quinta-feira, 7 de julho de 2016

Lombalgia

Foto: Globo Esporte 

A cada dia, vemos mais e mais sites, revistas e profissionais orientando quanto à prevenção de lesões, principalmente através de fortalecimento muscular. Pelo fato da corrida ser um esporte teoricamente mais simples, onde não é necessário nenhuma habilidade específica, as pessoas acabam praticando de qualquer forma, sem os devidos acompanhamentos, orientações e preparo físico, ficando assim mais suscetíveis a lesões, das mais simples às mais graves.

Canelite, síndrome da banda iliotibial e fascite plantar, foram algumas das lesões que já vimos aqui no blog. Hoje, decidi ler e compartilhar um pouco sobre a lombalgia, que afeta a região lombar baixa, pouco acima do quadril e dependendo do gral da lesão, pode irradiar para a região posterior dos glúteos e das coxas.

Sabemos que a coluna é uma das principais partes do corpo, afinal é a principal responsável por sustentar o homem, deixando-o ereto e bípede. “A coluna é estabilizada por estruturas como ligamentos, músculos, e nervos e estas estruturas têm que estar em completo equilíbrio, para estarem estáveis, ou seja, têm que estar em completo sincronismo para evitar a sua desestabilização”¹. As dores nas costas, que constantemente sentimos, é resultado dessa desestabilização.

“De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 80% da população teve, tem ou terá algum problema relacionado à dor nas costas”². Dentre todas as dores, a lombalgia é a mais recorrente entre os corredores, isso porque durante a corrida a coluna sofre com o excesso de impacto, exigindo assim um bom fortalecimento de todo o suporte muscular.

As dores na lombar durante e após os treinos são grandes indícios e sintomas da lombalgia, que se não bem cuidadas pode causar distensão e espasmos nos glúteos e parte posterior das coxas. As suas principais causas são: 

Postura errada, tanto durante a corrida, como nas atividades do dia a dia; 

  • Sobrepeso; 
  • Carga repetitiva ou excessiva na coluna; 
  • Aumento excessivo nos treinos ou cargas; 
  • Uso de tênis inadequado para a corrida; 
  • Terrenos irregulares; 
  • Fadiga muscular ou pouco intervalo de repouso entre treinos; 
  • Estresse psicológico e tesão. 

Assim como em qualquer outra lesão, a melhor maneira de evitar é através de atitude preventivas e entre elas podemos destacar: 

  • Alongamentos antes e após os treinos; 
  • Exercícios de fortalecimento, principalmente na região do core; 
  • Evitar o sobrepeso e o sedentarismo; 
  • Utilizar tênis adequado; 
  • Realizar correções posturais no dia a dia e nos exercícios. 

Apesar de geralmente não se tratar de uma lesão grave, é necessário ficar atento aos sinais do corpo e nos primeiros sintomas de uma possível lesão, diminua o ritmo, dê uma pausa nas atividades e após cessar as dores volte aos treinos gradativamente e preferencialmente em terrenos planos. Tratamos a corrida como algo indispensável para nossa vida, mas a saúde e condição física, são partes fundamentais para corrermos sempre. 

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Referências:

Foto: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/guia/quem-tem-dores-nas-costas-pode-correr-ortopedista-tira-duvidas.html
1- http://www.aminhacorrida.com/lombalgia/
2 – https://o2porminuto.ativo.com/corrida-de-rua/saude/o-que-e-lombalgia/
http://www.minhavida.com.br/fitness/materias/13085-erros-na-hora-de-correr-podem-causar-lombalgia
http://www.muoverefisioterapia.com.br/lombalgia-corrida.html
http://www.muscleandfitness.com.br/corrida-de-rua-e-lombalgia/

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