quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O poder do açafrão

Foto: Treino mestre*

Já esta mais do que comprovado que os treinos não são os únicos responsáveis por um bom desempenho durante a corrida, aliado a isso estão a hidratação e nutrição, que desempenham um papel importante para todo atleta. Quando bem realizados e nas proporções corretas, acabam fazendo um grande diferencial nas pistas e ruas.

Muitos são os alimentos que trazem benefícios para o corredor, muitos desses já são conhecidos e consumido em grande escala por todos, porém, outros alimentos não são tão conhecido, ou mesmo que seja, muitas vezes não é do nosso conhecimento os seus benefícios e é exatamente assim que acontece com o açafrão.

Também conhecido como cúrcuma, o açafrão é uma poderosa especiaria muito utilizada como tempero, principalmente na culinária indiana, local de origem do alimento. Bastante utilizado na produção de alimentos como macarrão, biscoitos, bolos, carnes, etc., devido a sua forte tonalidade é também utilizado como corante natural na indústria têxtil, perfumaria, etc. Porém, os poderes do açafrão vão muito além de cores e sabores.

Em estudos recentes, realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG), onde atletas, com e sem o consumo do açafrão, foram monitorados por pesquisadores, através de coleta de sangue antes, durante e após realizarem treinos de 21 km, foi então observado que “logo após a prova e 24 horas depois, ocorreu o aumento da atividade anti-inflamatória no grupo que recebeu o açafrão, além da redução de um marcador de lesão muscular denominado mioglobina. Indicando, portanto, que a cúrcuma proporciona recuperação muscular mais rápida e menor dano muscular”¹.

Além de funcionar no organismo como um anti-inflamatório, auxiliando na diminuição de dores e inflamações das articulações, o açafrão tem também a função de antioxidante, protegendo as células sadias da oxidação dos radicais livres, que é intensificada durante os treinos longos, combate o envelhecimento precoce e doenças inflamatórias. Os benefícios não param por ai, o açafrão possui ainda outras funções, como: antiparasitária, antiespasmódica, antibacteriana, imonoestimulante, hipoglicemiante, anticancerígena e cardioprotetora, onde “ajuda e fortalece a saúde do coração, auxiliando e protegendo o músculo contra infartos e outras doenças cardíacas”².

Geralmente encontrado em pó ou cápsulas, a indicação de consumo diário é de uma colher de sopa ou 5g, que deve ser adicionada após o preparo do alimento, em alimentos prontos, molhos ou até mesmo em sucos. Mas é importante lembrar, que apesar dos muitos benefícios, não existe alimento milagroso, tudo é uma junção de coisas, fatores e condições, por isso o acompanhamento profissional e nutricional é indispensável.

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Referências:

1 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao/noticia/2016/06/acafrao-tem-poder-pesquisa-mostra-melhora-no-desempenho-de-atletas.html
2 - http://www.conquistesuavida.com.br/noticia/acafrao-para-recuperacao-fisica-descubra-os-beneficios-da-curcuma-para-atletas_a5465/1
https://www.ativo.com/nutricao/curcuma-imunidade-para-atletas/
https://boaforma.abril.com.br/fitness/8-alimentos-que-turbinam-o-seu-treino-de-corrida/

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Quando corro minha alma voa...


Histórias de superação são as que mais me inspiram, pessoas que motivam e são exemplos são as que mais admiro. Hoje, tenho a oportunidade de compartilhar um pouco da história dessa mulher que aprendi a admirar e que hoje tenho o prazer de chamar de amiga e companheira de corrida, Giovana Kanazawa:

Desde pequena, sempre gostei muito de esportes! Eu era meio mulecona, gostava muito de correr, andar de bicicleta, jogar futebol, vólei, basquete e por ai vai. O esporte está no sangue e vem de família, tenho dois tios professores de educação física, que incentivam muito o atletismo e, naturalmente, foram os meus primeiros incentivadores.

No período da escola, eu, como quase toda criança, adorava as aulas de educação física e gostava mais ainda quando tinha provas de corrida, pois participava sempre.

O tempo foi passando, as coisas foram mudando e novos desafios foram surgindo, um deles foi me tornar mãe aos 16 anos, isso fez com que minha vida tomasse outros ares, outros rumos. Agora a dedicação ao esporte precisava diminuir, afinal, precisava cuidar do meu filho, da casa e do meu marido.

Os obstáculos que me separavam do mundo do esporte, não paravam por aí. 7 anos mais tarde, voltei a engravidar e dei a luz mais uma vez a um menino, que para meu total desespero, viria a falecer 20 dias depois. Foram tempos difíceis, me senti sem chão.

Pouco tempo depois, engravidei mais uma vez e veio então o terceiro menino, mais um homem na minha vida, para a alegria de todos. Quando ele completou 5 anos de idade, decidi que estava na hora de voltar a correr, fazer o que sempre gostei, pois sabia o quanto era bom e o quanto precisava disso.

Correr passou a ser então a minha terapia. A cada passo, um desejo de que nada de mal aconteça, o medo foge e a esperança cresce. Quando corro, minha alma voa, meus pensamentos se alinham e meu corpo agradece. Correr é a minha paixão e é nela que me desestresso, faço novas amizades, enfim, me sinto livre. Algumas pessoas ainda me perguntam: “Gi, você corre tanto do quê? Por quê?” e aos risos sempre respondo: “do que eu não sei, mas garanto que é a melhor coisa que faço”.

Há um tempo atrás, através de uma cintilografia óssea, fui diagnosticada com uma microfratura por estresse devido ao impacto e como essa é uma lesão que já possui histórico na família, a fim de evitar o seu agravamento, fui “obrigada” a ficar cerca de 6 meses sem correr. Porém, como não consigo viver longe de uma atividade física, passei aquele período fazendo os exercícios que me eram permitidos, como musculação dos membros superiores.

Hoje aos 44 anos e recuperada da lesão, posso dizer que me sinto muito bem e pretendo continuar até quando Deus me permitir. Já participei de aproximadamente 50 corridas, incluindo uma meia maratona, já tive a oportunidade de subir no pódio, por categoria, mas esse não é o meu foco, pois em todas as corridas que participo, minha meta é chegar bem e incentivar novas pessoas. Hoje, além de correr, pedalo um pouco e participo de diversas atividades na academia.

No passado, não contava com incentivo algum e mesmo que fosse perigoso, saía para correr sozinha, pois precisava desse momento comigo mesma, deste equilíbrio físico e mental. Com o passar do tempo, fui conhecendo professores, que passaram a me incentivar e hoje, além de muitos amigos corredores, tenho a companhia do meu marido, meu parceiro de quase 30 anos de vida, que se tornou meu parceiro também no asfalto, nas passadas e pedaladas.

Em primeiro lugar, agradeço a Deus, pois sempre sinto a presença dEle, onde quer que eu esteja, faça chuva ou faça sol. Agradeço ao meu marido e meus filhos, por estarem ao meu lado, por me incentivarem e estarem presentes em tudo na minha vida e agradeço ainda, aos meus amigos corredores, que são minha segunda família.

Meu lema: Viver intensamente e aproveitar cada segundo.

Por Giovana Maria Von Ah Kanazawa
"Não sei nem expressar o quanto essa mulher é minha parceira, minha companheira, meu porto seguro. Estar na companhia dela é uma alegria todos os dias." - Celso Kanazawa (esposo)

"Exemplo de mãe e mulher a ser seguido, não é fácil fazer tudo o que ela faz" Leonardo Kanazawa (filho)

"Um exemplo de mulher, mãe  e esposa. Com uma empolgação e alegria que contagia e cativa todos a seu redor." Michel Kanazawa (filho)

"A Giovana é mãe, esposa, trabalhadora, corredora, bikers e muito mais. Independente do seu estado, está sempre disposta a incentivar, participar e ajudar em tudo. É simplesmente impossível resumir em palavras tudo o que ela representa para o grupo e pra mim como amiga." Nilson Ventura (treinador)



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cãibras

Foto: Globo Esporte*

Silenciosa e dolorosa. Sem dar sinais de sua chegada, a cãibra provoca um grande incômodo que pode durar desde alguns segundos, a até mesmo alguns minutos, sendo capaz de acabar com a competição de qualquer atleta.

As cãibras são definidas como lesões ou condição transitória que geram uma forte contração muscular involuntária e dolorosa, causando um ciclo de dor e espasmo muscular”¹, que, geralmente, surge durante uma atividade física intensa, principalmente quando o atleta está pouco condicionado ou mal hidratado. Apesar disso, a cãibra pode acontecer até mesmo em repouso, muitas das vezes, no momento em que o músculo está relaxando da intensa atividade sofrida horas antes. Ainda assim, a cãibra pode afetar até mesmo aqueles que não fazem atividades físicas, nesse caso o principal motivo esta na falta de sódio no organismo.

Durante o esforço excessivo, o organismo perde muitas das suas vitaminas e sais minerais, como cálcio, magnésio e potássio, que são de fundamental importância para a continuidade da atividade, levando assim à fadiga muscular e elevando a possibilidade do surgimento de cãibras. Outro agravante, é o suor e a urina em excesso, pois leva à perda de sódio, nesse caso, quando o organismo esgota as suas reservas energéticas, ele recorre aos minerais encontrados nos músculos e “isso gera uma resposta nervosa que leva a um estresse mecânico e às contrações involuntárias”², cãibras.

O tão famoso e conhecido ditado de que banana evita cãibras, está em partes correto, isso porque a banana é um alimento rico em potássio, no entanto, a ingestão constante deste tipo de alimento ajuda na diminuição de incidência. Por outro lado, se a cãibra for causada pela falta de sódio no organismo, o fato de comer banana regularmente, não fará diferença.

A cãibra pode ser causada ainda pelo excesso de ácido láctico, que “é produzido quando os músculos queimam o glicogênio (forma que a glicose é armazenada no fígado e nos músculos) para obter energia. O ácido lático é um produto residual que provoca dor e fadiga e permanece no tecido muscular até que o sangue em circulação o retire”³.

No momento em que sentir cãibra, é ideal o relaxamento muscular e massagem na região afetada, “alongar depois de passado os sintomas mais fortes, pois durante as fortes contrações, o alongamento pode causar lesões nas fibras musculares”³, descanso e hidratação também são fundamentais.

Com o que vimos acima, podemos perceber que além de um bom condicionamento físico, dois dos principais segredos para a prevenção da cãibra, está na hidratação e alimentação, por isso, é fundamental que a dieta do atleta seja rica em vitaminas e minerais, como potássio, magnésio, cálcio e sódio e que a hidratação seja feita de forma adequada antes, durante e após os treinos e corridas. Além disso, o acompanhamento profissional é fundamental para que os treinos sejam alinhados com os objetivos e estejam sempre na dosagem correta.


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Referências: 

*Foto: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2012/11/o-que-e-caibra-muscular-se-torna-um-pesadelo-para-os-corredores.html
1 - http://www.papodeesteira.com.br/colunistas/fisioterapia-esportiva/caibra-muscular-sintoma-crescente-corredores-ciclistas-triatletas/
2 - https://saude.abril.com.br/bem-estar/caibra-o-que-e-e-como-evita-la/
3 - https://www.ativo.com/saude/caibra-x-corrida-saiba-por-que-as-dores-surgem/
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/mitos-e-fatos-sobre-as-caibras-musculares/ 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ladeira abaixo: a corrida nas descidas

Foto: Saúde melhor*

 Existe um velho ditado popular, que muitas vezes aplicamos na corrida, que diz: “na descida, todo santo ajuda”.

Falamos tanto isso, porque na descida a sensação de esforço é muito menor, além disso, contamos com a ajuda da gravidade, tanto que, em muitas vezes, é na descida que a grande maioria dos corredores aumentam a velocidade e de certa forma compensam o “tempo perdido” nas subidas. Porém, o que muitos dos corredores não sabem, é que essa é uma atitude errada e que podem trazer muitos prejuízos ao corpo.

Durante toda a corrida, a musculatura de todo o corpo é muito exigida, embora de maneiras diferentes a cada trecho, terreno, intensidade, etc. Nas subidas, por exemplo, exigido mais força dos músculos para gerar a impulsão necessária. Por sua vez, as descidas exigem bem menos impulsão e muito mais contração dos músculos. Nesse caso essa contração é conhecida como contração excêntrica e ocorre quando os músculos geram força enquanto alongam, essa é uma das principais predisposições de lesões como estiramento e distensão muscular.

Outro grande problema das descidas, é que o corpo necessita de um esforço maior para frear, acredita-se que esse esforço chega a ser “até três vezes maior que na corrida plana e duas vezes maior que em subidas”¹, isso acaba causando uma sobrecarga muito maior em todas as articulações, que caso não tenham resistência suficiente, podem acabar lesionando-se, principalmente as articulações do tornozelo e joelho, já que são as que mais sofrem com o impacto.

O fortalecimento de toda a musculatura, tanto inferior como superior, é de fundamental importância para o corredor, pois aumenta a força e resistência dos músculos, tendões, articulações, etc., tornando-os menos suscetíveis a lesões e melhorando a performance durante a corrida.

Alguns especialistas indicam que o aumento do tamanho da passada durante a decide pode facilitar a execução do movimento. Além disso, outro fator importante durante a decida, é a postura. Segundo Marcelo Zenaro Mattos, treinador da Movementls, “a pisada na decida deve funcionar como uma mola, entrando levemente com o calcanhar e impulsionando com a parte da frente do pé, fazendo uma espécie de rolamento com o p锹. Por sua vez os braços devem ser mantidos alinhados ao lado do corpo, evitando cruzá-los à frente, ajustando assim o centro de gravidade e trazendo maior equilíbrio.

Por mais que a decida seja um convite para sair “desenfreado”, diminuindo pace e tempo de prova, toda atenção e cuidado deve ser tomado. Afinal, como diz outro ditado, “mais vale prevenir do que remediar”.


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Referências:


*Foto: https://www.saudemelhor.com/cuidado-com-as-descidas-em-suas-corridas-e-caminhadas/
1 - https://www.ativo.com/corrida-de-rua/treinamento-de-corrida/cuidados-para-correr-em-descidas/
http://www.suacorrida.com.br/treino-finisher/taticas-descida/
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/correr-bem-em-descida-tambem-exige-treinamento/
http://www.optimafisioterapia.com.br/artigos/9-blog/52-estiramentos-musculares
http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2016/06/subidas-e-descidas-geram-diferentes-impactos-nos-musculos-e-articulacoes.html
 


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Usain Bolt

Foto: Rolling Stone

Muitos nomes fizeram e fazem parte da história do atletismo. Escreveram e reescreveram histórias, bateram marcas, criaram marcas, inventaram técnicas e modalidades, reinventaram e revolucionaram o mundo do esporte. Alguns desses nomes já foram citados aqui no blog, como Abebe Bikila, Gabrielle Anderseon, Roberta Gibb, Kathrine Switzer, etc., e outros nomes ainda serão lembrados e homenageados e exaltados aqui. Hoje é a vez do grande Usain Bolt.

Usain St. Leo Bolt, vulgo Usain Bolt, nasceu em 21 de agosto de 1986 em Trelawny, na Jamaica. Sempre ligado ao esporte, mesmo que na infância, fosse do críquete e do futebol que gostara. Aos 14 anos, iniciou sua trajetória no mundo da corrida e embora no início não levasse muito a sério, com 15 anos começou sua trajetória de conquistas, conquistando nesse ano suas primeiras medalhas internacionais, entre elas a sua primeira medalha de ouro no 200m, durante o Campeonato Mundial Juvenil de Atletismo, na Hungria, tornando-se o atleta mais novo a ganhar uma medalha de ouro na competição.

Desde então as conquistas foram aumentando e os tempos foram caindo. Em 2008, durante o Reebok Grand Prix de Atletismo de Nova York, Bolt bateu o seu primeiro recorde da carreira, fazendo os 100m em 9s72, recorde esse que seria derrubado outras vezes pelo próprio Bolt.

Ainda em 2008, em Pequim, ele começou a escrever sua história no Jogos Olímpicos, sendo campeão nos 100m e 200m, ambos com recorde mundial. Em 2012 e 2016, em Londres e no Rio de Janeiro, foi novamente campeão nos 100m e 200m, além do revezamento 4x100m. Contabilizando assim, 8 medalhas de ouro em Jogos Olímpicos.

Vale lembrar que, em 2008, foi também campeão no revezamento 4x100m, porém, acabou perdendo a medalha de ouro quando, em janeiro deste ano, o seu colega de equipe Nesta Carter, foi pego no exame antidoping.

Além das conquistas dos Jogos Olímpicos, Bolt soma 14 medalhas em Campeonatos Mundiais de Atletismo, sendo 11 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze. É detentor dos recordes mundiais de 100m com 9s58, 200m com 19s19 e do revezamento 4x100m com 36s84, junto com os seus compatriotas Yohan Blake, Michael Frater e Nesta Carter.

Somando todas essas conquistas citadas e dezenas de outras de menor expressão, Bolt tornou-se o maior velocista de todos os tempos e um dos maiores atletas e esportistas que já existiu, ganhando prêmios pelo mundo e condecorações em seu país.

Em sua última aparição como atleta, Campeonato Mundial de Atletismo em Londres, Bolt ficou apenas em terceiro lugar no 100m e amargou no revezamento 4x100m, quando as cãibras o impediram de seguir os último metros, ofuscando sua provável última medalha, mas jamais ofuscando o seu brilho.

Sempre alegre e descontraído, Bolt mostrou ao mundo do que é capaz, mostrou ao mundo do que o esporte é capaz e muitas vezes quase confundido com uma máquina indestrutível, no seu ato final mostrou ao mundo que na verdade não passa de um ser humano vencível e vulnerável, mas ainda sim um herói, admirável, multicampeão e exemplo de esportista.

Ao Bolt, meu muito obrigado pelo que fez pelo esporte e pela corrida e boa sorte em sua nova jornada.

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Referências:




Foto: http://www.rollingstone.com/sports/usain-bolt-worlds-fastest-man-is-jamaicas-hero-w431272
https://www.ebiografia.com/usain_bolt/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Usain_Bolt#Melhores_marcas_pessoais http://www.opovo.com.br/jornal/esportes/2017/01/bolt-perde-ouro-do-4x100m-de-pequim-por-doping-de-colega.html


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

7 de Agosto: Dia do maratonista

Foto: O Globo

Correr 42,195 km, não é nada fácil e quem já se aventurou nessa longa e difícil batalha sabe muito bem como é. Embora a corrida seja feita em algumas horas, na verdade é uma corrida de dias, semanas e meses, afinal a preparação, física e mental, requer tempo e dedicação.

Hoje, 7 de agosto, é considerado o dia mundial do maratonista. Esse dia não foi escolhido aleatoriamente, o grande responsável por essa escolha é o etíope Abebe Bikila. Nascido em 7 de agosto de 1932, Abebe Bikila foi o primeiro atleta africano a ganhar uma medalha de ouro e o primeiro atleta da história a ganhar duas maratonas olímpicas, em Roma e Tóquio, em 1960 e 1964 respectivamente, é assim considerado um dos maiores maratonistas de todos os tempos, a ponto de ter o seu aniversário como dia do maratonista.

A sua trajetória de glória, foi marcada por algumas curiosidades. A começar pelos Jogos Olímpicos de Roma (1960), evento em que não estava inscrito para participar, porém, de última hora, com o avião praticamente pronto para partida, Abebe Bikila precisou substituir Wami Biratu, atleta etíope que havia quebrado o tornozelo durante uma partida de futebol.

Como se a inscrição de última hora não fosse o bastante, após provar os poucos pares de tênis disponibilizados pela Adidas, patrocinadora dos Jogos na época, Bikila não se sentiu confortável com nenhum, decidindo assim, correr descalço, como sempre treinara. A prova contou com 69 atletas e pela primeira vez, aconteceu durante a noite e pela primeira vez um negro africano ganhava uma medalha de ouro, de quebra, conseguirá o recorde mundial com 2h15m16s. Bikila tornara-se então herói nacional.

Seis semanas antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio (1964), Bikila foi operado com urgência, devido a um apêndice, deixando assim a sua participação nos Jogos em aberta. Porém, se recuperou e participou da prova, mais uma vez venceu, mais uma vez bateu o recorde mundial, dessa vez com 2h12m12s e tornando-se o primeiro bicampeão olímpico da história.

No intervalo entre as duas olimpíadas, Bikila ganhou outras 4 maratonas, chegando a ficar cerca de um ano e meio sem competir. Em 1963, na maratona de Boston, Bikila ficou em 5º colocado, sendo essa a única maratona que ele completou e não ganhou.

Para os Jogos Olímpicos do México, em 1968, Bikila foi novamente inscrito, porém, devido a uma contusão no joelho, foi obrigado a abandonar a corrida no quilômetro 17, deixando a vitória para o seu compatriota Mamo Wolde, que após a prova afirmou que se não fosse a lesão, Bikila com certeza seria campeão mais uma vez.

Em 1969, Bikila sofreu um acidente de carro, que o deixou paralítico e não conseguiu reverter o quadro, mesmo após cirurgias na Inglaterra. Em 23 de outubro de 1973, aos 41 anos de Abebe Bikila faleceu devido a uma hemorragia cerebral, consequência do acidente de 4 anos antes. 75 mil pessoas acompanharam o enterro do seu herói e o Imperador Selassie declarou um dia de luto oficial em toda a Etiópia.

A vida de luta, determinação e dedicação de Abebe Bikila, demonstra como é o espírito de um maratonista. Não é apenas cruzar a linha de chegada, é poder olhar pra trás e dizer “eu venci”.

Parabéns a todos os maratonistas!

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Referências:

Foto: http://blogs.oglobo.globo.com/pulso/post/hoje-o-dia-do-maratonista-506145.html
http://www.suacorrida.com.br/sua-historia-finisher/7-de-agosto-dia-do-maratonista/








quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Laboratório Franceschi na 1ª Calegaris Run



Trabalhar em uma empresa que se preocupa com a qualidade de vida dos seus funcionários, faz toda a diferença e é o sonho de muitas pessoas. Além de ajudá-los muitas vezes a encontrar um novo lazer, distração e novos amigos, ajuda-os a terem corpo e mente mais saudáveis e, consequentemente, motiva-os a terem um dia a dia melhor dentro e fora do trabalho. Pensando exatamente em todos esses benefícios, o Laboratório Franceschi vem desenvolvendo, desde maio deste ano, o seu programa de qualidade de vida, com foco inicial no combate ao sobrepeso.

Com o objetivo de turbinar o programa de qualidade de vida, o Laboratório Franceschi inscreveu os seus funcionários na 1ª Calegaris Run, evento que aaconteeu em Paulínia no último domingo (30/07). Assim, o Laboratório Franceschi foi representada por 24 funcionários (21 mulheres e 3 homens), das unidades de Paulínia, Campinas e Sumaré, que se dividiram entre caminhada e corridas de 6 e 10 km. Além disso, foi firmada uma parceria com a equipe de corrida Top Team Paulínia.

A equipe de corrida colaborou com a realização de uma atividade de corrida e caminhada durante a semana que antecedeu o evento. No dia da corrida, além do incentivo e apoio motivacional durante todo o trajeto, a disponibilização de tenda e frutas, a equipe colaborou com a presença de mais 8 corredores para representar a equipe do Laboratório Franceschi. Essa parceria rendeu bons frutos através de melhoras de marcas pessoais, de tempo ou distância, primeiras corridas da vida e de quebra 6 premiações por faixa etária.

Com tudo isso, a corrida foi marcada por muita alegria, diversão e superação, ingredientes fundamentais para demonstrar que o Laboratório Franceschi está no caminho certo e que deu um passo importante na melhoria de qualidade de vida dos seus funcionários. Motivando-os a continuarem no programa e já pensarem em novas atividades e na proposta de realização de atividades mensais.

O Laboratório Franceschi, é um laboratório especializado na realização de coleta e análise de vários tipos de exames em amostras biológicas, como sangue, urina, parasitológico e culturas. Nasceu na cidade de Campinas, no ano de 1974 e desde então, devido ao excelente trabalho desenvolvido, vem crescendo consideravelmente e hoje, está presente também nas cidades de Paulínia, Sumaré e Jaguariúna.

Hoje, as empresas estão cada vez mais preocupadas em oferecer programas e benefícios aos seus colaboradores, partindo do pressuposto de que um colaborador satisfeito e saudável é um colaborador motivado e produtivo e analisando por esse ponto, o Laboratório Franceschi tem hoje um grande diferencial para os seus funcionários, sendo uma empresa exemplo e modelo de relação com os seus clientes e funcionários.

 



quinta-feira, 27 de julho de 2017

Condromalácia patelar

Foto: Hora do Treino

Durante a corrida, os membros inferiores são os mais exigidos, com isso, são também os que mais sofrem com desgastes e, consequentemente, os que estão mais propícios à lesões. Entre todos os músculos, ossos, tendões, etc., que compõem os membros inferiores, os joelhos estão entre as partes que apresentam maior índice de lesões e hoje, venho compartilhar sobre uma dessas lesões, a condromalácia patelar.

Para melhor compreensão, é preciso saber que a patela é um osso que fica ‘flutuante’ na articulação do joelho, que com a contração muscular, entra em contato com o fêmur. Na patela existe o que é chamado de “líquido da patela” que impede o contato direto osso com osso. Com a perda desse líquido, o choque ósseo acaba ocorrendo, causando desgastes na cartilagem e consequentemente a condromalácia patelar, que é popularmente conhecida como joelho de corredor.

As mulheres representam a maior porcentagem das pessoas que sofrem com essa lesão, que “na literatura científica, os problemas biomecânicos são os mais citados”¹ entre as causas. “Com a fraqueza dos músculos do tronco e dos glúteos, somada à falta de controle do movimento, o corredor aumenta a sobrecarga na patela durante suas atividades, o que eleva a pressão nos joelhos e causa o desgaste articular”¹. Além disso, sobrepeso, excesso de treinos em escada,  excesso de uso de salto alto, etc., estão entre os possíveis causadores da lesão.

Os seus sintomas podem ser percebidos através de dores no joelho durante a corrida, que podem se prolongar durante as atividades simples diárias como subir e descer escadas, agachar ou até mesmo após permanecer muito tempo sentado.

No surgimentos dos primeiros sintomas, um ortopedista deve ser consultado, para que possa realizar o diagnóstico correto. Como essa trata-se de uma lesão que pode aparecer em níveis diferentes, o diagnóstico correto se torna fundamental, para que seja identificado o melhor tratamento a ser seguido, que pode ser desde seções de fisioterapia, a até mesmo procedimentos cirúrgicos.

Afim de evitar o surgimento da lesão, algumas medidas preventivas podem ser adotadas, tais como: utilização de tênis adequado para a corrida, fortalecimento dos músculos inferiores, porém deve-se evitar a sobrecarga nos joelhos, evitar o sobrepeso, realizar aquecimento adequado antes das corridas, tentar aumentar a cadência na corrida e preferencialmente ser acompanhado por um profissional da área, para que os treinos sejam realizados nas quantidades e intensidades corretas.

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Referências:

segunda-feira, 24 de julho de 2017

42K Floripa

Florianópolis recebe primeira maratona da O2

A renomada Meia de Floripa ganha mais duas distâncias a partir de 2018: 42k e 7k;
Além disso, prova passa a se chamar “Maratona Internacional da Cidade de Florianópolis”.


São Paulo, julho de 2017 – A O2, organizadora de corridas de rua da Norte Marketing Esportivo, acaba de lançar a primeira maratona proprietária do grupo, que acontecerá no primeiro semestre de 2018: a Maratona Internacional da Cidade de Florianópolis

Planejada para atender corredores exigentes, os 42k de Floripa já tem data definida para acontecer: dia 03 de junho, durante o feriado de Corpus Christi. A prova, que antigamente fazia parte do Circuito 21k Sudamericano, se transforma em uma maratona, que mantém também a renomada Meia de Floripa. Para quem busca uma mais corrida descontraída, uma “Joy Run”, com distância de 7k, entra nas opções de percurso dos atletas. 

“Fria como Chicago, Rápida como Berlim e Linda como Floripa” é o slogan oficial da prova, que promete atrair muitos turistas para a capital catarinense em um dos cartões postais mais charmosos e badalados do Brasil. 

A prova já promete ser uma das mais aguardadas de 2018. As inscrições foram abertas nesta segunda-feira (24), com preço especial de pré-venda pelo Ativo.com. O kit será diferenciado para cada percurso, com camiseta, manguito, sacola de treino e medalha. Haverá opções de kit Plus e Vip para os atletas.

Os percursos já estão disponíveis no site oficial do evento. Para conferir todas as informações, acesse www.42kdefloripa.com.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O dia que virei maratonista



Todo corredor, por mais amador que seja, possui metas e objetivos pessoais, sonhos de marcas ou corridas específicas. Todos desejam alcançar a glória, nem sempre a da mídia ou do pódio, mas a SUA glória, aquela conquista que mostrará que valeu a pena toda a jornada, todo o suor e esforço gasto a cada treino, mesmo que aos olhos da elite não seja, nem de perto, uma performance espetacular. 

A 3ª Maratona de Campinas, aconteceu no último domingo (16/07), mas na verdade, para mim ela começou muito antes, há aproximadamente um mês, quando todo o foco, treino e preparação passou a ser única e exclusivamente para ela, para a realização de mais um grande sonho, o de então me tornar maratonista. 

A preparação foi dura, regada dos mais variados tipos de treinos, como subida, tiro, longão, etc., junto com muita leitura e conversa com amigos, em busca de dicas e estratégias para chegar ao fim e bem, se possível (rs). Mas nada disso conseguiu prever o quão duro e difícil seria o final de prova, muito menos o quão satisfeito, feliz e emocionado eu ficaria. 

O domingo amanheceu com o céu limpo e a temperatura agradável, melhor condição de corrida que essa, seria impossível. A minha animação estava em alta, que junto com a animação dos meus companheiros de corrida, formou o clima ideal. Empolgados, saímos todos juntos, conversando, deixando que as palavras e as passadas acalmassem a ansiedade, transformando-a em realidade. Com o passar dos Kms, me distanciei um pouco dos meus colegas e a corrida se tornou então solitária, a luta para vencer o monstro da maratona agora era sozinho, mas fui salvo muitas vezes pelo meu professor e companheiros de grupo de corrida, que de bicicleta, foram nos prestar todo e qualquer apoio que precisássemos. 

Os primeiros 21 Kms foram fáceis e dentro do esperado, começava achar que conseguiria concluir com certa facilidade. Ledo engano. O cansaço começou a dar sinais por volta do Km 25 e começou a bater mais forte a partir do 29. Mas foi nos Kms 32 e 33 que encontrei a maior de todas as dificuldades, cãibras nas duas pernas, a dor era tão intensa que neste momento percebi que na verdade nunca tinha tido cãibra na vida, fui socorrido pelo professor, que a essa altura me acompanhava de perto, e por um caminhante anônimo, que parou sua atividade para prestar auxílio. Os últimos 10 Kms se transformaram numa verdadeira luta, variando entre corrida, trote, caminhada e cãibras, sem contar o psicológico já abalado que me dizia a todo instante que não chegaria no fim, que deveria desistir e talvez fosse a decisão mais sensata, como escrevo constantemente, sempre respeite o seu limite

Insistente, determinado e sonhador, foi assim que consegui ir em frente, passo após passo, até ver a linha de chegada, deixar as lágrimas rolarem e os soluços atrapalharem a respiração, acompanhado de perto por amigos que aguardavam a chegada e chutando pra longe os pensamentos negativos. A essa altura não tinha mais meta, objetivo ou tempo ideal, venci e isso era tudo o que importava, os abraços e sorrisos dos meus amigos e companheiros de equipe me diziam isso, os parabéns e felicidades da minha esposa e familiares confirmaram. 

Quero aqui expressar meus agradecimentos ao André Saidell, da Drogaria Popular de Sumaré, por ter ajudado com que esse sonho se tornasse real e pela companhia em todo o processo de preparação e na corrida, agradeço também aos outros companheiros de treino e corrida Heros, Hugo, Juari e Valter. Meus agradecimentos também ao Carlos Eduardo (Du), Gabriel e Sérgio pelo suporte incondicional que nos deram durante toda a maratona, assim como A Academia pela tenda e recepção pré e pós prova. Meu muito obrigado ao professor Nilson Ventura, por tudo, desde o incentivo nos treinos, ao suporte prestado durante a corrida, me acompanhando em mais da metade do percurso, inclusive nos momentos mais difíceis. Por fim, gostaria de agradecer a toda a minha família e todo o grupo de corrida Top Team, pela torcida, apoio e incentivo a cada dia. Graças a todos vocês hoje eu posso dizer: Eu sou maratonista! 

A título de curiosidade, o meu tempo foi 4:53:52. 



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Correr com gripe: Pode ou não?

Foto: Ativo¹

Todos nós já sabemos dos inúmeros benefícios da corrida, dentre eles, o de aumentar a imunidade do corpo, deixando todo o organismo mais resistente e menos suscetível a algumas doenças. Porém, mesmo muitos corredores sendo verdadeiros super-heróis sem capas, nenhum esta livre de, vez ou outra, ser acometido por gripes ou resfriados, que muitas vezes vem em momentos inoportunos, como a reta final de preparação para uma grande corrida. Então surge aquela dúvida: Posso ou não correr? 

Antes de mais nada, é preciso entender que a gripe é um infecção por vírus, que provoca em nosso organismo um quadro inflamatório, como resposta de defesa ao agente agressor. O problema aqui, é que a atividade física também provoca inflamações em nosso organismo, desta vez, com o objetivo de reparar as microlesões decorridas do exercício. Com isso, o corpo tende então a ficar ainda mais debilitado, uma vez que o sistema imunológico precisará trabalhar “em dobro”.

Apesar disso, alguns estudos apontam, que em estágios mais fracos da gripe, manter a atividade física de esforço moderado (até 60% do esforço máximo) tende a reforçar “a defesa imunológica do organismo, enquanto o exercício acima dessa intensidade impacta negativamente a imunidade porque libera cortisol, substância com ação anti-inflamatória que barra a atividade das células do sistema imune, responsáveis pela proteção do corpo”². 

A infecção gerada pela gripe “pode ser favorecida, por exemplo, por condições climáticas adversas e alta intensidade de treino. Saiba, então, que treinos seguidos somados a uma alimentação pobre e noites com pouco descanso representa uma combinação perigosa. Debilitam o sistema imunológico”¹.

Resumindo bem o assunto, se o que você tem é apenas um resfriado ou gripe leve, a corrida esta sim liberada e pode até fazer bem, mas é preciso tirar um pouco o pé do acelerador, pois as atividades devem ser mais leves. Por outro lado, se a gripe “bateu forte” ou tiver sinais de febre, fraqueza ou dores musculares, nem precisa pensar duas vezes, deve-se abrir mão do treino, descansar e aguardar a recuperação. Nesse caso, as atividades podem ser retomadas assim que todos os sintomas desaparecerem e devem ser retomadas de forma gradativa, retornando à intensidade e volume habitual, apenas cerca de uma semana depois.

Durante todo esse período sabático, a alimentação e hidratação se tornam ainda mais fundamentais para a manutenção do bom funcionamento do organismo e aceleração da recuperação. Aliás, hidratação,alimentação e descanso são alguns dos pontos essenciais para o bom rendimento na corrida, tê-los sempre na proporção correta, ao invés de apenas quando “obrigado”, é a melhor maneira de prevenção.

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Referências:




quinta-feira, 22 de junho de 2017

Destreino - em quantos dias perco o rendimento?

Foto: Ativo*

Todo corredor, por mais disciplinado que seja, vez ou outra acaba passando por um período sem treinos, seja por conta de viagens, contratempos, agenda apertada ou até mesmo lesões. Nesse período sem treinos surgem duas dúvidas muito comuns: Com esses dias sem treinos será que perco o meu rendimento? Consigo recuperar rápido ou preciso “remar” tudo de novo?

Para nós corredores, a sensação é de que pular um dia de treino já é o suficiente para a nossa performance diminuir uns 50%, ou mais. Mas a verdade é um pouco mais favorável do que pensamos. Ainda assim, é muito difícil passar um número mágico de dias ou semanas, afinal, um organismo é diferente do outro, reagindo assim de maneira diferente tanto na intensidade das atividades, quanto nos períodos sem treinos, outro ponto a ser considerado é o nível de treinamento de cada atleta, quanto mais tempo de treino a pessoa tem, menor se torna o impacto do destreino.

Durante muito anos e ainda hoje, o destreino é um assunto muito estudado e debatido no mundo do esporte e apesar de não existir um consenso sobre isso, boa parte dos estudos acreditam que as perdas de performance mais significativas “ocorrem entre a segunda e a quarta semana de destreinamento, que podem voltar próximo aos valores pré-treinamento dentro de 4 a 8 semanas de destreinamento”¹.

Assim como o progresso do corpo no treino é gradativo, o regresso no destreino também é gradativo e o primeiro a sofrer suas consequências é a sua capacidade respiratória, que tem o consumo de oxigênio dificultado e a quantidade de ácido lático produzido, podendo assim ocasionar numa sensação de cansaço maior. Na sequência vem a perda de capacidade cardiovascular e outra “coisa que começa a ser afetada são os músculos (o processo de perda de massa magra inicia) e a sua força e flexibilidade já que o corpo começa o processo de atrofia muscular”². 

Apesar de tudo isso ser um pouco assustador, o lado bom da história esta na volta aos treinos. Graças à memória muscular, a readaptação na volta aos treinos costuma ser muito mais rápido do que na primeira vez. Por mais que o organismo perca uma porcentagem da sua performance, ele não esquece por completo aquilo que esteve acostumado por muito tempo.

Com isso, podemos perceber que tudo o que fazemos em excesso é prejudicial, seja exercícios ou descanso. O ideal, sempre, é achar o ponto de equilíbrio entre treinos, competições e descanso, salvo, obviamente, em situações como doenças e lesões. 

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Referências:

*Foto: https://www.ativo.com/corrida-de-rua/treinamento-de-corrida/voce-conhece-os-efeitos-do-destreino/
2 - http://corracomigo.com/condicionamento_fisico_da_corrida/ 
http://www.minhavida.com.br/fitness/materias/17223-corpo-ja-sente-prejuizos-apos-10-dias-sem-treino
http://www.treinomestre.com.br/posso-ficar-quantos-dias-sem-treinar-sem-que-o-progresso-seja-afetado/
http://www.carrijo.com.br/saude-bem-estar/artigos-sobre-corrida/treinamento-a-realidade-do-destreinamento/

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Bursite trocantérica

Foto: Ativo¹

São muitas as lesões que assombram o mundo do esporte, algumas têm até nome conhecido, mas muitas vezes não fazemos ideia do que se trata exatamente, muito menos da sua abrangência, uma dessas lesões é a bursite.

A bursite é um tipo de lesão que pode acontecer em várias partes do corpo, como ombro, cotovelo, joelho, pé, etc., mas hoje, vamos falar especificamente da bursite trocantérica, ou seja, a bursite na lateral do quadril e que afeta um em cada dez corredores e na sua maioria as mulheres.

De modo geral, a bursite ocorre quando acontece um quadro inflamatório das bursas (ou bolsas sinoviais), que por sua vez “podem ser definidas como cápsulas protetoras preenchidas com líquido sinovial e estão presentes em áreas de maior atrito do corpo, entre tendões, ossos e músculos”². 

Na parte superior do fêmur, existe uma proeminência óssea chamada trocanter, quando a bursa dessa região sofre a inflamação, acontece então a bursite trocantérica, que pode ser percebida através de sintomas como dores na lateral do quadril ao correr, subir escada ou até mesmo ao dormir de lado, outros sintomas que podem ainda ser percebidos são fisgadas no glúteo ou estalidos ao movimentar-se.

Uma das principais causas para este tipo de lesão é o erro postural, “o desalinhamento da coxa durante a corrida, que é causado por fraqueza muscular ou falta de controle do músculo glúteo médio (lateral do quadril)”³, além disso, o uso de tênis impróprios para a corrida, aumento abrupto de carga no treinamento e sobrepeso, são também fatores de risco.

Após diagnóstico correto de um profissional, o tratamento passa por processo semelhante ao de outras lesões, que é o afastamento da corrida por alguns dias ou semanas, dependendo da intensidade da lesão, fisioterapia, crioterapia, analgésico e anti-inflamatório. 

O fortalecimento muscular, alongamento e aquecimento antes e após a corrida, uso de tênis adequado para a atividade e descanso correto, são alguns dos métodos preventivos, não só pra essa, mas para muitas outras lesões. O acompanhamento profissional é também um importante aliado na prevenção de lesões, uma vez que este buscará exercícios adequados para cada estágio do seu treinamento, diminuindo significativamente o risco de lesão.

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Referências:

1 – https://www.ativo.com/por-que-doi/bursite-trocanterica/
2 – http://maratonismo.blogs.sapo.pt/22982.html
3 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2014/02/bursite-na-lateral-do-quadril-causa-dor-na-regiao-do-femur-e-atrapalha-corrida.html
http://www.correrporprazer.com/2011/09/bursite-trocanterica/
http://espnw.espn.uol.com.br/bursite-e-condromalacia-na-corrida/

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Wizard 25 anos


A corrida é muito mais do que apenas um método de emagrecimento ou uma busca por uma vida menos sedentária e mais saudável. Muitas vez a corrida serve para nós como um combustível, nos dando ânimo para enfrentar a dura rotina diária, em outras, serve como um terapeuta e grande amigo, nos ajudando a descarregar todo o estresse e a aliviar a mente já cansada do dia a dia. 

Fazer parte de um grupo de corrida, pode potencializar ainda mais todos esses e muitos outros benefícios, pois passamos a ter companhia e estímulo durante todo o tempo. Porém, é longa a estrada para que um grupo de corrida se solidifique, criando compromisso, companheirismo e reconhecimento. Assim é o nosso grupo de corrida, Top Team, que surgiu a 5 anos e com o passar do tempo vem ganhando cada vez mais adeptos, obtendo resultados significativos, tanto pessoal, quanto para o grupo. 

Parte disso devemos aos nossos patrocinadores, que buscam de maneira simples nos incentivar, tornando essa jornada um pouco menos penosa. Por isso, assim como eles estão presentes em nossas conquistas diárias, fazemos sempre questão de fazer parte de cada uma das conquistas deles e a última quinta-feira (25/05) teve uma noite especial, marcada por brilho, fogos de artifício e claro, muita corrida, a Wizard Paulínia completou 25 anos.

São 25 anos de muito trabalho, luta e foco, buscando sempre realizar sonhos ou no mínimo aproximar as pessoas dos seus sonhos. A noite contou com food trucks, barraquinhas, brinquedos, alunos, professores e como não poderia faltar, a Top Team, que com a presença de homens, mulheres e crianças, dividiu o treino em corrida e caminhada de diversas distâncias, com o objetivo de, além do treino, celebrar a conquista de quem nos valoriza e incentiva.

Nós, da Top Team, agradecemos a Wizard Paulínia, em especial a Andréa (membro da Top Team) e a Karina, por todo apoio e parabenizamos pelos 25 anos de muito trabalho e dedicação e que venham os próximos 25 anos.









quinta-feira, 25 de maio de 2017

Crioterapia

Foto: Blog da Debs¹

Com o passar do tempo, muitas lesões foram descobertas e com isso muitas técnicas vieram sendo desenvolvidas tanto para a recuperação, quanto para a prevenção dessas lesões. Uma delas, muito utilizada em atletas de diversos esportes, é a crioterapia.

A crioterapia, é um procedimento muito utilizado no pós-exercício, onde o atleta faz a imersão no gelo ou água gelada, ou até mesmo através da aplicação de bolsa de gelo, tendo como finalidade fazer uma recuperação mais rápida, reduzindo as dores e os espasmos musculares, pois ela age como analgésico e anti-inflamatório. Apesar disso, a crioterapia não é indicada para todos os casos e se utilizada de maneira errada, pode causar efeito contrário, atrapalhando a recuperação e até mesmo o desempenho do atleta.

As corridas de longa duração, são as que mais exigem a utilização da crioterapia, isso porque as partes do corpo utilizadas durante a corrida, exigem uma circulação sanguínea mais intensa e “a crioterapia age justamente reduzindo o calibre destes vasos sanguíneos, fazendo com que os metabólitos oriundos das reações fisiológicas não sejam 'espalhados' por mais locais. Com isso, as células responsáveis pela regeneração muscular (satélites), podem agir de maneira mais concentrada, pois os metabólitos ficaram mais agrupados. Assim, a recuperação muscular se torna muito mais rápida”². 

Apesar disso, a crioterapia pode ser utilizada também após corridas mais curtas, desde que realizada de forma correta. A indicação é de que o gelo (ou a água) esteja em uma temperatura por volta de 10° e a sua aplicação deve ser feita por um período entre 15 e 20 minutos.

Existem ainda situações onde a sua utilização não é indicada, um dos exemplos é o caso de “realização de uma nova atividade física após um curto espaço de tempo, como em algumas competições esportivas. A imersão na água gelada prejudica a realização de uma nova atividade por diminuir rapidamente o metabolismo, a temperatura corporal, promover vasoconstrição e consequentemente diminuir a performance”³. É preciso ainda ter outros cuidados, como o local da aplicação, pois não é indicada a aplicação de gelo próximo aos órgãos genitais ou em áreas com grandes vasos ou artérias, não deve ser aplicado também em locais com ferida aberta ou em casos de lesões nervosas, por trazer uma diminuição considerável de sensibilidade.

Com tudo isso, podemos concluir que a crioterapia é capaz sim de trazer grandes benefícios na recuperação do atleta, aliviando dores e reduzindo o tempo de todo o processo de recuperação, desde que o mesmo siga sempre as orientações recebidas pelo médico, treinador ou fisioterapeuta.

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Referências:

1 - Foto - http://blogdadebs.com.br/antigo/crioterapia-na-corrida/
2 - http://www.treinomestre.com.br/crioterapia-para-corredores-efeitos-positivos-ou-negativos/ 
3 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2016/03/gelo-apos-exercicio-saiba-quando-usar-crioterapia-para-rapida-recuperacao.html
http://www.suacorrida.com.br/saude/crioterapia-acelera-recuperacao-muscular/
http://corremulherada.com.br/crioterapia-preventiva-para-corredores/
https://www.saudemelhor.com/gelo-na-recuperacao-apos-o-treino-cuidado/



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Pubalgia


As lesões fazem parte da dura rotina de qualquer esportista, seja ele corredor, jogador de futebol, de vólei, nadador, etc., com isso, qualquer dor diferente, por menor que seja, já é motivo para ligar o sinal de alerta, buscar meios de prevenção e garantia de que não se passa apenas de mais uma “dor comum”. 

A virilha, é um desses lugares que volta e meia insiste em trazer uma dorzinha chata, que muitas vezes, apesar de “pequena”, incomoda e muito. Esse é mais um caso que merece atenção e cuidado redobrado, pois pode tratar-se de uma pubalgia.

Para entendermos melhor como ocasiona a pubalgia, “podemos pensar no osso púbis como um cabo de guerra. Acima dele se inserem os músculos abdominais e abaixo os músculos adutores do quadril (que fecham o quadril). A pubalgia acontece quando um dos lados do cabo puxa mais forte do que o outro, ou seja, quando um dos grupos musculares se sobrepõe de forma exagerada sobre o outro”¹.

O desequilíbrio de força entre o reto abdominal e os músculos adutores, a sobrecarga nos músculos adutores, acompanhado de fraqueza dos músculos do abdômen, excesso ou execução mal realizada de abdominais, são algumas das principais causas da lesão, que pode passar a ser percebida através de sintomas como: dores na virilha antes, durante e após a corrida ou caminhada, irradiação da dor para outras partes do corpo próxima a virilha, como coxa ou abdômen, dores ao realizar atividades comuns como subir e descer escada, sentar ou levantar, agachar, etc.

Geralmente, para esse tipo de lesão, o tratamento é realizado através de repouso, anti-inflamatórios, analgésicos fisioterapia, gelo, etc, e em casos mais agudos o tratamento pode ser feito também com “compressas de água quente sobre a região, que promovem a vasodilatação, benéfica para a diminuição da dor e para o relaxamento da musculatura adjacente”². 

O alongamento e aquecimento adequado, são sempre métodos preventivos, que assim como fortalecimento dos músculos, tanto inferiores como de toda a região abdominal, tendem a diminuir o risco do surgimento de lesões como essa ou até mesmo o seu agravamento.

Após diagnosticada a pubalgia a estimativa de período afastado das corridas, varia de acordo com a gravidade, tendo nos casos mais simples a interrupção das atividades apenas por alguns dias e em casos mais graves de até 6 meses. Por isso, fiquei sempre atento e nos primeiros sinais busque o médico, para que assim tenha um diagnóstico correto.

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Referências:

1 – http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2013/07/voce-sabe-o-que-e-pubalgia.html
2 - https://www.saudecuf.pt/desporto/lesoes/lesoes-pubicas-e-inguinais/pubalgia
https://www.ativo.com/por-que-doi/pubalgia/ 
http://www.correrporprazer.com/2011/08/pubalgia/
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/pubalgia-dificil-de-diagnosticar-e-de-tratar/

terça-feira, 16 de maio de 2017

Só mais um


“Só mais um”. Esse foi o pensamento que motivou o Luis Gustavo, em mais uma conquista pessoal e que conta abaixo um pouco da história:


Em 2015 fui avisado pela esposa que participaríamos de uma corrida de 5 km. Falei que ela era louca e que eu mal conseguiria correr 2 km, muito menos 5. Fomos então “correr” pela primeira vez na Night Run Campinas – Etapa Fogo. Confesso que quase morri e andei muito mais do que corri, fiz o tempo entorno de 00:40:00. 

Gostamos tanto que, fizemos a inscrição para a Etapa Água, que seria em setembro. Falamos que iríamos treinar, mas o treino foi de uma semana. Desta vez, corri pouco e intercalei trotes com passadas rápidas e o tempo foi de 00:39:50. Tínhamos combinado que no ano seguinte (2016) participaríamos das duas etapas. Inscrições feitas e vamos treinar.. Treino? Que nada, chegou a corrida e nada de treino. Em seguida veio a Night Run Etapa Coruja, em Junho de 2016, desta vez não foi diferente da última e o tempo foi de 00:39:06. Eu sabia que isto só melhoraria com treino, mesmo assim prometia e nada fazia. Chegou a Night Run Etapa Pantera (Setembro-2016), não mudou muito, mas fui um pouco mais rápido com o tempo de 00:38:57. 

Novamente combinamos de participarmos das duas corridas da Night Run em 2017, mas com uma diferença, eu entrei para a academia, perdi até o momento 10kg e passei a treinar na esteira, não é o ideal, mas foi bastante determinante. 

No último sábado (13/05/17) foi a Night Run Campinas – Etapa Yellow e pela primeira vez consegui correr todos os 5 km sem interrupção. A minha mente era diferente dos outros anos, eu queria correr e não andar ou trotar. Queria melhorar meu tempo e dei o meu máximo. Ainda não foi o ideal, mas foi uma prova de superação pra mim. Estava com dor na panturrilha (e ainda estou) e isto incomodou bastante, mas não deixei que isso atrapalhasse e focava sempre no km seguinte. O mais difícil foi entre os 3,5 e 4,0 km, estava bastante cansado, então fechei os olhos e lembrei-me do Desmond Doss (soldado que inspirou o filme “Até o último homem”): só mais um, só mais um. Dei uma acelerada e não acreditei quando passei pelo placar eletrônico e ele marcava 00:32:46. 

Obrigado meu Deus por estar ao meu lado e obrigado minha amada (Alessandra) por estarmos ao lado em grande parte da corrida, mas isto é uma competição. Porém, apenas 02 minutos nos separou. 

Que venham as próximas, no final deste mês (Corrida Trevor) e em setembro a 2ª Etapa da Night Run (Blue).


Por Luis Gustavo Pinto Montanheiro



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terça-feira, 9 de maio de 2017

6º Desafio 28 Praias



Sábado 06 de maio de 2017.

A chuva do dia anterior trouxe consigo mais dificuldades, perigos e desafios a um percurso que por si só já é considerado “duro”, perigoso e altamente desafiador. Porém, como se estivessem ignorando tais fatores, 29 atletas da equipe Top Team Paulínia (entre eles eu), se juntaram a outros 3500 loucos, endorfinados, ansiosos e vibrantes competidores, para encarar de peito aberto e suor no rosto esse complicado percurso.

O Desafio contou com categorias individuais nos 21 e 42 km e 42 km de revezamento em dupla, trio, quarteto e quinteto, masculino, feminino e misto. O trajeto é recheado de trilha, mata, praia, pedras, paisagens de encantar os olhos e trechos de calejar os pés ou até mesmo as mãos. Mas isso não foi capaz de tirar o largo sorriso no rosto de cada competidor ao conseguir alcançar o seu objetivo, ao cruzar a linha de chegada ou passar a pulseira (chip) para o seu companheiro.

Infelizmente o evento contou com um desagradável imprevisto com os chips, onde muitos competidores os perderam e acabou causando um desconforto gigantesco no final da prova, tanto para os organizadores, quanto para os participantes. Mas nem isso foi capaz de ofuscar o brilho do evento, os gritos de alegria ou o choro de cada conquista, que emocionaram a todos ali presentes.

Além das conquistas pessoais realizadas por cada um, onde muitos enfrentaram distâncias ou adversidades nunca realizadas antes, a equipe Top Team saiu com duas conquistas relevantes: 3º lugar na dupla masculina e 5º lugar no quinteto masculino, do qual fiz parte e não tenho palavras para descrever tamanha emoção.

Fica aqui os meus parabéns e agradecimentos a minha equipe no revezamento: Edvaldo, Luciano, Valter e Paulo, que desde o início, quando imaginaram que isso fosse possível buscaram incentivar um ao outro, mas jamais imaginaram o quão importante esse incentivo foi para mim. 

Meus parabéns também a dupla Ramon e Devis, pela conquista e ao André e Juari pela coragem de encarar todos os 42 km do Desafio. Além disso, gostaria de agradecer e parabenizar ao professor Nilson Ventura, por encorajar a todos e fazer com que acreditemos em nos mesmos, obrigado também ao casal Celso e Giovana, que junto ao professor fizeram toda a organização, logística e tudo o mais. Meus parabéns também a todos os outros guerreiros: Sérgio, Felipe, Leonardo, Sandra, Aline, Eloiza, Ana Paula, Renato, Marina, Daniela, Andréa, Valdemir (Bré), Carlos (Tarugo), Fabíola, Priscila, Fred, Juliana e Natália, que infelizmente lesionou-se de última hora, muito obrigado a todos pela companhia e incentivo diariamente. Por fim, meu muito obrigado a minha esposa Adriana e a nossa amiga Tatiane pelo apoio incondicional que deram a toda a equipe do início ao fim.

Agradecimentos adicionais aos nossos patrocinadores:



quarta-feira, 3 de maio de 2017

1ª Calegaris Run


Superação, essa é a palavra que nos move. Seja um corredor profissional ou amador, é pensando nela que acordamos cedo ou dormimos mais tarde todos os dias, perdemos alguns compromissos e mudamos outros, tudo em nome de mais um treino, afinal o nosso foco está logo ali, na próxima corrida.

Em cada nova corrida, existe sempre uma nova chance de superação, seja com uma nova conquista, um novo tempo, uma nova distância ou uma nova modalidade, é isso o que buscamos incessantemente.

Pensando exatamente nisso, no dia 30 de julho, o Supermercado Calegaris promoverá em Paulínia a 1ª Calegaris Run, trazendo a todos, a possibilidade de mais uma superação. Seja você profissional, amador, iniciante ou apenas mais uma pessoa desejando mudar o estilo de vida. Para isso o evento contará com corrida nas distâncias de 6 e 10 km e com caminhada na distância de 6 km.

O grande diferencial da Calegaris Run está na medalha Top Finisher, onde os 3 primeiros colocados de cada categoria receberão uma medalha especial (as categorias terão intervalo de 5 anos, para as duas distâncias). Porém, é importante lembrar, que todos os atletas inscritos e concluintes receberão medalha finisher e participarão de sorteio de brindes no final do evento. Além disso, os 3 primeiros atletas da categoria masculino e feminino na corrida de 10 km receberam respectivamente prêmios em dinheiro, no valor de R$ 1200,00, R$ 800,00 e R$ 500,00. Já na corrida de 6 km os 3 primeiros atletas da categoria masculino e feminino receberam vale compras, no valor de R$ 800,00, R$ 500,00 e R$ 300,00 respectivamente.

As equipes com no mínimo 10 atletas receberão descontos de 10% na inscrição.

O Supermercado Calegaris nasceu em Paulínia no ano de 1985 e ano após ano passou a se destacar devido à qualidade dos produtos e serviços, tanto que hoje, conta com 2 unidades na cidade de Paulínia, além de serviços de Buffet prestado em toda a região. Agora, o Supermercado Calegaris busca se superar mais uma vez e escrever mais um capítulo na sua história e na história de Paulínia e para isso convida você a fazer parte desta festa e abrilhantar ainda mais esse evento. 

Aproveite a oportunidade de mais um desafio e venha se superar.

Para a inscrição ou para conhecer um pouco mais sobre o Supermercado Calegaris acesse: