Os benefícios da batata-doce

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Muitos alimentos já são conhecidos por unirem o útil ao agradável, juntar o bom paladar com inúmeros benefícios para a saúde e de quebra, ajudar no rendimento dentro das atividades físicas. A batata-doce, é um desse alimentos e que apesar de estar popularmente conhecido como um bom alimento para quem malha e busca o ganho de massa magra, ela é também uma ótima aliada dos corredores.

A batata-doce é uma fonte de carboidratos complexos, capaz de dar mais energia ao organismo, sem deixar que ocorra uma queda de glicose. Devido ao seu baixo nível glicêmico e por ser rica em fibras, a digestão desse alimento acaba sendo mais lenta, ajudando a evitar picos de insulina, que podem gerar o acúmulo de gordura localizada e traz também uma sensação de saciedade mais prolongada, assim, tais fatores, tornam a batata-doce um ótimo alimento na luta contra a balança.

Além dos já citados benefícios, a batata-doce é uma ótima fonte de potássio e vitaminas antioxidantes, como o betacaroteno, que ajudam a evitar lesões ligadas à corrida, agem na defesa do organismo e combatem os radicais livres formados durante a prática esportiva e que induzem ao envelhecimento precoce.

Ainda tem mais, “a batata-doce pode fornecer mais do que 250% do valor diário de vitamina A na forma de betacaroteno, um potente antioxidante. As batatas-doces são também uma boa fonte de vitamina C, ferro e de minerais tipo manganês e cobre”¹, esses minerais são fundamentais para se ter uma função muscular mais saudável, a ausência desses minerais podem impactar diretamente, de forma negativa, no desempenho da corrida.

Apesar de tantos benefícios, é sempre importante lembrar que não existe alimento milagroso, a melhora de performance, resultados, corpo mais saudável, etc., se passa através de uma junção de fatores como treinos adequados, hidratação e alimentação correta, por isso o acompanhamento profissional se torna fundamental.

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Referências:

Distensão muscular

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Foto: Mercur*

Constantemente vista em jogadores de futebol, mas também presente, com certa frequência, entre os corredores, a distensão muscular pode aparecer como uma fisgada e/ou um estalar no músculo.

Também conhecida como estiramento muscular, a distensão muscular é uma lesão, de certa forma, comum, que pode acontecer em qualquer grupo muscular, porém, uma das regiões que mais sofrem com esse problema, é a região dos músculos posteriores da coxa.

Durante a corrida, os músculos, em especial dos membros inferires, são contraídos forte e repetidamente, quando exigidos ou alongados em excesso, o músculo pode ser “submetido a uma tração excessiva levando à sobrecarga das miofibras e, consequentemente, a sua ruptura”¹, que pode ser parcial ou total. Como em maioria das lesões, a dor é o principal sintoma e pode surgir durante funções simples como caminhar, estender ou flexionar as pernas, pode ainda surgir inchaço e manchas roxas, que se torna mais intensas de acordo ao grau da lesão, que variar do grau 1 ou 3:
  • Grau I – Quando as fibras musculares lesionadas não ultrapassam 5%. “A dor é localizada em um ponto específico, surge durante a contração muscular contra-resistência e pode ser ausente no repouso. O edema pode estar presente, mas, geralmente, não é notado no exame físico”¹, há pouca limitação funcional e a recuperação é relativamente rápida.
  • Grau II – Nesse caso, as fibras musculares lesionadas passam de 5% e podem chegar até 50%. As dores apresentadas são as mesmas do grau I, só que com maior intensidade e maior limitação funcional, além disso a recuperação se torna mais lenta.
  • Grau III – Nesse caso, as fibras lesionadas ultrapassam 50%, podendo chegar até mesmo a ruptura total. O edema e a hemorragia são grandes, a dor varia de moderada a muito intensa na contração muscular ou até mesmo em repouso e há uma grande limitação funcional.
Entre as principais causas dessa lesão, temos a sobrecarga de atividade, principalmente se não houver repouso adequado, a falta de condicionamento físico, má fortalecimento dos músculos ou até mesmo o início de atividades intensas sem o devido aquecimento. Assim, o fortalecimento muscular, aquecimento antes das atividades, aumento progressivo de intensidade e acompanhamento profissional se tornam principais medidas preventivas.

Pouquíssimos casos são passíveis de cirurgia, de modo geral, os tratamentos passam por repouso com mudança para atividades mais leves ou interrupção de todas as atividades, a depender do grau da lesão, além disso são incluídos fisioterapia, anti-inflamatório, analgésico e compressas de gelo.

Toda lesão, por mais simples que seja, quando não bem diagnosticada e tratada, tendem a aumentar, correndo o risco de tornar-se lesões graves, com isso, nunca deixe para depois, nos primeiros sintomas, dessa ou de qualquer outra lesão, busque especialistas, para o diagnostico correto e consequentemente melhor tratamento.

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Dia Internacional da Mulher

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Desde o início dos tempos, a mulher é vista com inferioridade nos diversos campos, seja pessoal, profissional, político, etc., tanto que durante muito tempo a mulher foi privada de participar, de forma ativa ou passiva, de muitas ou de todas as atividades. Durante muito tempo a mulher não teve voz, nem vez, mas, aos poucos, com muita luta, pouco apoio e muita disposição, esse quadro foi se invertendo, ou melhor, vai se invertendo, afinal, lamentavelmente, ainda hoje, vemos essas diferenças, preconceitos e discriminações.

O mundo do esporte não é exceção, durante anos as mulheres foram proibidas de participar ou até mesmo de assistir às competições. Nas maratonas, por exemplo, as mulheres só tiveram suas participações aceitas e reconhecidas, a partir de 1972, isso porque desde 1966 elas vinham lutando, com participações “escondidas” e não reconhecidas.

Em praticamente todos os esportes, levou-se tempo e esforço para fazer com que a mulher tivesse o merecido direito de disputa e apesar de hoje as mulheres participarem sem maiores empecilhos, ainda vemos uma discrepância muito grande em alguns pontos, como investimento, espaço na mídia e até mesmo nas premiações. Para se ter uma ideia, no futebol, “enquanto existem times femininos que faturam em média US$ 20 mil em um campeonato, no masculino vemos esse valor infinitamente maior. Uma média de US$ 5,3 milhões por campeonato”¹.

Acredito e torço para que cenários como este possa estar perto do fim, que a luta por direitos iguais e condições adequadas tanto no esporte, como nas outras áreas, sejam positivas e tenham um final feliz.

O Dia Internacional da Mulher pode não estar ligado diretamente à corrida de rua, mas as corredoras não poderiam deixar de ser homenageadas, afinal de contas, elas dão um duro danado para equilibrar beleza e corrida, para correr “naqueles” dias difíceis sem perder a elegância, nem o pace, correm com persistência, em busca dos seus objetivos, da mesma forma que lutam com garra pelos seus direitos.

Mulheres, desejo a vocês não só um dia especial, mas uma vida maravilhosa e repleta de conquistas, nas ruas, nas trilhas e na vida. Parabéns pelo dia e um parabéns especial para as mulheres da minha vida, minha mãe (Eliana), minha esposa (Adriana), minha irmã (Laila) e a minha filha (Ana Luísa), mesmo que ainda seja um bebê.
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Referência:
1 - http://www.twodogs.com.br/os-desafios-do-esporte-feminino-no-brasil/

https://corridanossadodiaadia.blogspot.com.br/2016/03/1966-um-passo-da-mulher-na-corrida.html

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