sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Overtraining

Foto: Rumo Certo¹

Para algumas pessoas, começar a correr pode ser meio torturante e desanimador, até que seja "mordido pelo bichinho da corrida”, daí em diante a situação se inverte, correr passa a ser essencial e indispensável, ao ponto de querer correr todos os dias, o máximo possível. Só que, o que muitos não sabem, é que isso também pode ser altamente prejudicial à saúde.

O excesso de atividades físicas, pode desencadear a síndrome da fadiga crônica, popularmente conhecida como overtraining, que ocorre quando o atleta pratica mais exercícios do que o corpo é capaz de recuperar, sem descanso e alimentação adequada, o quadro pode piorar trazendo inúmeros malefícios ao atleta.

Acredita-se que a gênese da síndrome de overtraining esteja diretamente relacionada com uma estratégia de treino denominada 'teoria da supercompensação', que se fundamenta no princípio da sobrecarga progressiva. Essa teoria afirma que as reservas energéticas gastas durante o processo de contração muscular são repostas apenas no período de recuperação, ou seja, de descanso”². 

Os sintomas mais presentes em atletas que apresentam quadro de overtraining, são:

  • Redução de performance; 
  • Quadro de estresse, depressão ou irritabilidade; 
  • Insônia; 
  • Recuperação mais lenta de lesões; 
  • Dores musculares constantes; 
  • Aumento considerável da frequência cardíaca, mesmo em repouso. 

A melhor forma de evitar o surgimento da síndrome é através da prevenção. Neste caso, como é indicado por todos os profissionais, o ideal é sempre intercalar as atividades da corrida com outras atividades de menor impacto, como natação ou caminhada leve, ou até mesmo um dia de descanso total, pois é justamente neste período que ocorre a recuperação e fortalecimento do corpo. Porém, isso ainda não é o bastante, é preciso ainda a realização de uma alimentação e hidratação correta.

Para o tratamento do overtraining, é fundamental a redução brusca das atividades ou até mesmo a interrupção delas, além disso, o acompanhamento de um médico, educador físico, fisioterapeuta e nutricionista, se tornam indispensáveis. 

A maioria de nós corredores, corremos apenas por prazer, assim, não tem a necessidade de levar o corpo a uma exaustão tão grande e prejudicial. Correr é sempre bom, mas correr com saúde é ainda melhor.


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Referências:





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