária. 

Como sempre relatamos, o fortalecimento muscular e aquecimento antes da corrida são sempre meios preventivos de lesões e mais uma vez, não foge à regra. Além disso, o uso de tênis adequados para a atividade e em caso de atletas com pisada pronada em excesso, a utilização de palmilha ortopédica para correção da pisada, o uso desta deve ser feita apenas com orientação de um ortopedista.

Após recuperação total da lesão, o indicando é que a volta às atividades seja feita gradativamente, tanto em intensidade, quanto em quantidade, por isso mais uma vez um acompanhamento profissional se torna indispensável. 

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Referências:

Tendinite da pata de ganso

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Foto: Globo Esporte¹



A tendinite é uma lesão recorrente no mundo do esporte e, como já falamos algumas vezes aqui no blog, pode ocorrer em qualquer tendão do corpo. Hoje, gostaria de falar especificamente da tendinite da pata de ganso, como popularmente é conhecida a síndrome anserina.

A “pata de ganso”, é uma região do joelho formada por três músculos (sartório, grácil e semitendinoso), que foi “batizado” com esse nome, como você deve imaginar, por lembrar a paga de um ganso. Esses três músculos têm como objetivo fazer a flexão do joelho e proteger contra o estresse em rotação e em valgo (desvio do joelho para dentro).


A tendinite, como já sabemos é a inflamação do tendão, que no caso da pata de ganso acontece devido ao “estresse excessivo do joelho em rotação e/ou em valgo: quando o corredor coloca o peso do corpo sobre a perna o joelho gira ou se inclina para dentro, o que causa uma sobrecarga nos músculos e cria uma região de atrito no joelho, provocando a inflamação”¹.

Um dos principais motivos que levam a esse estresse e consequentemente à lesão, é a falha na musculatura do quadril, dessa forma, assim como em praticamente todas as lesões, o fortalecimento muscular é imprescindível e se torna um forte aliado na prevenção, juntamente com a utilização de tênis adequados para a corrida, intensidade progressiva nos treinos e evitar excessos de cargas e intensidades.

Os seus principais sintomas são as dores na parte interna do joelho, principalmente ao caminhar, levantar após um bom tempo sentado e subir ou descer escadas, além disso, pode haver sensibilidade e inchaço na região.

Nos primeiros sintomas, o indicado é que as atividades físicas sejam interrompidas até uma avaliação adequada e diagnóstico de um profissional, que se confirmada a lesão, o encaminhará para tratamento correto, o qual geralmente passa por analgésicos, anti-inflamatórios, compressa de gelo, laser e principalmente repouso e fisioterapia.

Após recuperação da lesão, a volta às atividades devem ser feitas de forma gradativa e acompanhada por um profissional, afim de dosar os treinamentos de forma que a lesão não se torne recorrente, o profissional auxiliará ainda na melhora da mecânica da corrida, outro fator fundamental e que pode auxiliar na prevenção dessa e de muitas outras lesões.
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Osteocondrite dissecante

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Foto: Site Dr. Elias Marcelo*

Apesar do diferente e difícil nome, a osteocondrite dissecante, mesmo pouco conhecida, é uma lesão relativamente comum no meio do esporte, especialmente em pessoas mais novas e do sexo masculino.

Também conhecida como osteocondrose, “a osteocondrite dissecante é uma condição comum em que um pedaço de cartilagem, juntamente com uma camada fina do osso abaixo dela, se solta a partir da extremidade de um osso”¹ e ocorre geralmente após uma lesão na articulação ou trauma articular, como uma torção. Apesar de ser mais comum no joelho, essa é uma lesão que pode ocorrer em qualquer articulação do corpo.

Os principais sintomas são fortes dores, principalmente durante a atividade física ou subir escadas, inchaço, sensibilidade, fraqueza e limitação do movimento. Notem que esses são sintomas semelhantes ao de outras lesões das articulações, justamente por isso, nos primeiros sintomas uma avaliação médica se torna fundamental para diagnóstico correto, que geralmente são realizados através de ressonância magnética ou artroressonância.

Após diagnosticado, o tratamento da lesão dependerá principalmente do grau de severidade, em casos mais simples, descanso, imobilização e fisioterapia são suficientes, porém, em casos mais críticos ou até mesmo se os tratamentos anteriores não surtirem efeitos, uma intervenção cirúrgica pode se tornar necessária, para remover ou recolocar o fragmento solto do osso.

A cirurgia pode ser utilizada para tentar preencher o defeito de cartilagem. Estes procedimentos podem ser realizados por via artroscópica... O último procedimento usa a própria medula óssea da pessoa para ajudar a reconstruir a área danificada. Novo tecido rapidamente começa a crescer para preencher o espaço onde o fragmento de osso foi removido”.¹

O grande problema dessa lesão, é o fato de ainda não se ter uma causa conhecida, existem especulações como redução de fluxo sanguíneo para a extremidade do osso afetado, traumas e lesões repetitivas ou até mesmo genético.

Por não se ter uma causa comprovada, se torna difícil até mesmo ter métodos preventivos, assim o indicado acaba sendo a preservação das articulações, através de fortalecimento muscular, evitar excessos nas atividades, utilizar tênis adequado e postura correta durante a corrida.

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Síndrome da plica sinovial do joelho

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Foto: Ativo¹

Como já tratamos aqui no blog algumas vezes, o joelho é uma das partes do corpo mais exigidas durante a corrida e, consequentemente, uma das que mais sofrem, não à toa, está entre as principais regiões lesionadas. Hoje, vamos ver um pouco mais sobre a síndrome da plica sinovial do joelho.

A membrana sinovial reveste todo o joelho, é responsável por lubrificar a articulação e assim diminuir o atrito. Por sua vez, a plica, conhecida também como prega, é uma sobra da membrana, um resquício embrionário, que “deveria ser absorvida pelo organismo no terceiro ou quarto mês de gravidez. Ainda assim, está presente no joelho de mais de 70% das pessoas”¹.

Apesar do alto percentual, geralmente a plica sinovial permanece assintomática, em outras palavras, sem causar nenhum tipo de dano, isso porque “esse excesso da membrana pode ocorrer em três regiões da articulação do joelho: suprapatelar (acima da patela), mediopatelar (na parte medial do joelho) e infrapatelar (abaixo da patela)”². Essa sobra acima ou abaixo da patela, não traz nenhuma preocupação, porém quando essa sobra é na região medial, as chances de sofrer com a lesão são elevadas.

Possivelmente devido ao atrito com o fêmur, a membrana sinovial se inflama, fica mais espessa e apresenta o que os médicos chamam de ‘plica patológica’ e ocorre a síndrome da plica sinovial”¹, que tem como principais sintomas, dores e estalos no joelho durante a movimentação, as dores podem ser piores pela manhã e amenizadas no decorrer do dia, além de inchaço e, em casos mais severos, até mesmo limitação do movimento e a sensação de falhas do joelho ao correr ou caminhar.

O tratamento passa por bastante repouso, anti-inflamatórios, aplicação de corticosteroide, crioterapia, fisioterapia, fortalecimento dos músculos do membro inferior e em casos mais graves, pode ser feita uma artroscopia para retirada da plica. O retorno a corrida deve ser feito de forma gradativa, acompanhado de um profissional e após melhora da lesão.

Assim como em outras lesões, a prevenção nada mais é do que a dosagem da intensidade e quantidade de treinos, uso de tênis adequados para a corrida, fortalecimento muscular e aquecimento antes das atividades.

Como podemos ver, os sintomas são bem parecidos com o de muitas outras lesões do joelho, mas tratamento e recuperação, são diferentes, justamente por isso, a consulta com um ortopedista se torna indispensável para exames adequados e diagnósticos precisos.

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Referências:

1 - https://www.ativo.com/por-que-doi/sindrome-da-plica-sinovial/

Neuroma de Morton

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Foto: Ativo¹

Descrito pela primeira vez em 1876 pelo médico Thomas G. Morton, o neuroma de Morton foi então batizado em sua homenagem. Hoje, é uma lesão muito comum no mundo da corrida e está entre as principais lesões dos pés, mas, mesmo assim, ainda é pouco conhecida.

O neuroma de Morton é uma espécie de nódulo que surge nos nervos entre os dedos dos pés, principalmente entre o terceiro e o quarto osso metatarso, mas por vezes acontece também entre o segundo e terceiro metatarso.

Embora ainda não haja uma comprovação científica para as causas dessa lesão, a maior incidência está entre as mulheres e que devido ao uso contínuo de sapatos apertados na frente, passou-se a acreditar que a lesão esteja ligada justamente à utilização desses tipos de sapatos e em pessoas “que tenham uma biomecânica ineficiente, como os corredores de rua que forçam muito as pontas dos pés durante as passadas”¹.

Os principais sintomas são dores, sensação de queimação e uma espécie de choque na região afetada, em alguns casos apresenta também dormência e formigamento. Geralmente as dores são amenizadas ao retirar os sapatos, mas em casos mais graves, mesmo ao andar descalço ou em repouso as dores persistem.

Como a lesão só pode ser confirmadas através de exame de imagem, a busca por um profissional se torna indispensável desde os primeiros sinais, para assim ser encaminhado para tratamentos corretos, que passam principalmente por fisioterapia e muito exercício de propriocepção para melhorar a mecânica da pisada durante a corrida, além utilização de sapatos menos apertados. O grande problema da lesão, é que ela “não regride. Os sintomas do Neuroma de Morton podem ser atenuados, mas a nodulação permanece”¹, por isso, em casos mais graves é recomendada a intervenção cirúrgica, única maneira definitiva de remover o nódulo.

Como não se tem certeza das causas, se torna difícil encontrar prevenções, alguns profissionais indicam que “um possível modo de prevenção do Neuroma de Morton — os médicos não dão nenhuma garantia de que funcione de fato, devido à imprevisibilidade da lesão — é o uso de calçados acolchoados na sola e com bico largo. Esses cuidados não evitam o surgimento do neuroma, mas reduzem consideravelmente a dor no local”¹.

Ter conhecimento dos diversos tipos de lesões pode nos ajustar a entender melhor os sinais do nosso corpo e assim buscar profissionais capacitados mais rápido, trazendo consequentemente uma recuperação mais rápida e evitando o agravamento.

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Referências:

Água no joelho - Derrame articular

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Foto: Globo Esporte*

As lesões são comuns no mundo do esporte, ossos, músculos, tendões, articulações, etc., sofrem com o desgaste com os mais variados tipos de esforços e muitas vezes com o pouco fortalecimento. Algumas dessas lesões são tão recorrentes, que acabam “ganhando apelidos”, como é o caso do derrame articular.

Popularmente conhecida como água no joelho, o derrame articular é uma lesão que pode ocorrer em qualquer articulação do corpo, como tornozelo ou ombro, por exemplo, mas que ocorre com maior frequência na articulação do joelho.

O derrame articular acontece principalmente devido ao uso excessivo da articulação do joelho e os seus principais sintomas são o inchaço no joelho e dificuldade e desconforto para dobrá-lo, isso pode acontecer logo após a corrida ou até mesmo dias depois, dependendo do grau da lesão.

Normalmente o inchaço depende diretamente da presença dentro da cavidade articular de uma coleção líquida, que pode ser de líquido sinovial, sangue ou pus. O seu aparecimento pode acontecer de modo muito rápido (uma a duas horas após a prática esportiva), rápido (até seis horas) ou lento (dois ou mais dias). Dependendo de uma quantidade menor ou maior da colecção líquida intra-articular, o joelho apresenta a tumefação com menor ou maior tensão, condicionando-o, por isso, a uma perda menor ou maior da mobilidade”¹.

O derrame articular pode ainda estar associado a outras lesões como “artrites, artroses, lúpus eritematoso sistêmico e neuroartropatia crônica, sendo que nesses casos o derrame articular está acompanhado de outros sinais e sintomas e pode afetar mais de uma articulação”².

O tratamento geralmente é feito com muito repouso, crioterapia, massagem, anti-inflamatório, antibióticos, fisioterapia e em casos mais graves, é necessário até mesmo uma aspiração do líquido. Por isso, nos primeiros sintomas procure um especialista (ortopedista ou reumatologista) para diagnóstico correto e tratamento eficaz.

E como sempre, o uso de tênis adequado, acompanhamento profissional para realizar as atividades nas intensidades e progressões corretas, além de fortalecimento muscular, são algumas das medidas preventivas que podem ajudar a minimizar a incidência, não só dessa, mas de muitas lesões.

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Referências:
*Foto: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2017/03/principal-amortecedor-dos-joelhos-menisco-sofre-com-corrida-de-rua.html
1 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2016/11/o-que-causa-inchaco-ou-famosa-agua-no-joelho-ortopedista-explica.html
2 - https://medicoresponde.com.br/tag/derrame-articular/
https://www.tuasaude.com/derrame-articular/

Tendinite patelar

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Foto: Dr. Marcelo Tostes*

Já estamos cansados de saber que o joelho é a parte do corpo que mais sofre durante a corrida e consequentemente, a que mais sofre com lesões. Já foi comentado aqui no blog, sobre várias dessas lesões, algumas mais graves, outras mais simples. Dessa vez, vamos tratar de outra lesão ligada ao joelho, a tendinite patelar.

Conhecida também como joelho do saltador, a tendinite patelar, “normalmente afeta a fixação do tendão patelar do polo inferior da patela devido ao mecanismo de cisalhamento que ocorre durante a desaceleração”¹, essa “é uma síndrome gerada pelo excesso de treinos, muitas vezes além do limite de elasticidade e resistência do tendão. A dor se localiza na inserção do quadríceps (acima da patela), no corpo do tendão ou na tuberosidade da tíbia (abaixo do joelho)”²

Como dito anteriormente, a principal causa da tendinite patelar é o excesso de treinos, porém, outros fatores podem ser considerados fatores de risco da lesão, como fraqueza da muscular, aumento abrupto na intensidade dos treinos, erros posturais ou até mesmo falta de aquecimento antes da corrida.

Os principais sintomas da lesão, são dores leves no início da corrida, mas que podem sumir durante a atividade, dores ao esticar a perna, subir escada ou até mesmo sentar. Após o surgimento dos primeiros sintomas, deve-se procurar um ortopedista para avaliação e diagnóstico correto da lesão. Caso diagnosticada a lesão, o tratamento geralmente passa por fisioterapia, crioterapia, analgésicos e anti-inflamatórios, obviamente, tudo depende do grau da lesão, em estágios mais críticos até mesmo uma intervenção cirúrgica pode ser necessária.

A prevenção para essa lesão não se trata de nenhum segredo, assim como quase todas as lesões, a prevenção se passa por fortalecimento muscular, aquecimento antes da corrida, aumento de intensidade gradativa e claro, acompanhamento profissional, para que tudo seja realizado corretamente sem gerar sobrecarga. 

Distensão muscular

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Foto: Mercur*

Constantemente vista em jogadores de futebol, mas também presente, com certa frequência, entre os corredores, a distensão muscular pode aparecer como uma fisgada e/ou um estalar no músculo.

Também conhecida como estiramento muscular, a distensão muscular é uma lesão, de certa forma, comum, que pode acontecer em qualquer grupo muscular, porém, uma das regiões que mais sofrem com esse problema, é a região dos músculos posteriores da coxa.

Durante a corrida, os músculos, em especial dos membros inferires, são contraídos forte e repetidamente, quando exigidos ou alongados em excesso, o músculo pode ser “submetido a uma tração excessiva levando à sobrecarga das miofibras e, consequentemente, a sua ruptura”¹, que pode ser parcial ou total. Como em maioria das lesões, a dor é o principal sintoma e pode surgir durante funções simples como caminhar, estender ou flexionar as pernas, pode ainda surgir inchaço e manchas roxas, que se torna mais intensas de acordo ao grau da lesão, que variar do grau 1 ou 3:
  • Grau I – Quando as fibras musculares lesionadas não ultrapassam 5%. “A dor é localizada em um ponto específico, surge durante a contração muscular contra-resistência e pode ser ausente no repouso. O edema pode estar presente, mas, geralmente, não é notado no exame físico”¹, há pouca limitação funcional e a recuperação é relativamente rápida.
  • Grau II – Nesse caso, as fibras musculares lesionadas passam de 5% e podem chegar até 50%. As dores apresentadas são as mesmas do grau I, só que com maior intensidade e maior limitação funcional, além disso a recuperação se torna mais lenta.
  • Grau III – Nesse caso, as fibras lesionadas ultrapassam 50%, podendo chegar até mesmo a ruptura total. O edema e a hemorragia são grandes, a dor varia de moderada a muito intensa na contração muscular ou até mesmo em repouso e há uma grande limitação funcional.
Entre as principais causas dessa lesão, temos a sobrecarga de atividade, principalmente se não houver repouso adequado, a falta de condicionamento físico, má fortalecimento dos músculos ou até mesmo o início de atividades intensas sem o devido aquecimento. Assim, o fortalecimento muscular, aquecimento antes das atividades, aumento progressivo de intensidade e acompanhamento profissional se tornam principais medidas preventivas.

Pouquíssimos casos são passíveis de cirurgia, de modo geral, os tratamentos passam por repouso com mudança para atividades mais leves ou interrupção de todas as atividades, a depender do grau da lesão, além disso são incluídos fisioterapia, anti-inflamatório, analgésico e compressas de gelo.

Toda lesão, por mais simples que seja, quando não bem diagnosticada e tratada, tendem a aumentar, correndo o risco de tornar-se lesões graves, com isso, nunca deixe para depois, nos primeiros sintomas, dessa ou de qualquer outra lesão, busque especialistas, para o diagnostico correto e consequentemente melhor tratamento.

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Esporão Calcâneo

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Foto: Ativo¹

Quanto mais corremos e buscamos nos informar sobre o mundo da corrida, mais nos assustamos com a quantidade de lesões existentes, muitas delas tendo até mesmo sintomas parecidos, o que sem dúvida nenhuma, demonstra a importância da busca profissional nos seus primeiros sinais. Após algumas leituras e pesquisas, decidi compartilhar um pouco mais sobre o esporão calcâneo, uma lesão muito comum fora do esporte, mas que volta e meia aparece entre os corredores e que atinge principalmente as mulheres entre os 40 e 50 anos.

O esporão de calcâneo é uma lesão facilmente confundida com a fascite plantar, lesão que já falamos aqui no blog, mas a principal diferença é na região de dor mais intensa, enquanto na fascite plantar essa dor é no meio da sola do pé, no esporão calcâneo, como o próprio nome sugere, a dor mais intensa é no calcanhar.

O esporão calcâneo é uma degeneração óssea, que devido ao desgaste e inflamação da região acaba provocando uma proeminência óssea (esporão), conhecida como estípula óssea, que pode desenvolver tanto na parte anterior, como na posterior do calcâneo. Com o passar do tempo, se não tratada, essa proeminência óssea tende a aumentar, inflamando assim a fáscia plantar, justamente aí surge a dor e o desconforto, tipo agulhadas no calcanhar, ao pisar no chão logo que acorda ou ao caminhar e correr, esses, são inclusive os principais sintomas.

O sobrepeso, pé chato ou com excesso de curvatura, pisada extremamente pronada ou supinada, sobrecarga nos pés devido a atividade física repetida e de alto impacto, estão entre as principais predisposições para esse tipo de lesão.

O tratamento da lesão depende da sua criticidade, quando detectada no estágio inicial, pode ser adotado um tratamento conservador, através de fortalecimento dos músculos dos membros inferiores, analgésico, anti-inflamatório, crioterapia, fisioterapia e palmilhas ortopédicas, em estágios mais avançados da lesão pode ser realizada até mesmo uma cirurgia para a retirada do esporão, mas poucos são os casos cirúrgicos. Mesmo no estágio inicial da lesão a interrupção das corridas é recomendada até a autorização médica, afim de evitar o agravamento da lesão.

Como sempre explanado em todas as lesões, o fortalecimento muscular, o aquecimento antes das atividades e a utilização de tênis adequados para a corrida, são fundamentais e servem como meios preventivos, além disso, para aqueles que possuem a pisada extremamente pronada ou supinada, podem adotar palmilhas ortopédicas, para melhorar a pisada e diminuir o impacto, lembrando que as mesmas devem ser feitas juntamente com orientação do seu ortopedista.

Por mais assustamos que fiquemos com o grande número de lesões que existem, ter certos conhecimentos delas, como causas e sintomas, nos ajudam a ter uma identificação de possível lesão mais rapidamente, conseguindo assim, buscar um diagnóstico correto com profissionais capacitados e, consequentemente, tendo um tratamento mais rápido e eficaz.

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Referências:

Lesão de menisco

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Foto: Globo Esporte¹

Já não é segredo algum, que os joelhos são uma das partes do corpo que mais sofrem com as lesões durante a corrida e a lesão de menisco, é mais uma a assombrar a vida dos corredores.

Os meniscos são estruturas cartilaginosas e em cada joelho possuímos dois, o menisco medial, que fica na parte interna e o menisco lateral, que fica na parte externa. Por ser maior, o menisco medial é também o que esta mais propício a lesões, tanto, que sofrem com lesões cerca de 3x mais que o menisco lateral.

Os meniscos são fundamentais para a biomecânica da corrida, pois agem nos joelhos “como lubrificadores, estabilizadores, amortecedores e distribuidores de carga dentro da articulação. As fibras de colágeno de tecido dissipam as forças de compressão na articulação, reduzindo assim a força direta sobre a cartilagem articular”².

Entorse do joelho é a principal causa da lesão de menisco, por isso é uma lesão muito comum em esportes onde a rotação do joelho é muito exigida, o lado bom, para nós corredores, é que esse tipo de situação acontece com pouco frequência dentro da corrida. Por outro lado, a lesão de menisco se torna comum na corrida, em especial em atletas após os 40 anos, devido ao microtrauma de repetição, ou seja, o desgaste ocasionado pelo envelhecimento e impacto repetitivo do mesmo.

Os principais sintomas apresentados são inchaço dos joelhos e limitação de movimentos, além de dores na região, que podem apresentar períodos mais ameno e períodos de dores mais intensas, principalmente ao realizar movimentos como agachamento e flexão da perna.

Na fase inicial da lesão, o tratamento, geralmente, é feito de forma conservadora, através da fisioterapia e utilização de analgésicos, anti-inflamatórios e compressas de gelo. Até pouco tempo atrás, em casos mais brandos, o tratamento utilizado era apenas a meniscectomia, uma cirurgia para retirada da parte lesada do menisco. Hoje, já são utilizadas também outras formas de tratamento, como a viscossuplementação que “consiste nas injeções intra-articulares de ácido hialurônico, que é o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável”¹. Além disso, com o aprimoramento das técnicas de vídeo-artroscopia, foi desenvolvida a técnica de reinserção meniscal, em outras palavras, a técnica devolve o menisco no lugar onde estava antes da lesão.

O fortalecimento dos músculos e utilização de tênis adequado para a corrida, são sempre meios de prevenir lesões e no caso da lesão de menisco, isso não foge à regra, isso porque com a musculatura fortificada e calçados corretos, os joelhos tendem a sofrer menos com o impacto e consequentemente, sofrem menos desgastes.

Apesar de conhecermos um pouco sobre a lesão, nos primeiros sintomas o médico deve ser consultado para diagnóstico correto e início de tratamento, se necessário, essa sem dúvida é a forma mas eficaz de se livrar da lesão e retornar à corrida o mais rápido possível. 
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Referências:

Ciatalgia

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O nervo ciático, assim como muitos outros nervos, articulações e músculos, é lembrado e associado por nós, muito mais pela dor do que pelas suas funções ou pelo seu tamanho. A tão conhecida dor vem da sua inflamação, conhecida como ciatalgia, tão comum, que atinge aproximadamente 15% da população, esportistas ou não.

Principal nervo dos membros inferiores, o nervo isquiático, popularmente conhecido como nervo ciático, é também o mais longo do corpo humano, vai desde o dedão do pé até a região lombar, “ele controla as articulações do quadril, joelho e tornozelo, e também os músculos posteriores da coxa e os músculos da perna e do p锹.

O Nervo ciático é o responsável pela enervação dos membros inferiores, por conta disso, “a dor pode ocorrer em vários lugares, porém os mais comuns são a região glútea posterior, o dedão do pé e a face lateral da coxa e da perna”¹, as dores podem ser intensificada em ações simples como sentar, levantar, tossir e espirrar, podendo começar de forma mais sutil durante o dia e intensificando à noite. Além das dores, outros sintomas comuns são espasmos, formigamento, fraqueza muscular, baixa sensibilidade e sensações de choque ao tocar o pé no chão.

A ciatalgia pode ser consequência de outras lesões, como a hérnia de disco (a grande maioria dos casos) e a síndrome do piriforme, porém pouca força dos músculos dos membros inferiores, sobrepeso e a má postura durante a corrida, podem ser outros agravantes para o surgimento da lesão. Com isso, podemos perceber cada vez mais a importância do fortalecimento muscular para a corrida e do acompanhamento profissional durante as atividades, para dosagem de intensidade e quantidade correta nos treinos, além de correções e melhorias posturais na mecânica da corrida.

O tratamento da ciatalgia depende da gravidade de cada caso. Na grande maioria dos casos, o tratamento passa por anti-inflamatórios, fisioterapia, quiropraxia, massoterapia, injeções lombares, etc., mas “em torno de 10-20% dos casos a cirurgia é necessária para corrigir o problema”².

Ter conhecimento sobre as lesões e seus tratamentos, é muito bom para entendermos o que temos e qual o processo precisaremos passar, ter conhecimento sobre as prevenções e sintomas é muito bom para podermos tentar minimizar os riscos e ligar o alerta já nos primeiros sinais. Porém, nada disso dispensa o acompanhamento médico, grave ou não, o acompanhamento é fundamental para diagnóstico correto e tratamento eficaz.

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Referências
1 - http://www.aminhacorrida.com/nervo-ciatico/
http://www.provital-quiropraxia.com.br/blog/index.php/dor-ciatica-ciatalgia/
http://vidaquecorre.com.br/dor-no-gluteo-apos-a-corrida-pode-ser-sinal-de-problema-muscular/
http://www.copacabanarunners.net/ciatica.html

Cãibras

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Foto: Globo Esporte*

Silenciosa e dolorosa. Sem dar sinais de sua chegada, a cãibra provoca um grande incômodo que pode durar desde alguns segundos, a até mesmo alguns minutos, sendo capaz de acabar com a competição de qualquer atleta.

As cãibras são definidas como lesões ou condição transitória que geram uma forte contração muscular involuntária e dolorosa, causando um ciclo de dor e espasmo muscular”¹, que, geralmente, surge durante uma atividade física intensa, principalmente quando o atleta está pouco condicionado ou mal hidratado. Apesar disso, a cãibra pode acontecer até mesmo em repouso, muitas das vezes, no momento em que o músculo está relaxando da intensa atividade sofrida horas antes. Ainda assim, a cãibra pode afetar até mesmo aqueles que não fazem atividades físicas, nesse caso o principal motivo esta na falta de sódio no organismo.

Durante o esforço excessivo, o organismo perde muitas das suas vitaminas e sais minerais, como cálcio, magnésio e potássio, que são de fundamental importância para a continuidade da atividade, levando assim à fadiga muscular e elevando a possibilidade do surgimento de cãibras. Outro agravante, é o suor e a urina em excesso, pois leva à perda de sódio, nesse caso, quando o organismo esgota as suas reservas energéticas, ele recorre aos minerais encontrados nos músculos e “isso gera uma resposta nervosa que leva a um estresse mecânico e às contrações involuntárias”², cãibras.

O tão famoso e conhecido ditado de que banana evita cãibras, está em partes correto, isso porque a banana é um alimento rico em potássio, no entanto, a ingestão constante deste tipo de alimento ajuda na diminuição de incidência. Por outro lado, se a cãibra for causada pela falta de sódio no organismo, o fato de comer banana regularmente, não fará diferença.

A cãibra pode ser causada ainda pelo excesso de ácido láctico, que “é produzido quando os músculos queimam o glicogênio (forma que a glicose é armazenada no fígado e nos músculos) para obter energia. O ácido lático é um produto residual que provoca dor e fadiga e permanece no tecido muscular até que o sangue em circulação o retire”³.

No momento em que sentir cãibra, é ideal o relaxamento muscular e massagem na região afetada, “alongar depois de passado os sintomas mais fortes, pois durante as fortes contrações, o alongamento pode causar lesões nas fibras musculares”³, descanso e hidratação também são fundamentais.

Com o que vimos acima, podemos perceber que além de um bom condicionamento físico, dois dos principais segredos para a prevenção da cãibra, está na hidratação e alimentação, por isso, é fundamental que a dieta do atleta seja rica em vitaminas e minerais, como potássio, magnésio, cálcio e sódio e que a hidratação seja feita de forma adequada antes, durante e após os treinos e corridas. Além disso, o acompanhamento profissional é fundamental para que os treinos sejam alinhados com os objetivos e estejam sempre na dosagem correta.


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Referências: 

*Foto: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2012/11/o-que-e-caibra-muscular-se-torna-um-pesadelo-para-os-corredores.html
1 - http://www.papodeesteira.com.br/colunistas/fisioterapia-esportiva/caibra-muscular-sintoma-crescente-corredores-ciclistas-triatletas/
2 - https://saude.abril.com.br/bem-estar/caibra-o-que-e-e-como-evita-la/
3 - https://www.ativo.com/saude/caibra-x-corrida-saiba-por-que-as-dores-surgem/
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/mitos-e-fatos-sobre-as-caibras-musculares/ 

Condromalácia patelar

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Foto: Hora do Treino

Durante a corrida, os membros inferiores são os mais exigidos, com isso, são também os que mais sofrem com desgastes e, consequentemente, os que estão mais propícios à lesões. Entre todos os músculos, ossos, tendões, etc., que compõem os membros inferiores, os joelhos estão entre as partes que apresentam maior índice de lesões e hoje, venho compartilhar sobre uma dessas lesões, a condromalácia patelar.

Para melhor compreensão, é preciso saber que a patela é um osso que fica ‘flutuante’ na articulação do joelho, que com a contração muscular, entra em contato com o fêmur. Na patela existe o que é chamado de “líquido da patela” que impede o contato direto osso com osso. Com a perda desse líquido, o choque ósseo acaba ocorrendo, causando desgastes na cartilagem e consequentemente a condromalácia patelar, que é popularmente conhecida como joelho de corredor.

As mulheres representam a maior porcentagem das pessoas que sofrem com essa lesão, que “na literatura científica, os problemas biomecânicos são os mais citados”¹ entre as causas. “Com a fraqueza dos músculos do tronco e dos glúteos, somada à falta de controle do movimento, o corredor aumenta a sobrecarga na patela durante suas atividades, o que eleva a pressão nos joelhos e causa o desgaste articular”¹. Além disso, sobrepeso, excesso de treinos em escada,  excesso de uso de salto alto, etc., estão entre os possíveis causadores da lesão.

Os seus sintomas podem ser percebidos através de dores no joelho durante a corrida, que podem se prolongar durante as atividades simples diárias como subir e descer escadas, agachar ou até mesmo após permanecer muito tempo sentado.

No surgimentos dos primeiros sintomas, um ortopedista deve ser consultado, para que possa realizar o diagnóstico correto. Como essa trata-se de uma lesão que pode aparecer em níveis diferentes, o diagnóstico correto se torna fundamental, para que seja identificado o melhor tratamento a ser seguido, que pode ser desde seções de fisioterapia, a até mesmo procedimentos cirúrgicos.

Afim de evitar o surgimento da lesão, algumas medidas preventivas podem ser adotadas, tais como: utilização de tênis adequado para a corrida, fortalecimento dos músculos inferiores, porém deve-se evitar a sobrecarga nos joelhos, evitar o sobrepeso, realizar aquecimento adequado antes das corridas, tentar aumentar a cadência na corrida e preferencialmente ser acompanhado por um profissional da área, para que os treinos sejam realizados nas quantidades e intensidades corretas.

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Referências:

Bursite trocantérica

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Foto: Ativo¹

São muitas as lesões que assombram o mundo do esporte, algumas têm até nome conhecido, mas muitas vezes não fazemos ideia do que se trata exatamente, muito menos da sua abrangência, uma dessas lesões é a bursite.

A bursite é um tipo de lesão que pode acontecer em várias partes do corpo, como ombro, cotovelo, joelho, pé, etc., mas hoje, vamos falar especificamente da bursite trocantérica, ou seja, a bursite na lateral do quadril e que afeta um em cada dez corredores e na sua maioria as mulheres.

De modo geral, a bursite ocorre quando acontece um quadro inflamatório das bursas (ou bolsas sinoviais), que por sua vez “podem ser definidas como cápsulas protetoras preenchidas com líquido sinovial e estão presentes em áreas de maior atrito do corpo, entre tendões, ossos e músculos”². 

Na parte superior do fêmur, existe uma proeminência óssea chamada trocanter, quando a bursa dessa região sofre a inflamação, acontece então a bursite trocantérica, que pode ser percebida através de sintomas como dores na lateral do quadril ao correr, subir escada ou até mesmo ao dormir de lado, outros sintomas que podem ainda ser percebidos são fisgadas no glúteo ou estalidos ao movimentar-se.

Uma das principais causas para este tipo de lesão é o erro postural, “o desalinhamento da coxa durante a corrida, que é causado por fraqueza muscular ou falta de controle do músculo glúteo médio (lateral do quadril)”³, além disso, o uso de tênis impróprios para a corrida, aumento abrupto de carga no treinamento e sobrepeso, são também fatores de risco.

Após diagnóstico correto de um profissional, o tratamento passa por processo semelhante ao de outras lesões, que é o afastamento da corrida por alguns dias ou semanas, dependendo da intensidade da lesão, fisioterapia, crioterapia, analgésico e anti-inflamatório. 

O fortalecimento muscular, alongamento e aquecimento antes e após a corrida, uso de tênis adequado para a atividade e descanso correto, são alguns dos métodos preventivos, não só pra essa, mas para muitas outras lesões. O acompanhamento profissional é também um importante aliado na prevenção de lesões, uma vez que este buscará exercícios adequados para cada estágio do seu treinamento, diminuindo significativamente o risco de lesão.

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Referências:

1 – https://www.ativo.com/por-que-doi/bursite-trocanterica/
2 – http://maratonismo.blogs.sapo.pt/22982.html
3 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2014/02/bursite-na-lateral-do-quadril-causa-dor-na-regiao-do-femur-e-atrapalha-corrida.html
http://www.correrporprazer.com/2011/09/bursite-trocanterica/
http://espnw.espn.uol.com.br/bursite-e-condromalacia-na-corrida/

Pubalgia

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As lesões fazem parte da dura rotina de qualquer esportista, seja ele corredor, jogador de futebol, de vólei, nadador, etc., com isso, qualquer dor diferente, por menor que seja, já é motivo para ligar o sinal de alerta, buscar meios de prevenção e garantia de que não se passa apenas de mais uma “dor comum”. 

A virilha, é um desses lugares que volta e meia insiste em trazer uma dorzinha chata, que muitas vezes, apesar de “pequena”, incomoda e muito. Esse é mais um caso que merece atenção e cuidado redobrado, pois pode tratar-se de uma pubalgia.

Para entendermos melhor como ocasiona a pubalgia, “podemos pensar no osso púbis como um cabo de guerra. Acima dele se inserem os músculos abdominais e abaixo os músculos adutores do quadril (que fecham o quadril). A pubalgia acontece quando um dos lados do cabo puxa mais forte do que o outro, ou seja, quando um dos grupos musculares se sobrepõe de forma exagerada sobre o outro”¹.

O desequilíbrio de força entre o reto abdominal e os músculos adutores, a sobrecarga nos músculos adutores, acompanhado de fraqueza dos músculos do abdômen, excesso ou execução mal realizada de abdominais, são algumas das principais causas da lesão, que pode passar a ser percebida através de sintomas como: dores na virilha antes, durante e após a corrida ou caminhada, irradiação da dor para outras partes do corpo próxima a virilha, como coxa ou abdômen, dores ao realizar atividades comuns como subir e descer escada, sentar ou levantar, agachar, etc.

Geralmente, para esse tipo de lesão, o tratamento é realizado através de repouso, anti-inflamatórios, analgésicos fisioterapia, gelo, etc, e em casos mais agudos o tratamento pode ser feito também com “compressas de água quente sobre a região, que promovem a vasodilatação, benéfica para a diminuição da dor e para o relaxamento da musculatura adjacente”². 

O alongamento e aquecimento adequado, são sempre métodos preventivos, que assim como fortalecimento dos músculos, tanto inferiores como de toda a região abdominal, tendem a diminuir o risco do surgimento de lesões como essa ou até mesmo o seu agravamento.

Após diagnosticada a pubalgia a estimativa de período afastado das corridas, varia de acordo com a gravidade, tendo nos casos mais simples a interrupção das atividades apenas por alguns dias e em casos mais graves de até 6 meses. Por isso, fiquei sempre atento e nos primeiros sinais busque o médico, para que assim tenha um diagnóstico correto.

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Referências:

1 – http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2013/07/voce-sabe-o-que-e-pubalgia.html
2 - https://www.saudecuf.pt/desporto/lesoes/lesoes-pubicas-e-inguinais/pubalgia
https://www.ativo.com/por-que-doi/pubalgia/ 
http://www.correrporprazer.com/2011/08/pubalgia/
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/pubalgia-dificil-de-diagnosticar-e-de-tratar/

Hiponatremia

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Foto: Rumo Certo¹

Na última semana, contei um pouco sobre a incrível história da Gabrielle Andersen durante os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Durante a pesquisa para desenvolvimento do texto, uma coisa me chamou a atenção e despertou curiosidade, a hiponatremia. Desta forma, fiz uma pesquisa mais profunda, a fim de descobrir um pouco mais sobre o assunto, assim como os seus sintomas, causas, prevenção, etc., o resultado você vê abaixo.

Para aqueles que acreditam que água nunca é demais, saibam que estão completamente enganados, principalmente para um atleta. A hiponatremia, também conhecida como intoxicação por água, “é um desequilíbrio hidroeletrolítico que resulta na queda anormal da concentração de sódio no plasma”², ou seja, o corpo passa a ter mais água que o normal para a quantidade de sódio dissolvida no sangue. Isso pode ocorrer quando o corpo perde sódio exageradamente através da sudorese ou através da ingestão excessiva de água. 

Sintomas como náuseas, vômito, cãibras, cefaleia, fraqueza e mal-estar podem indicar início de um quadro de hiponatremia, que apesar de existir poucas ocorrências, deve ser levada muito a sério e ter a atividade interrompida imediatamente, a insistência pode resultar em quadros mais graves, uma vez que sem o sódio, tanto os nervos como os músculos não funcionam adequadamente, podendo assim levar o atleta a ter confusão mental, diminuição dos reflexos, convulsões e até mesmo coma. 

Uma maneira de o corredor perceber se está perdendo muitos eletrólitos é observar se a roupa fica esbranquiçada após a atividade ou se há grânulos de sal em sua pele”³, nesse caso a atenção e cuidado com a reposição adequada de sódio se torna fundamental, já que o excesso pode também provocar outros quadros perigosos à saúde. Isso evidencia ainda mais a importância do bom acompanhamento com nutricionistas.

O segredo para prevenção desse quadro, está na hidratação, que deve ser feita corretamente de acordo ao tempo e intensidade dos exercícios. Em atividades com duração acima de 1h, por exemplo, é indicada a hidratação com isotônicos ou água de coco, além da água, justamente para que o organismo tenha uma reposição considerável de sódio.

A Gabrielle Andersen, apesar de ter passado por um quadro grave de hiponatremia, passou ilesa e teve uma rápida e ótima recuperação. Mas lembre-se, nem todos nós precisamos ser heróis, pelo menos não desta forma, podemos bater nossos recordes, superar nossas marcar e nos tornar inspiração para amigos, familiares e seguidores, de maneira saudável, segura e com responsabilidade. Correr é bom, se superar é melhor ainda, mas a saúde vem sempre em primeiro lugar.

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Referências:

1 - http://rumocertojf.com.br/agua-em-excesso-faz-mal/
2 - http://www.webrun.com.br/h/noticias/hiponatremia-em-corredores/4374
3 - https://esportes.terra.com.br/atletismo/corrida-de-rua/nutricao-e-hidratacao/saiba-o-que-e-e-como-evitar-a-hiponatremia,200851dc5dfed310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
http://corridasdemontanha.com.br/site/?p=297
http://www.corridaecia.com.br/tome-cuidado-com-a-hiponatremia-2/

Tendinopatia do tendão de Aquiles

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Da importância dos músculos para a corrida, ninguém questiona, porém, outras estruturas do nosso corpo, muitas vezes, não recebem a mesma atenção ou cuidado, como é o caso dos tendões.

Em todo o nosso corpo temos tendões, que possuem estruturas anatômicas e unem o músculo ao osso, tendo como principais funções, auxiliar no equilíbrio do corpo e no desenvolvimento dos movimentos, distribuindo adequadamente a força nos músculos.

O tendão de Aquiles, talvez o mais conhecido do corpo, é também o maior e mais forte dos tendões, além de ser o mais exigido durante as corridas. Quando exigidos em excesso, esses tendões podem sofre microlesões, que se “não for dado tempo de recuperação suficiente, o tendão não se restabelece na totalidade. Isto significa que, ao longo do tempo, os danos vão-se acumulando, degradando a qualidade do tecido e podendo dar origem à tendinopatia do tendão de Aquiles”¹.

Tênis inadequado, sobrepeso e postura errada durante a corrida, estão entre algumas das possíveis causas da lesão, porém, a causa mais comum é a sobrecarga, ou seja, o aumento brusco na intensidade dos treinos, tanto em relação a distância quanto em relação à velocidade.

Inicialmente, há irritação do revestimento externo do tendão. Isso é chamado peri ou paratendinite. Em seguida pode acontecer a sua degeneração, tornando-o mais espesso. O tendão fica mais fraco e perde a sua força (tendinose), o que pode levar a uma ruptura completa ou parcial”². 

Para evitar que a lesão chegue a tal ponto, fiquei de olho em alguns dos principais sintomas, como dores contínuas no local, que não desaparecem nem após o aquecimento e persiste ao realizar trotes ou até mesmo caminhada, dor ao direcionar o pé para cima, dor na apalpação, além disso, o local pode apresentar inchaço, rigidez, aumento de temperatura, etc.

Após diagnosticada, a tendinopatia do tendão de Aquiles é tratada com: redução das atividades, aplicação de gelo no local, anti-inflamatório, fisioterapia, exercícios de propriocepção, massagem e em casos mais graves, imobilização e cirurgia.

A fim de evitar o agravamento e até mesmo o surgimento da lesão, busque sempre ter atitudes preventivas, como: alongamento dos músculos e tendões, fortalecimento dos músculos, principalmente a panturrilha, uso de tênis adequado para a corrida e aumento gradativo da carga, o indicado é um aumento de no máximo 10% semanal.

Ficar atento aos sinais do corpo é algo fundamental, seja para um esportista ou para um não praticante de esportes. Por isso, nos primeiros sintomas busque o diagnóstico correto através de profissionais qualificados, isso garantirá um bom tratamento, recuperação e volta às atividades com mais rapidez e qualidade.

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Referências:

1 - http://www.correrporprazer.com/2012/09/tendinite-do-tendao-de-aquiles/
2 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/guia/tendinopatia-e-causada-pelo-excesso-de-uso-dos-tendoes-do-pe-e-tornozelo.html
http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/049_lesao_tendao_aquiles.html
https://www.ativo.com/por-que-doi/tendinopatia-de-aquiles/
https://www.todamateria.com.br/tendao/

Lesão no Hálux

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Foto: Blog Educa a Ação Física & Saúde¹

Muitos começam a correr apenas por “obrigação” de uma vida mais saudável ou de um corpo mais em forma, mas com o passar do tempo começam a se adaptar e gostar da corrida, passam assim a buscar mais informações sobre tudo o que engloba esse mundo, entre elas, tênis, equipamentos, treinos e porque não, lesões, afinal são tantas, que algumas, muitas vezes só descobrimos quando infelizmente somos acometido por elas, sem ao menos ter tido tempo de se prevenir. Isso é justamente o que acontece com a lesão no hálux. 

O hálux nada mais é do que o dedão do pé, que ao sofrer muito impacto e esforço pode causar a lesão na região, por tal lesão ser bastante frequente em corredores, ela passou a ser popularmente conhecida como “dedo do corredor”.

Além de impactos repetitivos no dedão do pé, em especial, em superfícies duras e com tênis inadequado para a corrida, a lesão no hálux pode ter ainda outras causas como a queda de objetos pesados ou forte choque nas falanges (ossos dos dedos), ou pode ser provocada ainda pela artrite, degeneração óssea, musculares ou tendinosas.

Dores constantes ao correr, caminhar, apalpar ou até mesmo ao calçar ou descalçar o tênis, são alguns dos principais sintomas da lesão, que pode apresentar ainda inchaço e vermelhidão na região, além de dificuldade para esticar ou dobrar o dedo. Caso os sintomas comecem a aparecer, procure um ortopedista para diagnóstico correto.

O tratamento depende muito do grau da lesão, mas a redução das atividades é inevitável. Geralmente o tratamento é feito com compressa de gelo, anti-inflamatório e analgésico, em alguns casos é necessário o uso de palmilhas específicas para redução do impacto e em casos mais graves até a imobilização do pé com ataduras ou gesso pode ser necessário.

Após diagnosticada a lesão e iniciado o tratamento, a volta às corridas deve ser feita de forma gradativa e apenas após cura total da lesão, sem dores, evitando assim danos permanentes. 

Evitar o excesso de carga nos treinos, fazendo-os sempre de forma progressiva, além da utilização de tênis adequado para a corrida, não utilizar tênis muito apertados, nem muito folgados, são os principais meios de prevenção. Além disso o acompanhamento profissional é fundamental, uma vez que através dele será realizado o treinamento ideal para o seu estágio, buscando sempre o melhor rendimento e melhores resultados e evitando futuros inconvenientes.

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Referências:


1 - http://educa-a-acaofisica.blogspot.com.br/2015/10/saiba-tudo-sobre-lesao-no-halux-em.html
http://www.muoverefisioterapia.com.br/lesao-do-halux-impactos-e-traumas-na-frente-do-pe-causam-o-dedo-do-corredor.html
http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/016_dedo_corredor.html
http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/109_fratura-halux.html
http://educa-a-acaofisica.blogspot.com.br/2015/10/saiba-tudo-sobre-lesao-no-halux-em.html