quarta-feira, 19 de julho de 2017

O dia que virei maratonista



Todo corredor, por mais amador que seja, possui metas e objetivos pessoais, sonhos de marcas ou corridas específicas. Todos desejam alcançar a glória, nem sempre a da mídia ou do pódio, mas a SUA glória, aquela conquista que mostrará que valeu a pena toda a jornada, todo o suor e esforço gasto a cada treino, mesmo que aos olhos da elite não seja, nem de perto, uma performance espetacular. 

A 3ª Maratona de Campinas, aconteceu no último domingo (16/07), mas na verdade, para mim ela começou muito antes, há aproximadamente um mês, quando todo o foco, treino e preparação passou a ser única e exclusivamente para ela, para a realização de mais um grande sonho, o de então me tornar maratonista. 

A preparação foi dura, regada dos mais variados tipos de treinos, como subida, tiro, longão, etc., junto com muita leitura e conversa com amigos, em busca de dicas e estratégias para chegar ao fim e bem, se possível (rs). Mas nada disso conseguiu prever o quão duro e difícil seria o final de prova, muito menos o quão satisfeito, feliz e emocionado eu ficaria. 

O domingo amanheceu com o céu limpo e a temperatura agradável, melhor condição de corrida que essa, seria impossível. A minha animação estava em alta, que junto com a animação dos meus companheiros de corrida, formou o clima ideal. Empolgados, saímos todos juntos, conversando, deixando que as palavras e as passadas acalmassem a ansiedade, transformando-a em realidade. Com o passar dos Kms, me distanciei um pouco dos meus colegas e a corrida se tornou então solitária, a luta para vencer o monstro da maratona agora era sozinho, mas fui salvo muitas vezes pelo meu professor e companheiros de grupo de corrida, que de bicicleta, foram nos prestar todo e qualquer apoio que precisássemos. 

Os primeiros 21 Kms foram fáceis e dentro do esperado, começava achar que conseguiria concluir com certa facilidade. Ledo engano. O cansaço começou a dar sinais por volta do Km 25 e começou a bater mais forte a partir do 29. Mas foi nos Kms 32 e 33 que encontrei a maior de todas as dificuldades, cãibras nas duas pernas, a dor era tão intensa que neste momento percebi que na verdade nunca tinha tido cãibra na vida, fui socorrido pelo professor, que a essa altura me acompanhava de perto, e por um caminhante anônimo, que parou sua atividade para prestar auxílio. Os últimos 10 Kms se transformaram numa verdadeira luta, variando entre corrida, trote, caminhada e cãibras, sem contar o psicológico já abalado que me dizia a todo instante que não chegaria no fim, que deveria desistir e talvez fosse a decisão mais sensata, como escrevo constantemente, sempre respeite o seu limite

Insistente, determinado e sonhador, foi assim que consegui ir em frente, passo após passo, até ver a linha de chegada, deixar as lágrimas rolarem e os soluços atrapalharem a respiração, acompanhado de perto por amigos que aguardavam a chegada e chutando pra longe os pensamentos negativos. A essa altura não tinha mais meta, objetivo ou tempo ideal, venci e isso era tudo o que importava, os abraços e sorrisos dos meus amigos e companheiros de equipe me diziam isso, os parabéns e felicidades da minha esposa e familiares confirmaram. 

Quero aqui expressar meus agradecimentos ao André Saidell, da Drogaria Popular de Sumaré, por ter ajudado com que esse sonho se tornasse real e pela companhia em todo o processo de preparação e na corrida, agradeço também aos outros companheiros de treino e corrida Heros, Hugo, Juari e Valter. Meus agradecimentos também ao Carlos Eduardo (Du), Gabriel e Sérgio pelo suporte incondicional que nos deram durante toda a maratona, assim como A Academia pela tenda e recepção pré e pós prova. Meu muito obrigado ao professor Nilson Ventura, por tudo, desde o incentivo nos treinos, ao suporte prestado durante a corrida, me acompanhando em mais da metade do percurso, inclusive nos momentos mais difíceis. Por fim, gostaria de agradecer a toda a minha família e todo o grupo de corrida Top Team, pela torcida, apoio e incentivo a cada dia. Graças a todos vocês hoje eu posso dizer: Eu sou maratonista! 

A título de curiosidade, o meu tempo foi 4:53:52. 



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Correr com gripe: Pode ou não?

Foto: Ativo¹

Todos nós já sabemos dos inúmeros benefícios da corrida, dentre eles, o de aumentar a imunidade do corpo, deixando todo o organismo mais resistente e menos suscetível a algumas doenças. Porém, mesmo muitos corredores sendo verdadeiros super-heróis sem capas, nenhum esta livre de, vez ou outra, ser acometido por gripes ou resfriados, que muitas vezes vem em momentos inoportunos, como a reta final de preparação para uma grande corrida. Então surge aquela dúvida: Posso ou não correr? 

Antes de mais nada, é preciso entender que a gripe é um infecção por vírus, que provoca em nosso organismo um quadro inflamatório, como resposta de defesa ao agente agressor. O problema aqui, é que a atividade física também provoca inflamações em nosso organismo, desta vez, com o objetivo de reparar as microlesões decorridas do exercício. Com isso, o corpo tende então a ficar ainda mais debilitado, uma vez que o sistema imunológico precisará trabalhar “em dobro”.

Apesar disso, alguns estudos apontam, que em estágios mais fracos da gripe, manter a atividade física de esforço moderado (até 60% do esforço máximo) tende a reforçar “a defesa imunológica do organismo, enquanto o exercício acima dessa intensidade impacta negativamente a imunidade porque libera cortisol, substância com ação anti-inflamatória que barra a atividade das células do sistema imune, responsáveis pela proteção do corpo”². 

A infecção gerada pela gripe “pode ser favorecida, por exemplo, por condições climáticas adversas e alta intensidade de treino. Saiba, então, que treinos seguidos somados a uma alimentação pobre e noites com pouco descanso representa uma combinação perigosa. Debilitam o sistema imunológico”¹.

Resumindo bem o assunto, se o que você tem é apenas um resfriado ou gripe leve, a corrida esta sim liberada e pode até fazer bem, mas é preciso tirar um pouco o pé do acelerador, pois as atividades devem ser mais leves. Por outro lado, se a gripe “bateu forte” ou tiver sinais de febre, fraqueza ou dores musculares, nem precisa pensar duas vezes, deve-se abrir mão do treino, descansar e aguardar a recuperação. Nesse caso, as atividades podem ser retomadas assim que todos os sintomas desaparecerem e devem ser retomadas de forma gradativa, retornando à intensidade e volume habitual, apenas cerca de uma semana depois.

Durante todo esse período sabático, a alimentação e hidratação se tornam ainda mais fundamentais para a manutenção do bom funcionamento do organismo e aceleração da recuperação. Aliás, hidratação,alimentação e descanso são alguns dos pontos essenciais para o bom rendimento na corrida, tê-los sempre na proporção correta, ao invés de apenas quando “obrigado”, é a melhor maneira de prevenção.

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Referências:




quinta-feira, 22 de junho de 2017

Destreino - em quantos dias perco o rendimento?

Foto: Ativo*

Todo corredor, por mais disciplinado que seja, vez ou outra acaba passando por um período sem treinos, seja por conta de viagens, contratempos, agenda apertada ou até mesmo lesões. Nesse período sem treinos surgem duas dúvidas muito comuns: Com esses dias sem treinos será que perco o meu rendimento? Consigo recuperar rápido ou preciso “remar” tudo de novo?

Para nós corredores, a sensação é de que pular um dia de treino já é o suficiente para a nossa performance diminuir uns 50%, ou mais. Mas a verdade é um pouco mais favorável do que pensamos. Ainda assim, é muito difícil passar um número mágico de dias ou semanas, afinal, um organismo é diferente do outro, reagindo assim de maneira diferente tanto na intensidade das atividades, quanto nos períodos sem treinos, outro ponto a ser considerado é o nível de treinamento de cada atleta, quanto mais tempo de treino a pessoa tem, menor se torna o impacto do destreino.

Durante muito anos e ainda hoje, o destreino é um assunto muito estudado e debatido no mundo do esporte e apesar de não existir um consenso sobre isso, boa parte dos estudos acreditam que as perdas de performance mais significativas “ocorrem entre a segunda e a quarta semana de destreinamento, que podem voltar próximo aos valores pré-treinamento dentro de 4 a 8 semanas de destreinamento”¹.

Assim como o progresso do corpo no treino é gradativo, o regresso no destreino também é gradativo e o primeiro a sofrer suas consequências é a sua capacidade respiratória, que tem o consumo de oxigênio dificultado e a quantidade de ácido lático produzido, podendo assim ocasionar numa sensação de cansaço maior. Na sequência vem a perda de capacidade cardiovascular e outra “coisa que começa a ser afetada são os músculos (o processo de perda de massa magra inicia) e a sua força e flexibilidade já que o corpo começa o processo de atrofia muscular”². 

Apesar de tudo isso ser um pouco assustador, o lado bom da história esta na volta aos treinos. Graças à memória muscular, a readaptação na volta aos treinos costuma ser muito mais rápido do que na primeira vez. Por mais que o organismo perca uma porcentagem da sua performance, ele não esquece por completo aquilo que esteve acostumado por muito tempo.

Com isso, podemos perceber que tudo o que fazemos em excesso é prejudicial, seja exercícios ou descanso. O ideal, sempre, é achar o ponto de equilíbrio entre treinos, competições e descanso, salvo, obviamente, em situações como doenças e lesões. 

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Referências:

*Foto: https://www.ativo.com/corrida-de-rua/treinamento-de-corrida/voce-conhece-os-efeitos-do-destreino/
2 - http://corracomigo.com/condicionamento_fisico_da_corrida/ 
http://www.minhavida.com.br/fitness/materias/17223-corpo-ja-sente-prejuizos-apos-10-dias-sem-treino
http://www.treinomestre.com.br/posso-ficar-quantos-dias-sem-treinar-sem-que-o-progresso-seja-afetado/
http://www.carrijo.com.br/saude-bem-estar/artigos-sobre-corrida/treinamento-a-realidade-do-destreinamento/

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Bursite trocantérica

Foto: Ativo¹

São muitas as lesões que assombram o mundo do esporte, algumas têm até nome conhecido, mas muitas vezes não fazemos ideia do que se trata exatamente, muito menos da sua abrangência, uma dessas lesões é a bursite.

A bursite é um tipo de lesão que pode acontecer em várias partes do corpo, como ombro, cotovelo, joelho, pé, etc., mas hoje, vamos falar especificamente da bursite trocantérica, ou seja, a bursite na lateral do quadril e que afeta um em cada dez corredores e na sua maioria as mulheres.

De modo geral, a bursite ocorre quando acontece um quadro inflamatório das bursas (ou bolsas sinoviais), que por sua vez “podem ser definidas como cápsulas protetoras preenchidas com líquido sinovial e estão presentes em áreas de maior atrito do corpo, entre tendões, ossos e músculos”². 

Na parte superior do fêmur, existe uma proeminência óssea chamada trocanter, quando a bursa dessa região sofre a inflamação, acontece então a bursite trocantérica, que pode ser percebida através de sintomas como dores na lateral do quadril ao correr, subir escada ou até mesmo ao dormir de lado, outros sintomas que podem ainda ser percebidos são fisgadas no glúteo ou estalidos ao movimentar-se.

Uma das principais causas para este tipo de lesão é o erro postural, “o desalinhamento da coxa durante a corrida, que é causado por fraqueza muscular ou falta de controle do músculo glúteo médio (lateral do quadril)”³, além disso, o uso de tênis impróprios para a corrida, aumento abrupto de carga no treinamento e sobrepeso, são também fatores de risco.

Após diagnóstico correto de um profissional, o tratamento passa por processo semelhante ao de outras lesões, que é o afastamento da corrida por alguns dias ou semanas, dependendo da intensidade da lesão, fisioterapia, crioterapia, analgésico e anti-inflamatório. 

O fortalecimento muscular, alongamento e aquecimento antes e após a corrida, uso de tênis adequado para a atividade e descanso correto, são alguns dos métodos preventivos, não só pra essa, mas para muitas outras lesões. O acompanhamento profissional é também um importante aliado na prevenção de lesões, uma vez que este buscará exercícios adequados para cada estágio do seu treinamento, diminuindo significativamente o risco de lesão.

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Referências:

1 – https://www.ativo.com/por-que-doi/bursite-trocanterica/
2 – http://maratonismo.blogs.sapo.pt/22982.html
3 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2014/02/bursite-na-lateral-do-quadril-causa-dor-na-regiao-do-femur-e-atrapalha-corrida.html
http://www.correrporprazer.com/2011/09/bursite-trocanterica/
http://espnw.espn.uol.com.br/bursite-e-condromalacia-na-corrida/

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Wizard 25 anos


A corrida é muito mais do que apenas um método de emagrecimento ou uma busca por uma vida menos sedentária e mais saudável. Muitas vez a corrida serve para nós como um combustível, nos dando ânimo para enfrentar a dura rotina diária, em outras, serve como um terapeuta e grande amigo, nos ajudando a descarregar todo o estresse e a aliviar a mente já cansada do dia a dia. 

Fazer parte de um grupo de corrida, pode potencializar ainda mais todos esses e muitos outros benefícios, pois passamos a ter companhia e estímulo durante todo o tempo. Porém, é longa a estrada para que um grupo de corrida se solidifique, criando compromisso, companheirismo e reconhecimento. Assim é o nosso grupo de corrida, Top Team, que surgiu a 5 anos e com o passar do tempo vem ganhando cada vez mais adeptos, obtendo resultados significativos, tanto pessoal, quanto para o grupo. 

Parte disso devemos aos nossos patrocinadores, que buscam de maneira simples nos incentivar, tornando essa jornada um pouco menos penosa. Por isso, assim como eles estão presentes em nossas conquistas diárias, fazemos sempre questão de fazer parte de cada uma das conquistas deles e a última quinta-feira (25/05) teve uma noite especial, marcada por brilho, fogos de artifício e claro, muita corrida, a Wizard Paulínia completou 25 anos.

São 25 anos de muito trabalho, luta e foco, buscando sempre realizar sonhos ou no mínimo aproximar as pessoas dos seus sonhos. A noite contou com food trucks, barraquinhas, brinquedos, alunos, professores e como não poderia faltar, a Top Team, que com a presença de homens, mulheres e crianças, dividiu o treino em corrida e caminhada de diversas distâncias, com o objetivo de, além do treino, celebrar a conquista de quem nos valoriza e incentiva.

Nós, da Top Team, agradecemos a Wizard Paulínia, em especial a Andréa (membro da Top Team) e a Karina, por todo apoio e parabenizamos pelos 25 anos de muito trabalho e dedicação e que venham os próximos 25 anos.









quinta-feira, 25 de maio de 2017

Crioterapia

Foto: Blog da Debs¹

Com o passar do tempo, muitas lesões foram descobertas e com isso muitas técnicas vieram sendo desenvolvidas tanto para a recuperação, quanto para a prevenção dessas lesões. Uma delas, muito utilizada em atletas de diversos esportes, é a crioterapia.

A crioterapia, é um procedimento muito utilizado no pós-exercício, onde o atleta faz a imersão no gelo ou água gelada, ou até mesmo através da aplicação de bolsa de gelo, tendo como finalidade fazer uma recuperação mais rápida, reduzindo as dores e os espasmos musculares, pois ela age como analgésico e anti-inflamatório. Apesar disso, a crioterapia não é indicada para todos os casos e se utilizada de maneira errada, pode causar efeito contrário, atrapalhando a recuperação e até mesmo o desempenho do atleta.

As corridas de longa duração, são as que mais exigem a utilização da crioterapia, isso porque as partes do corpo utilizadas durante a corrida, exigem uma circulação sanguínea mais intensa e “a crioterapia age justamente reduzindo o calibre destes vasos sanguíneos, fazendo com que os metabólitos oriundos das reações fisiológicas não sejam 'espalhados' por mais locais. Com isso, as células responsáveis pela regeneração muscular (satélites), podem agir de maneira mais concentrada, pois os metabólitos ficaram mais agrupados. Assim, a recuperação muscular se torna muito mais rápida”². 

Apesar disso, a crioterapia pode ser utilizada também após corridas mais curtas, desde que realizada de forma correta. A indicação é de que o gelo (ou a água) esteja em uma temperatura por volta de 10° e a sua aplicação deve ser feita por um período entre 15 e 20 minutos.

Existem ainda situações onde a sua utilização não é indicada, um dos exemplos é o caso de “realização de uma nova atividade física após um curto espaço de tempo, como em algumas competições esportivas. A imersão na água gelada prejudica a realização de uma nova atividade por diminuir rapidamente o metabolismo, a temperatura corporal, promover vasoconstrição e consequentemente diminuir a performance”³. É preciso ainda ter outros cuidados, como o local da aplicação, pois não é indicada a aplicação de gelo próximo aos órgãos genitais ou em áreas com grandes vasos ou artérias, não deve ser aplicado também em locais com ferida aberta ou em casos de lesões nervosas, por trazer uma diminuição considerável de sensibilidade.

Com tudo isso, podemos concluir que a crioterapia é capaz sim de trazer grandes benefícios na recuperação do atleta, aliviando dores e reduzindo o tempo de todo o processo de recuperação, desde que o mesmo siga sempre as orientações recebidas pelo médico, treinador ou fisioterapeuta.

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Referências:

1 - Foto - http://blogdadebs.com.br/antigo/crioterapia-na-corrida/
2 - http://www.treinomestre.com.br/crioterapia-para-corredores-efeitos-positivos-ou-negativos/ 
3 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2016/03/gelo-apos-exercicio-saiba-quando-usar-crioterapia-para-rapida-recuperacao.html
http://www.suacorrida.com.br/saude/crioterapia-acelera-recuperacao-muscular/
http://corremulherada.com.br/crioterapia-preventiva-para-corredores/
https://www.saudemelhor.com/gelo-na-recuperacao-apos-o-treino-cuidado/



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Pubalgia


As lesões fazem parte da dura rotina de qualquer esportista, seja ele corredor, jogador de futebol, de vólei, nadador, etc., com isso, qualquer dor diferente, por menor que seja, já é motivo para ligar o sinal de alerta, buscar meios de prevenção e garantia de que não se passa apenas de mais uma “dor comum”. 

A virilha, é um desses lugares que volta e meia insiste em trazer uma dorzinha chata, que muitas vezes, apesar de “pequena”, incomoda e muito. Esse é mais um caso que merece atenção e cuidado redobrado, pois pode tratar-se de uma pubalgia.

Para entendermos melhor como ocasiona a pubalgia, “podemos pensar no osso púbis como um cabo de guerra. Acima dele se inserem os músculos abdominais e abaixo os músculos adutores do quadril (que fecham o quadril). A pubalgia acontece quando um dos lados do cabo puxa mais forte do que o outro, ou seja, quando um dos grupos musculares se sobrepõe de forma exagerada sobre o outro”¹.

O desequilíbrio de força entre o reto abdominal e os músculos adutores, a sobrecarga nos músculos adutores, acompanhado de fraqueza dos músculos do abdômen, excesso ou execução mal realizada de abdominais, são algumas das principais causas da lesão, que pode passar a ser percebida através de sintomas como: dores na virilha antes, durante e após a corrida ou caminhada, irradiação da dor para outras partes do corpo próxima a virilha, como coxa ou abdômen, dores ao realizar atividades comuns como subir e descer escada, sentar ou levantar, agachar, etc.

Geralmente, para esse tipo de lesão, o tratamento é realizado através de repouso, anti-inflamatórios, analgésicos fisioterapia, gelo, etc, e em casos mais agudos o tratamento pode ser feito também com “compressas de água quente sobre a região, que promovem a vasodilatação, benéfica para a diminuição da dor e para o relaxamento da musculatura adjacente”². 

O alongamento e aquecimento adequado, são sempre métodos preventivos, que assim como fortalecimento dos músculos, tanto inferiores como de toda a região abdominal, tendem a diminuir o risco do surgimento de lesões como essa ou até mesmo o seu agravamento.

Após diagnosticada a pubalgia a estimativa de período afastado das corridas, varia de acordo com a gravidade, tendo nos casos mais simples a interrupção das atividades apenas por alguns dias e em casos mais graves de até 6 meses. Por isso, fiquei sempre atento e nos primeiros sinais busque o médico, para que assim tenha um diagnóstico correto.

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Referências:

1 – http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2013/07/voce-sabe-o-que-e-pubalgia.html
2 - https://www.saudecuf.pt/desporto/lesoes/lesoes-pubicas-e-inguinais/pubalgia
https://www.ativo.com/por-que-doi/pubalgia/ 
http://www.correrporprazer.com/2011/08/pubalgia/
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/pubalgia-dificil-de-diagnosticar-e-de-tratar/

terça-feira, 16 de maio de 2017

Só mais um


“Só mais um”. Esse foi o pensamento que motivou o Luis Gustavo, em mais uma conquista pessoal e que conta abaixo um pouco da história:


Em 2015 fui avisado pela esposa que participaríamos de uma corrida de 5 km. Falei que ela era louca e que eu mal conseguiria correr 2 km, muito menos 5. Fomos então “correr” pela primeira vez na Night Run Campinas – Etapa Fogo. Confesso que quase morri e andei muito mais do que corri, fiz o tempo entorno de 00:40:00. 

Gostamos tanto que, fizemos a inscrição para a Etapa Água, que seria em setembro. Falamos que iríamos treinar, mas o treino foi de uma semana. Desta vez, corri pouco e intercalei trotes com passadas rápidas e o tempo foi de 00:39:50. Tínhamos combinado que no ano seguinte (2016) participaríamos das duas etapas. Inscrições feitas e vamos treinar.. Treino? Que nada, chegou a corrida e nada de treino. Em seguida veio a Night Run Etapa Coruja, em Junho de 2016, desta vez não foi diferente da última e o tempo foi de 00:39:06. Eu sabia que isto só melhoraria com treino, mesmo assim prometia e nada fazia. Chegou a Night Run Etapa Pantera (Setembro-2016), não mudou muito, mas fui um pouco mais rápido com o tempo de 00:38:57. 

Novamente combinamos de participarmos das duas corridas da Night Run em 2017, mas com uma diferença, eu entrei para a academia, perdi até o momento 10kg e passei a treinar na esteira, não é o ideal, mas foi bastante determinante. 

No último sábado (13/05/17) foi a Night Run Campinas – Etapa Yellow e pela primeira vez consegui correr todos os 5 km sem interrupção. A minha mente era diferente dos outros anos, eu queria correr e não andar ou trotar. Queria melhorar meu tempo e dei o meu máximo. Ainda não foi o ideal, mas foi uma prova de superação pra mim. Estava com dor na panturrilha (e ainda estou) e isto incomodou bastante, mas não deixei que isso atrapalhasse e focava sempre no km seguinte. O mais difícil foi entre os 3,5 e 4,0 km, estava bastante cansado, então fechei os olhos e lembrei-me do Desmond Doss (soldado que inspirou o filme “Até o último homem”): só mais um, só mais um. Dei uma acelerada e não acreditei quando passei pelo placar eletrônico e ele marcava 00:32:46. 

Obrigado meu Deus por estar ao meu lado e obrigado minha amada (Alessandra) por estarmos ao lado em grande parte da corrida, mas isto é uma competição. Porém, apenas 02 minutos nos separou. 

Que venham as próximas, no final deste mês (Corrida Trevor) e em setembro a 2ª Etapa da Night Run (Blue).


Por Luis Gustavo Pinto Montanheiro



Quer compartilhar a sua história? Mande um e-mail para corridanossadodiaadia@gmail.com

terça-feira, 9 de maio de 2017

6º Desafio 28 Praias



Sábado 06 de maio de 2017.

A chuva do dia anterior trouxe consigo mais dificuldades, perigos e desafios a um percurso que por si só já é considerado “duro”, perigoso e altamente desafiador. Porém, como se estivessem ignorando tais fatores, 29 atletas da equipe Top Team Paulínia (entre eles eu), se juntaram a outros 3500 loucos, endorfinados, ansiosos e vibrantes competidores, para encarar de peito aberto e suor no rosto esse complicado percurso.

O Desafio contou com categorias individuais nos 21 e 42 km e 42 km de revezamento em dupla, trio, quarteto e quinteto, masculino, feminino e misto. O trajeto é recheado de trilha, mata, praia, pedras, paisagens de encantar os olhos e trechos de calejar os pés ou até mesmo as mãos. Mas isso não foi capaz de tirar o largo sorriso no rosto de cada competidor ao conseguir alcançar o seu objetivo, ao cruzar a linha de chegada ou passar a pulseira (chip) para o seu companheiro.

Infelizmente o evento contou com um desagradável imprevisto com os chips, onde muitos competidores os perderam e acabou causando um desconforto gigantesco no final da prova, tanto para os organizadores, quanto para os participantes. Mas nem isso foi capaz de ofuscar o brilho do evento, os gritos de alegria ou o choro de cada conquista, que emocionaram a todos ali presentes.

Além das conquistas pessoais realizadas por cada um, onde muitos enfrentaram distâncias ou adversidades nunca realizadas antes, a equipe Top Team saiu com duas conquistas relevantes: 3º lugar na dupla masculina e 5º lugar no quinteto masculino, do qual fiz parte e não tenho palavras para descrever tamanha emoção.

Fica aqui os meus parabéns e agradecimentos a minha equipe no revezamento: Edvaldo, Luciano, Valter e Paulo, que desde o início, quando imaginaram que isso fosse possível buscaram incentivar um ao outro, mas jamais imaginaram o quão importante esse incentivo foi para mim. 

Meus parabéns também a dupla Ramon e Devis, pela conquista e ao André e Juari pela coragem de encarar todos os 42 km do Desafio. Além disso, gostaria de agradecer e parabenizar ao professor Nilson Ventura, por encorajar a todos e fazer com que acreditemos em nos mesmos, obrigado também ao casal Celso e Giovana, que junto ao professor fizeram toda a organização, logística e tudo o mais. Meus parabéns também a todos os outros guerreiros: Sérgio, Felipe, Leonardo, Sandra, Aline, Eloiza, Ana Paula, Renato, Marina, Daniela, Andréa, Valdemir (Bré), Carlos (Tarugo), Fabíola, Priscila, Fred, Juliana e Natália, que infelizmente lesionou-se de última hora, muito obrigado a todos pela companhia e incentivo diariamente. Por fim, meu muito obrigado a minha esposa Adriana e a nossa amiga Tatiane pelo apoio incondicional que deram a toda a equipe do início ao fim.

Agradecimentos adicionais aos nossos patrocinadores:



quarta-feira, 3 de maio de 2017

1ª Calegaris Run


Superação, essa é a palavra que nos move. Seja um corredor profissional ou amador, é pensando nela que acordamos cedo ou dormimos mais tarde todos os dias, perdemos alguns compromissos e mudamos outros, tudo em nome de mais um treino, afinal o nosso foco está logo ali, na próxima corrida.

Em cada nova corrida, existe sempre uma nova chance de superação, seja com uma nova conquista, um novo tempo, uma nova distância ou uma nova modalidade, é isso o que buscamos incessantemente.

Pensando exatamente nisso, no dia 30 de julho, o Supermercado Calegaris promoverá em Paulínia a 1ª Calegaris Run, trazendo a todos, a possibilidade de mais uma superação. Seja você profissional, amador, iniciante ou apenas mais uma pessoa desejando mudar o estilo de vida. Para isso o evento contará com corrida nas distâncias de 6 e 10 km e com caminhada na distância de 6 km.

O grande diferencial da Calegaris Run está na medalha Top Finisher, onde os 3 primeiros colocados de cada categoria receberão uma medalha especial (as categorias terão intervalo de 5 anos, para as duas distâncias). Porém, é importante lembrar, que todos os atletas inscritos e concluintes receberão medalha finisher e participarão de sorteio de brindes no final do evento. Além disso, os 3 primeiros atletas da categoria masculino e feminino na corrida de 10 km receberam respectivamente prêmios em dinheiro, no valor de R$ 1200,00, R$ 800,00 e R$ 500,00. Já na corrida de 6 km os 3 primeiros atletas da categoria masculino e feminino receberam vale compras, no valor de R$ 800,00, R$ 500,00 e R$ 300,00 respectivamente.

As equipes com no mínimo 10 atletas receberão descontos de 10% na inscrição.

O Supermercado Calegaris nasceu em Paulínia no ano de 1985 e ano após ano passou a se destacar devido à qualidade dos produtos e serviços, tanto que hoje, conta com 2 unidades na cidade de Paulínia, além de serviços de Buffet prestado em toda a região. Agora, o Supermercado Calegaris busca se superar mais uma vez e escrever mais um capítulo na sua história e na história de Paulínia e para isso convida você a fazer parte desta festa e abrilhantar ainda mais esse evento. 

Aproveite a oportunidade de mais um desafio e venha se superar.

Para a inscrição ou para conhecer um pouco mais sobre o Supermercado Calegaris acesse:





quinta-feira, 27 de abril de 2017

Carboidratos na corrida

Foto: Go Running

Existem muitas coisas no mundo da corrida que ainda geram muitas dúvidas nos atletas, principalmente nos iniciantes. Um dos assuntos que vêm gerando dúvidas, é a respeito do gel de carboidrato. Mas, todos precisam usar? Porque? Essas são só algumas das dúvidas.

Para podermos entender a real necessidade da utilização, é preciso primeiramente entender qual a função do carboidrato no organismo. O carboidrato é um macronutriente e serve como principal fonte de energia para os músculos, mas isso não é tudo, ele é importante ainda para outras funções como a contração muscular e o bom funcionamento do sistema nervoso central. 

Os carboidratos são divididos basicamente em dois grupos: os carboidratos simples e os complexos. Em poucas palavras, a diferença entre eles é que os carboidratos simples possuem rápida digestão e absorção, porém, possuem também menor saciedade. Já os carboidratos complexos, possuem absorção mais lenta e com isso, sensação de saciedade mais prolongada.

Frutas, vegetais, mel, leite e derivados, são alguns dos alimentos que contêm fonte de carboidrato simples. Enquanto arroz, pão, batata e massas, são exemplos de alimentos com fonte de carboidrato complexo. Vale ressaltar ainda, que quanto mais integral for o alimento, mais lenta é a sua digestão e absorção.

O estoque de glicogênio (forma de armazenamento dos carboidratos) no organismo é limitado e suficiente para pouco tempo de atividade física, alguns profissionais apontam que esse estoque é “suficiente para correr entre 60 e 90 minutos, dependendo da intensidade e da habilidade do corredor”¹. 

No entanto, atividades que tenham duração de até 60 minutos, não representam nenhuma preocupação, já que a reposição pode ser feita após a atividade normalmente. Porém, as atividades com duração maior que isso, exigem uma reposição de carboidratos durante a atividade, a fim de garantir que o atleta tenha condições de continuar a atividade, retardando a fadiga. Segundo a nutricionista Paula Crook, da PB Consultoria em Nutrição, a reposição de carboidrato “evita a utilização de proteína como fonte de energia. Assim, ela não é desviada de sua principal função, que é o crescimento, manutenção e reparo dos tecidos musculares”².

Muitos alimentos são ricos em carboidratos simples, ideal para esse tipo de situação, onde a absorção precisa ser rápida e durante uma corrida se torna mais complicado fazer a ingestão de frutas, por exemplo, além disso, o tempo de absorção seria maior do que o organismo precisa, por isso os carboidratos em gel são tão utilizados e recomendados, geralmente consumidos durante aproximadamente a cada hora de corrida. Porém, para fazer fazer uma alimentação adequada tanto antes, como depois ou até mesmo durante a corrida, busque o acompanhamento de um nutricionista, que é a pessoal ideal para indicar a dosagem e tempo ideal para o consumo, pois o consumo de forma inadequada pode gerar efeitos contrários.

Tem alguma dúvida sobre a corrida ou sugestão de texto? Só deixar nos comentários.

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Referências:

Foto: http://gorunning.com.br/gel-de-carboidrato-porque-utilizar/
1 - utilizar/ http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150829_corrida_alimentacao_fn
2- http://www.suacorrida.com.br/nutricao-finisher/a-hora-certa-do-gel-de-carboidrato/
http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao/noticia/2014/07/carboidrato-e-fundamental-para-ter-energia-e-evitar-fadiga-nos-treinos.html
http://www.sonutricao.com.br/conteudo/macronutrientes/p2.php
http://www.treinomestre.com.br/carboidratos-e-corrida/

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Passadas longas ou curtas?


Quando começamos a correr, muitas dúvidas surgem de como fazer uma melhor corrida, alimentação, movimentos, respiração, etc. Uma das dúvidas que sempre tive foi qual seria a passada ideal para a corrida ou qual a passada ideal para cada objetivo ou momento da corrida, como subida, descida, velocidade, etc. Então, a fim de esclarecer as minhas dúvidas, decidi pesquisar um pouco sobre o assunto e compartilho aqui um pouco disso.

Jack Daniels, renomado fisiologista e treinador norte-americano, foi um dos pioneiros nas pesquisas relacionadas a esse tema. Durante os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, ele realizou alguns estudos sobre algumas das provas e constatou que os atletas profissionais tinham uma cadência (quantidade de passadas por minuto) de aproximadamente 180 passos.

Baseado nesta afirmação, muitos outros estudos foram desenvolvidos ao longo do tempo, dos quais foram possíveis constatar que as passadas curtas podem trazer melhor desempenho e menor risco de lesão. Isso porque nas passadas longas, o pé acaba aterrissando no chão mais distante do tronco, fazendo assim com que o contato com o solo seja feito primeiramente com o calcanhar, implicando em um impacto maior sobre as articulações. “Além disso, o movimento muito amplo pode gerar um gasto maior de energia, pois muitos corredores acabam saltando a cada passada para conseguirem manter a velocidade”¹.

Apesar de não existir um número mágico de passadas, entende-se que o ideal seja o mais próximo possível dos 180 passos “encontrados” pelo Jack Daniels. Para encontrar a sua cadência, “corra em seu ritmo natural e conte quantas vezes, dentro de um minuto, sua perna direita toca o chão. Depois é só multiplicar o resultado por dois”¹ e terá o resultado. Para quem deseja melhorar a cadência, pode conseguir tal objetivo através de exercícios educativos, sempre devidamente acompanhado de um profissional do esporte. Além disso, treinos como intervalados, saltos, tiros, etc., podem ser mais um aliado.

Apesar de todas as pesquisas e números encontrados, é necessário entender que a biomecânica da corrida é algo individual e acima de tudo a corrida tem que ser algo completamente natural, onde o atleta se sinta à vontade e confortável durante toda o percurso.

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Referências:

https://www.ativo.com/corrida-de-rua/treinamento-de-corrida/passada-longa-ou-curta/
http://www.sportlife.com.br/blogs/renato-dutra/mais-curta-ou-mais-longa/
http://premiumtraining.blogspot.com.br/2010/11/passadas-longas-ou-curtas.html

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Longão

Foto: Corrida no ar¹

Os finais de semana quase sempre são agitados para os corredores, ora pelas tão desejadas provas, ora pelos tão queridos longões. Este último é muitas vezes visto apenas como um treino extra ou um dia de corrida em grupo. Mas, apesar de muitos não saberem, esses são treinos essenciais para o desenvolvimento do atleta e não apenas para aqueles que desejam fazer provas mais longas como maratonas, meias maratonas, ultramaratonas, etc., esses treinos, são muito úteis também para os atletas de distâncias mais curtas como 5 ou 10 km.

Como o próprio nome sugere, longão é o treino mais longo da planilha do corredor, onde o objetivo é realizar uma corrida com tempo maior e distância mais longa que o habitual, o foco aqui é a resistência e não a velocidade.

Não existe uma regra prefixada de quantos kms tem que ser um longão, isso é de corredor para corredor. Para a realização de um treino com eficiência, é importante apenas que o atleta encontre um ritmo confortável para a corrida, onde o pace seja um pouco acima do realizado habitualmente, conseguindo assim fazer distâncias mais longos que o de costume. Além disso, o treino deve ser contínuo e não deve contar com grandes variações, como tiros ou intervalos, por exemplo.

A hidratação e a alimentação são importantes para qualquer tipo de treino, tanto antes, como após a corrida. Para os longões, é importante a ingestão de alimentos que contenham carboidratos e preferencialmente de absorção rápida, como géis, frutas e sucos. Dependendo da distância praticada, a ingestão deve ser realizada também durante a corrida, para isso o acompanhamento nutricional é fundamental. 

Maior resistência a longas distâncias e maior queima de calorias, são alguns dos benefícios já esperados para este tipo de treino. Porém, como afirmado acima, corredores de distâncias curtas também podem desfrutar de alguns benefícios importantes. O grande esforço do treino gera sobrecarga na capacidade muscular e respiratória, assim, o organismo passa ter um considerável ganho de força muscular e aumento da capacidade respiratória, resultando numa resistência maior para o aumento de velocidade.

Para os corredores de longa distância, o longão tem ainda, o objetivo de acostumar não só o corpo com as longas distâncias, mas também a mente, isso se torna de fundamental importância, visto que o fator psicológico, talvez seja o principal aliado ou inimigo de todo corredor.

Por tudo o que foi exposto a cima, independente se o seu objetivo é 5, 10, 42 ou 100 km, vale muito a pena investir no longão. Além do mais, são alguns minutos a mais fazendo aquilo que tanto amamos.

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Referências:

1 - http://corridanoar.com.br/o-treino-longo/
http://www.eucorro.com/2012/05/longao-e-sua-importancia-na-corrida.html
https://www.ativo.com/corrida-de-rua/treinamento-de-corrida/4-maneiras-perfeitas-de-encarar-o-longao/
http://www.treinomestre.com.br/como-fazer-um-longao-de-qualidade/
http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/treinos/noticia/2014/02/longao-vista-monte-estrategia-e-melhore-seus-resultados-na-corrida.html

quinta-feira, 30 de março de 2017

Correr de dia ou a noite?

Foto: Sua Corrida¹

Geralmente os corredores adéquam os seus treinos à sua rotina diária, de forma que os mesmos não atrapalhem os seus compromissos pessoais ou profissionais e vice-versa. Todas as pessoas podem desfrutar dos já comprovados benefícios da corrida, independente do horário, porém, para quem tem a opção de escolher o horário do treinamento é bom saber quais as vantagens e desvantagens de cada horário, podendo assim, agregar ainda mais benefícios à corrida.

Manhã

Grande parte dos eventos de corridas de rua são realizadas no período da manhã, assim, para quem treina nesse horário já tem um ponto a favor, a adaptação. Nesse período, a umidade do ar tende a estar mais alta e a poluição do ar menor, tornando assim a respiração mais fácil, “menos pesada”. Por conta da aceleração do metabolismo e a liberação de substâncias, como a endorfina e a serotonina, a corrida matinal deixa a pessoa mais disposta para as tarefas do dia. 

Mas nem tudo são flores, correr pela manhã também tem as suas desvantagens, principalmente porque nesse horário, geralmente, o organismo não está nutrido e hidratado suficientemente bem para a atividade. Além disso, a função pulmonar esta menor, os níveis energéticos estão mais baixos a musculatura tende a estar mais relaxada, demorando um pouco mais para aquecer e ter condições naturais para a corrida.

Noite

A grande maioria das pessoas que correm à noite, tem na corrida sua última “obrigação” do dia, o que de certa forma chega a ser benéfico, uma vez que consegue treinar sem ansiedade ou pressa de terminar. Sem dúvidas, um dos grandes benefícios de treinar neste período, é em relação ao clima, que costuma ser mais ameno e agradável. Aliado a isso, nesse período há uma concentração maior dos níveis hormonais, maior capacidade pulmonar e a temperatura corporal esta maior, facilitando o aquecimento do corpo. Além disso, por ter decorrido todo o dia, se torna mais fácil planejar e adequar a alimentação e hidratação correta, obtendo uma reserva energética maior e melhor.

Em contrapartida, à noite o ar costuma estar mais “pesado”, com uma concentração maior de gás carbônico, prejudicando um pouco mais a respiração. O cansaço e estresse do dia podem ser fatores de grande influência, negativamente, na corrida, podendo afetar o rendimento do atleta. Além disso, por conta da agitação ocasionada pela liberação da endorfina, algumas pessoas podem passar a ter maiores dificuldades para dormir.

Correr é indiscutivelmente saudável para o corpo e para a mente, o horário dos treinos são apenas meros detalhes.

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Referências:

1 - http://www.suacorrida.com.br/treino-finisher/e-melhor-correr-de-dia-ou-a-noite/
http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/treinos/guia/manha-tarde-ou-noite-saiba-qual-e-o-melhor-periodo-do-dia-para-seu-treino.html
http://www.tf.com.br/blog/exercicios/os-melhores-horarios-para-praticar-corrida-ao-ar-livre/

sexta-feira, 24 de março de 2017

A importância dos músculos superiores

Foto: Globo Esporte

Normalmente, sempre que pensamos na musculação associada à corrida, pensamos no fortalecimento dos músculos inferiores, como quadríceps, posterior da coxa e panturrilhas, por exemplo, afinal esses são os músculos mais exigidos e os que sofrem maiores desgastes. Porém, os músculos superiores, tais como braços, abdômen, tórax, peito e costas, merecem cuidados especiais, tanto quanto os membros inferiores e apesar de menos exigidos tem papel fundamental na corrida

Os músculos dos membros superiores são de fundamental importância para a mecânica da corrida, podendo ajudar o atleta em um melhor desempenho durante a corrida ou até mesmo prejudicar esse desempenho, caso não tenham força, alongamento e resistência necessária para o esforço.

Trabalhar o fortalecimento desse grupo de músculos é fundamental, pois influencia “diretamente na melhora da postura, proporcionando melhor estabilidade articular, protegendo músculos e articulações do impacto da corrida”¹. O posicionamento correto dos braços e a coordenação com as passadas, pode gerar uma economia de gasto energético maior e diminuir o risco de lesões.

Assim como os braços, o bom fortalecimento do tronco pode trazer grandes benefícios para o atleta, uma vez que ele auxilia “na respiração e postura, contribui na estabilidade da rotação da pelve durante as passadas, gerando, com isso equilíbrio e eficiência na produção de velocidade”².

A falta de fortalecimento muscular dos membros superiores, pode acarretar em um desequilíbrio do corpo, o que pode gerar desgaste físico e muscular maior, deixando assim o atleta mais suscetível a lesões, como a lesão por estresse.

Exercícios funcionais, podem ser muito úteis, por trabalhar todo o corpo e principalmente toda a região do core. Na musculação, “O mais indicado é trabalhar com treinos de mais resistência muscular, usando peso moderado e maior número de repetições, pois não é interessante que o corredor ganhe muito volume muscular e sim, tônus*”³. 

A corrida é muito mais do que dar um passo a frente do outro, existem técnicas e fundamentos que se bem alinhados com a corrida, podem proporcionar uma corrida ainda melhor, mais segura e com melhores resultados, por isso, o acompanhamento profissional é sempre indispensável.


*Tônus muscular é o estado de tensão elástica (contração ligeira) que apresenta o músculo em repouso, e que lhe permite iniciar a contração rapidamente após o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tônus), o músculo levaria mais tempo a iniciar a contração. (https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%B3nus_muscular)

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Referências:

Foto: http://www.copacabanarunners.net/corrida-bracos.html 

1 – http://gorunning.com.br/a-importancia-dos-membros-superiores-na-corrida/
2 – http://www.suacorrida.com.br/trabalho-muscular/corredores-tambem-precisam-fortalecer-os-membros-superiores/
3 - http://www.suacorrida.com.br/treino-wrun/atencao-ao-membros-superiores/
http://www.copacabanarunners.net/corrida-bracos.html




quinta-feira, 16 de março de 2017

Hiponatremia

Foto: Rumo Certo¹

Na última semana, contei um pouco sobre a incrível história da Gabrielle Andersen durante os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Durante a pesquisa para desenvolvimento do texto, uma coisa me chamou a atenção e despertou curiosidade, a hiponatremia. Desta forma, fiz uma pesquisa mais profunda, a fim de descobrir um pouco mais sobre o assunto, assim como os seus sintomas, causas, prevenção, etc., o resultado você vê abaixo.

Para aqueles que acreditam que água nunca é demais, saibam que estão completamente enganados, principalmente para um atleta. A hiponatremia, também conhecida como intoxicação por água, “é um desequilíbrio hidroeletrolítico que resulta na queda anormal da concentração de sódio no plasma”², ou seja, o corpo passa a ter mais água que o normal para a quantidade de sódio dissolvida no sangue. Isso pode ocorrer quando o corpo perde sódio exageradamente através da sudorese ou através da ingestão excessiva de água. 

Sintomas como náuseas, vômito, cãibras, cefaleia, fraqueza e mal-estar podem indicar início de um quadro de hiponatremia, que apesar de existir poucas ocorrências, deve ser levada muito a sério e ter a atividade interrompida imediatamente, a insistência pode resultar em quadros mais graves, uma vez que sem o sódio, tanto os nervos como os músculos não funcionam adequadamente, podendo assim levar o atleta a ter confusão mental, diminuição dos reflexos, convulsões e até mesmo coma. 

Uma maneira de o corredor perceber se está perdendo muitos eletrólitos é observar se a roupa fica esbranquiçada após a atividade ou se há grânulos de sal em sua pele”³, nesse caso a atenção e cuidado com a reposição adequada de sódio se torna fundamental, já que o excesso pode também provocar outros quadros perigosos à saúde. Isso evidencia ainda mais a importância do bom acompanhamento com nutricionistas.

O segredo para prevenção desse quadro, está na hidratação, que deve ser feita corretamente de acordo ao tempo e intensidade dos exercícios. Em atividades com duração acima de 1h, por exemplo, é indicada a hidratação com isotônicos ou água de coco, além da água, justamente para que o organismo tenha uma reposição considerável de sódio.

A Gabrielle Andersen, apesar de ter passado por um quadro grave de hiponatremia, passou ilesa e teve uma rápida e ótima recuperação. Mas lembre-se, nem todos nós precisamos ser heróis, pelo menos não desta forma, podemos bater nossos recordes, superar nossas marcar e nos tornar inspiração para amigos, familiares e seguidores, de maneira saudável, segura e com responsabilidade. Correr é bom, se superar é melhor ainda, mas a saúde vem sempre em primeiro lugar.

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Referências:

1 - http://rumocertojf.com.br/agua-em-excesso-faz-mal/
2 - http://www.webrun.com.br/h/noticias/hiponatremia-em-corredores/4374
3 - https://esportes.terra.com.br/atletismo/corrida-de-rua/nutricao-e-hidratacao/saiba-o-que-e-e-como-evitar-a-hiponatremia,200851dc5dfed310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
http://corridasdemontanha.com.br/site/?p=297
http://www.corridaecia.com.br/tome-cuidado-com-a-hiponatremia-2/



quarta-feira, 8 de março de 2017

Gabrielle Andersen e a força da mulher


Raras são as pessoas que nunca viram essa imagem acima, raras são as pessoas que não admiraram e exaltaram a força dessa mulher. Seu nome? Gabrielle Andersen, atleta suíça, até então com 39 anos, em 1984 foi para Los Angeles disputar a primeira maratona feminina nos Jogos Olímpicos e acabou entrando para a história dos Jogos, para a história da maratona e para a história da humanidade.

Ao contrário do que muitos pensariam, ela não ganhou a prova e nem chegou perto de um pódio, para ser mais exato, Gabrielle Andersen ficou em 37ª das 44 competidoras que participaram da prova. Porém, o que a tornou “campeã” e inesquecível foi a sua força, persistência e bravura diante de grandes adversidades.

Após percorrer mais de 40 km, Gabrielle foi acometida por “um quadro grave de hiponatremia (queda brutal do sódio no sangue) por provável falta de reposição com isotônicos, aliada ao calor ambiente elevado. Isso lhe provocou fortes alterações cardiovasculares, metabólicas e cerebrais”¹. Aliado a esse já agravado quadro, ela teve fortes cãibras na perna esquerda, o que a fez se “arrastar” durante aproximadamente 400 m.

Devido a sua idade, esta era a sua primeira e última chance de completar uma maratona olímpica e como qualquer tipo de assistência implicaria na sua desclassificação, recusou assim qualquer tipo de auxílio. Diante deste quadro, os médicos apenas a acompanharam, verificaram a presença de sudorese,  o que indicava que o corpo tinha líquido, minimizando os riscos.

A atitude dela, é, ainda hoje, reprovada por muitos atletas e profissionais da área de saúde, afinal colocou em risco sua integridade física e psicológica, podendo levar para o resto da vida sequelas graves. 

Felizmente, não foi o que aconteceu. Pelo contrário, ela teve uma ótima e rápida recuperação. Mesmo assim prefere minimizar o rótulo de heroína, como já afirmou em entrevista: “Não sei se posso me considerar uma heroína, mas reconheço que aquele se tornou um momento histórico. Era a primeira vez que as mulheres disputavam uma maratona olímpica e isso chamou muito a atenção. Era o momento de provar que nós, mulheres, podíamos competir e, mesmo com alguns problemas, terminar a prova”². 

Não venho fazer lobby para que todos sem deem ao máximo, ao limite, até porque acho isso completamente desnecessário e arriscado. Gabrielle era uma atleta profissional e estava cercada de pessoas completamente competentes para enxergar até onde é possível permitir tais atitudes. Porém, acredito que a mensagem que ela passou ao mundo foi muito maior e até foge do ambiente esportivo. Ela demonstrou ao mundo a força de uma mulher e até onde ela é capaz de chegar quando tem em si a força e determinação para vencer, não outra pessoa, mas sim os maiores dos adversários, a barreira psicológica e a barreira do preconceito.

Gabrielle mostrou ao mundo, que assim como qualquer homem, um a mulher pode e vai chegar até o fim e vencer. 

Feliz dia internacional da mulher! 


Texto dedicado a todas as mulheres, corredoras ou não e em especial, para as mulheres da minha vida, minha mãe (Eliana), minha esposa (Adriana) e minha irmã (Laila)!

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Referências:

1 – https://pt.wikipedia.org/wiki/Gabriela_Andersen-Schiess
2 - https://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/07/30/heroina-mais-famosa-da-historia-olimpica-diz-por-que-nao-se-aguentava-em-pe.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maratona#Maratona_feminina
http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2016/07/suica-volta-ao-estadio-onde-quase-desmaiou-na-maratona-olimpica-de-84.html

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Tendinopatia do tendão de Aquiles


Da importância dos músculos para a corrida, ninguém questiona, porém, outras estruturas do nosso corpo, muitas vezes, não recebem a mesma atenção ou cuidado, como é o caso dos tendões.

Em todo o nosso corpo temos tendões, que possuem estruturas anatômicas e unem o músculo ao osso, tendo como principais funções, auxiliar no equilíbrio do corpo e no desenvolvimento dos movimentos, distribuindo adequadamente a força nos músculos.

O tendão de Aquiles, talvez o mais conhecido do corpo, é também o maior e mais forte dos tendões, além de ser o mais exigido durante as corridas. Quando exigidos em excesso, esses tendões podem sofre microlesões, que se “não for dado tempo de recuperação suficiente, o tendão não se restabelece na totalidade. Isto significa que, ao longo do tempo, os danos vão-se acumulando, degradando a qualidade do tecido e podendo dar origem à tendinopatia do tendão de Aquiles”¹.

Tênis inadequado, sobrepeso e postura errada durante a corrida, estão entre algumas das possíveis causas da lesão, porém, a causa mais comum é a sobrecarga, ou seja, o aumento brusco na intensidade dos treinos, tanto em relação a distância quanto em relação à velocidade.

Inicialmente, há irritação do revestimento externo do tendão. Isso é chamado peri ou paratendinite. Em seguida pode acontecer a sua degeneração, tornando-o mais espesso. O tendão fica mais fraco e perde a sua força (tendinose), o que pode levar a uma ruptura completa ou parcial”². 

Para evitar que a lesão chegue a tal ponto, fiquei de olho em alguns dos principais sintomas, como dores contínuas no local, que não desaparecem nem após o aquecimento e persiste ao realizar trotes ou até mesmo caminhada, dor ao direcionar o pé para cima, dor na apalpação, além disso, o local pode apresentar inchaço, rigidez, aumento de temperatura, etc.

Após diagnosticada, a tendinopatia do tendão de Aquiles é tratada com: redução das atividades, aplicação de gelo no local, anti-inflamatório, fisioterapia, exercícios de propriocepção, massagem e em casos mais graves, imobilização e cirurgia.

A fim de evitar o agravamento e até mesmo o surgimento da lesão, busque sempre ter atitudes preventivas, como: alongamento dos músculos e tendões, fortalecimento dos músculos, principalmente a panturrilha, uso de tênis adequado para a corrida e aumento gradativo da carga, o indicado é um aumento de no máximo 10% semanal.

Ficar atento aos sinais do corpo é algo fundamental, seja para um esportista ou para um não praticante de esportes. Por isso, nos primeiros sintomas busque o diagnóstico correto através de profissionais qualificados, isso garantirá um bom tratamento, recuperação e volta às atividades com mais rapidez e qualidade.

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Referências:

1 - http://www.correrporprazer.com/2012/09/tendinite-do-tendao-de-aquiles/
2 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/guia/tendinopatia-e-causada-pelo-excesso-de-uso-dos-tendoes-do-pe-e-tornozelo.html
http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/049_lesao_tendao_aquiles.html
https://www.ativo.com/por-que-doi/tendinopatia-de-aquiles/
https://www.todamateria.com.br/tendao/



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Chocolate


Se observarmos os tempos atuais, chegaremos a conclusão de que o mundo é meio contraditório no que se refere à alimentação. Enquanto aumenta-se a preocupação com a alimentação e a saúde dos alimentos, dando importância especial à distribuição dos nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do corpo, aumenta-se também o consumo de alimentos industrializados, fast foods, enfim, alimentos pobres em nutrientes e rico em calorias e gorduras.

A alimentação é um dos pilares fundamentais na corrida, pelo menos para aqueles que buscam melhores resultados, rendimento ou um corpo mais saudável. Com tudo, alguns alimentos tidos como vilões da saúde, acabam sendo interpretados erroneamente, pois se consumidos de forma adequada podem trazer grandes benefícios para a saúde e melhor desempenho para a corrida.

Um desses alimentos é o nosso tão querido e desejado, chocolate. A ingestão diária de chocolate amargo ou meio amargo, com pelo menos 70% de cacau pode ajudar, e muito, na dieta do corredor. Por exemplo, 100g desse tipo de chocolate “entrega até 65% da quantidade de ferro e metade do magnésio recomendados diariamente. Esses minerais são essenciais na dieta do corredor, pois colaboram com o transporte de oxigênio para as células e com a contração muscular”¹.

Os benefícios não param por aí. Os flavonoides (substância antioxidante presente no cacau) estimulam a circulação e oxigenação nas camadas externas da pele, tornando-a assim mais resistente contra os raios UV e evitando o envelhecimento precoce. Além disso, os flavonoides são responsáveis ainda pela melhora cognitiva, como a memória, atenção e raciocínio. O chocolate contém também feniletilamina, substância capaz de estimular a endorfina.

Através de outras substâncias encontras no chocolate, outros benefícios podem ser observados, como melhor disposição e bem-estar, melhora na qualidade do sono e rápida reposição energética.

Vale lembrar, que outros derivados do cacau, desde que contenham a mesma quantidade especificada acima, podem trazer os mesmos benefícios. Em contrapartida a esses benefícios, o chocolate branco deve ser dispensado do seu armário. Esse é feito apenas da gordura do cacau, que é saturada, açúcar e leite, resumindo, é altamente calórico e pobre em nutrientes. 

Algumas pesquisas indicam que a ingestão diária deve ser de no máximo 45g, enquanto outros profissionais apontam que o consumo deve ser de 10 a 20g. O ideal é que a recomendação de quantidade seja feita pelo seu nutricionista, afinal a quantidade de cada nutriente depende de algumas variáveis. De toda forma, seja moderado e evite o excesso.

Se aprendermos a comer com qualidade e na quantidade correta, poderemos desfrutar de muitos dos prazeres gastronômicos que sempre encaramos como vilões da saúde.

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Referências:

1 - http://www.suacorrida.com.br/nutricao-wrun/6-motivos-para-nao-tirar-o-chocolate-da-dieta/
https://www.ativo.com/nutricao/15-otimos-alimentos-para-corredores/
https://www.saudemelhor.com/chocolate-e-cacau-fazem-bem-para-quem-pratica-corrida/
http://blogdascorredoras.com.br/chocolate-x-corrida/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Treinos de escada


Correr é uma prática bem simples, afinal não precisa de nenhum dom especial, basta calçar um par de tênis e sair pelas ruas, parques ou pistas sem um rumo certo, dando passada após passada até, por fim, cansar ou atingir o objetivo esperado para aquele treino. Porém, acrescentar treinos diferenciados durante a semana, pode trazer grandes benefícios para o corpo e melhores desempenhos e resultados nas corridas.

Existem muitos tipos diferentes de treinos, cada um com uma função e benefício específico. Um desses treinos, é o de escada. Adorado por alguns e odiado por muitos, o treino de escada é um grande aliado na queima de gorduras, fortalecimento muscular e melhora cardiorrespiratória.

Desde que não sinta dores nos pés, joelhos, quadril, etc., o treino de escada é indicado e pode ser benéfico para todos os corredores, de profissionais a amadores e até mesmo para os iniciantes, o que diferenciará o treinamento de um para outro é a intensidade. Para os iniciantes, por exemplo, o indicado é fazer uma vez a cada 15 dias e andando, enquanto para atletas mais preparados, o treinamento pode ser feito até duas vezes por semana.

Subir escadas faz com que você trabalhe contra a gravidade, ajudando assim a desenvolver mais força e potência durante as passadas, o que te ajudará a ter um ritmo mais forte em corridas curtas, como provas de 5km ou a manter o ritmo no final de provas longas, como uma maratona.

Com esse tipo de treinamento, outros benefícios podem ser observados, como a queima de gordura, aumento das passadas, aumento da resistência e da tolerância ao esforço, além de fortalecimento de músculos fundamentais para a corrida, como a panturrilha, o quadríceps e glúteo médio. Por fim, pulmões e coração, também são beneficiados com o treinamento.

Apesar de tantos benefícios, deve-se tomar muito cuidado durante o treinamento, principalmente ao descer as escadas, pois a carga sobre os joelhos e quadril são intensificadas, podendo causar lesões. O excesso é outro ponto preocupante e que se deve ter total atenção. Por isso, o acompanhamento profissional se torna indispensável. 

Para corredores de montanhas, os treinos em escadas não só são recomendados, como são fundamentais para a preparação, pois simula, em partes, os movimentos deste tipo de corrida, além de gerar todos os benefícios já citados acima.

Independente do seu nível e apesar das “caras feias”, esse é um treino em que vale a pena se investir, seja em busca de melhor performance ou de um corpo mais saudável, como disse acima, apenas tome cuidado com os excessos e busque um acompanhamento profissional.

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Referências:

http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/treinos/noticia/2014/03/treino-em-escada-e-aliado-para-melhorar-corrida-e-perder-peso.html
http://www.assessocor.com.br/noticias.aspx?ESCADA+ACIMA&__idNot=358
https://www.ativo.com/corrida-de-rua/treinamento-de-corrida/treino-na-escada-alternativa-para-melhorar/
http://conarun.com.br/o-poder-da-escada/