O que eu ganho com a corrida?

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No dia a dia, nos deparamos muitas vezes, com perguntas como “por que você corre?”, “o que ganha com isso?” ou “por que você corre se nunca ganha?”, e as respostas são as mais variadas possíveis. Tais perguntas, me trouxeram indagações que me fizeram refletir sobre o tema. 

Foi então, que comecei a perceber, que apesar dos inúmeros benefícios cientificamente comprovados, alguns dos nossos principais ganhos são imensuráveis. 

Através da corrida de rua, aprendemos, acima de tudo, que somos todos diferentes, cada um possui um jeito único de ser, cada um têm objetivos e metas específicas, aprendemos não só a aceitar, mas também a respeitar essas diferenças e os interesses individuais. Alguns são mais rápidos, outros mais lentos, alguns correm muito e sem parar, outros poucos e outros revesa corrida e caminhada, cada um no seu limite, mas todos com o mérito e o dever de serem respeitados. 

Aprendemos a incentivar as pessoas, não importa o quão boa ela já seja na corrida ou quão longe ela esteja dos seus objetivos. Percebemos que muitas vezes, meio sem querer, acabamos virando inspiração para alguém, para um filho, um irmão, um amigo, um colega de equipe ou até mesmo um desconhecido perdido no meio de uma corrida qualquer. 

Aprendemos a ser mais gentis, mesmo que inconscientemente, passamos copos de água, uma fruta, damos passagem, oferecemos ajuda, dizemos palavras motivadoras para os outros ou simplesmente um “o cadarço está desamarrado”. Esses são gestos simples, mas que silenciosamente vai se alastrando e nos tornando cada vez mais seres humanos melhores, altruístas e felizes. 

Até mesmo quem acompanha a corrida de fora, passa a ser contagiado por esse “espírito” da corrida. Afinal, todos nós já passamos por um grupo de pessoas aplaudindo, emanando boas vibrações ou dando buzinadas de incentivo. Assim como os staffs, que de maneira singela, muitas vezes nos encorajam com duas palavras, “falta pouco” ou como os fotógrafos, que, meio sem querer, nos fazem sorrir, mesmo que por um mísero segundo, mesmo que seja para esconder uma dor ou um esforço em excesso, para a foto, é um sorriso que ficará registrado. 

A melhor de todas deixei para o final, aprendemos a pensar no próximo, seguramos o passo para que nosso colega nos acompanhe ou aceleramos para estimulá-lo, mudamos nosso trajeto, aumentamos ou diminuímos os kms do treino para ter a companhia de alguém e muitas vezes esquecemos do nosso resultado, simplesmente porque estamos estasiados demais comemorando o resultado de alguém, uma superação ou uma conquista importante de outros. 

É lógico que em tudo existem as exceções às regras, mas esses não merecem ser exaltados, assim não precisamos entrar em detalhes. 

Foi justamente correndo, que percebi que os maiores ganhos da corrida, nem sempre são perceptíveis, pois o que mais ganhamos é vida, simplicidade, cumplicidade, nos tornamos pessoas melhores e mais felizes.

Benefícios do magnésio para a corrida

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Site: Tua Saúde¹
Sempre ouvimos falar da importância de diversos nutrientes para o bom funcionamento do organismo, mas muitas vezes nem sabemos o porquê ou qual a função de cada um deles. Hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre o magnésio, um importante mineral na constituição dos ossos, dentes, membranas celulares e cromossomos, mas que traz ainda outras importantes funções para nós corredores.

Assim como os demais minerais, o magnésio não é produzido no organismo, assim, precisa ser consumido através da alimentação ou suplementação. “Dentro do nosso corpo, 65% encontra-se nos nossos ossos, 25% nos músculos e os restantes 10% distribuídos por outras células e líquidos corporais”².

Para nós corredores, uma das principais funções do magnésio, está na geração de energia, ele age “indiretamente para a produção de ATP (para gerar energia) ou diretamente, no metabolismo da glicose, na síntese de proteínas, na regulação dos transportadores de íons e nos processos de relaxamento e contração muscular”³.

O magnésio é denominado ‘bloqueador natural do canal de cálcio’. O cálcio exerce um importante papel na contração da musculatura lisa e da esquelética e o magnésio no relaxamento”³. Quando o organismo está com baixa concentração de magnésio, os músculos acabam perdendo essa capacidade de relaxamento e não consegue bloquear o efeito estimulante do cálcio, podendo assim ocasionar contrações musculares involuntárias, traduzindo, cãibras.

Além dos benefícios já citados, o magnésio é um ótimo aliado contra a osteoporose, ajuda a controlar a diabetes, diminui o risco de doenças cardíacas, alivia azia e má digestão e ajuda no controle da pressão arterial, principalmente para gestantes.

O magnésio é um mineral rico e facilmente encontrado em cereais, legumes, frutas, hortaliças e até mesmo em chocolate amargo, iogurte, carnes, etc. Abaixo uma relação com algumas das principais fontes de magnésio:
 
Site: Tua Saúde¹
O consumo diário recomendado para um adulto, é de 310 a 320 mg para as mulheres e de 400 a 420 mg para os homens. Porém, para atletas a quantidade pode variar, devido a uma maior necessidade do nutriente, por isso, um acompanhamento nutricional se torna indispensável, para indicação correta de quantidade e melhores formas de consumo.

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Referências:

1 -
https://www.tuasaude.com/alimentos-ricos-em-magnesio/

Emil Zatopek

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Foto: GQ Globo*

Hoje é o dia do maratonista e nada melhor do que comemorar esse dia relembrando um pouco da história de um dos maiores maratonistas de todos os tempos, Emil Zatopek, um tcheco, que se tornou uma lenda e entrou para a história do atletismo.

Emil Zatopek nasceu em 19 de Setembro de 1922, em Koprivnice, na Moldávia do Norte. O mais novo de seis irmãos, não teve vida fácil e ainda criança foi obrigado a abandonar a escola para trabalhar em uma fábrica de calçados e ajudar a família a levantar fundos. Dificuldades como essas o tornaram um menino persistente e batalhador.

Em um dos seus primeiros contatos com a corrida Zatopek participou, sem treinos, de uma “corrida popular de estrada. Surpreso, classifica-se em segundo lugar. Descobre que tem qualidades para singrar como corredor e passa a treinar, sozinho, ao fim da tarde, após dez horas de trabalho”¹.

Em 1946, então com 23 anos, foi selecionado pela primeira vez a participar de uma competição internacional, o Campeonato da Europa realizado em Oslo, e acabou conquistando a 5ª colocação, nos 5 mil metros. Dois anos depois, participou dos seus primeiros Jogos Olímpicos, em Londres, conquistando o seu primeiro ouro olímpico, nos 10 mil metros, e prata nos 5 mil metros. No ano seguinte, em 1949, Zatopek bateu os seus primeiros recordes mundiais, nos 10 mil metros, com as marcas de 29min28seg e 29min21seg.

Mas isso era apenas o começou de sua fascinante trajetória no mundo da corrida, suas conquistas até aqui demonstravam apenas um pouco do que ele era capaz. Em 1952, nos Jogos Olímpicos de Helsinque, se tornou o primeiro e único atleta até hoje, a conquistar o ouro nas provas de 5 mil metros, 10 mil metros e a maratona, como se não fosse feito suficiente, todas as conquistas foram com recorde mundial e um “detalhezinho” a mais, essa foi a primeira vez que ele correu uma maratona. Não atoa, passou a ser conhecido como a locomotiva humana.

Em 1953, Zatopek veio ao Brasil e conquistou a tão famosa e tradicional Corrida de São Silvestre. Ao longo da sua vida, colecionou mais de 20 recordes mundiais e diversos prêmios. Famoso no mundo pelos seus feitos inéditos e estilo peculiar de corrida, com “braços e pernas descompassados, uma expressão facial que parecia estar sofrendo horrores”², veio a falecer no dia 22 de novembro de 2000, mas o seu nome e os seus feitos ficarão para sempre na história.
"Um corredor deve correr com sonhos em seu coração, não com dinheiro em sua carteira"
 Emil Zatopek

Feliz dia do maratonista!
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Referências:
*Foto:https://gq.globo.com/GQ-no-podio/noticia/2016/07/emil-zatopek-locomotiva-humana-que-fez-historia-nos-jogos-de-helsinque.html
1- https://www.record.pt/modalidades/atletismo/detalhe/emil-zatopek-a-locomotiva-humana
2 - http://www.surtoolimpico.com.br/2016/05/surto-historia-quando-emil-zatopek.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Emil_Z%C3%A1topek

Fartlek

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Foto: Ativo¹

Todo atleta que busca uma melhora de peformance ou atingir um objetivo pré-determinado, utiliza de vários tipo de treinos específicos como intervalado, subida, escada, etc., porém, uma rotina rigorosa de treinos pode acabar sendo cansativa e às vezes, até mesmo desmotivadora, justamente nessas horas, um ótimo artifício é o fartlek, que tem “poderes” físicos e psicológicos.

A palavra fartlek vem do sueco, fartlöpning (correr) e lek (brincar), que em tradução livre significa brincar de correr, conhecido aqui também por jogo da velocidade. Foi criado na década de 30, pelo treinador sueco Gösta Holmér, “o seu objetivo era ensinar os atletas a quebrar o ritmo durante provas de cross country e maratonas”¹.

Como a própria tradução do nome sugere, o fartlek é basicamente um treino livre, sem regras exatas, sem determinação prévia de ritmo, distância ou até mesmo terreno, tudo é decidido na hora, durante a corrida, de forma meio que improvisada, ou seja, é durante o próprio treino que o atleta decide a hora de correr mais rápido ou mais devagar, se fará o percurso no asfalto, na grama, no barro e por aí vai até o momento que decidir parar.

Pelo fato de ter variações de terreno e velocidade, “o fartlek faz o praticante utilizar grupos e comandos musculares de formas diferentes, desenvolvendo ferramentas diversas para usar o corpo, melhorando os mecanismos de adaptação e controle das articulações. Ou seja, ele te prepara para quase todas as situações de corrida”².

O fartlek ajuda ainda a aumentar “a capacidade funcional do coração e, consequentemente, aumenta o rendimento aeróbio, melhora a capacidade de utilização do oxigênio e retarda o surgimento de fadiga muscular. Além de provocar adaptações bioquímicas que auxiliam no processo de eliminação de resíduos metabólicos”³.

Além das vantagens físicas, o fartlek pode ajudar o corredor a quebrar uma rotina rígida de treinos e muitas vezes sair da monotonia, ajudando muitas vezes a aliviar as tensões e a manter o atleta motivado. Quando feito em grupo, pode-se fazer a alternância de líder, assim cada um impõe um ritmo e caminho diferente, transformando o treino em algo ainda mais divertido e prazeroso.

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Referências:

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