Síndrome da plica sinovial do joelho

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Foto: Ativo¹

Como já tratamos aqui no blog algumas vezes, o joelho é uma das partes do corpo mais exigidas durante a corrida e, consequentemente, uma das que mais sofrem, não à toa, está entre as principais regiões lesionadas. Hoje, vamos ver um pouco mais sobre a síndrome da plica sinovial do joelho.

A membrana sinovial reveste todo o joelho, é responsável por lubrificar a articulação e assim diminuir o atrito. Por sua vez, a plica, conhecida também como prega, é uma sobra da membrana, um resquício embrionário, que “deveria ser absorvida pelo organismo no terceiro ou quarto mês de gravidez. Ainda assim, está presente no joelho de mais de 70% das pessoas”¹.

Apesar do alto percentual, geralmente a plica sinovial permanece assintomática, em outras palavras, sem causar nenhum tipo de dano, isso porque “esse excesso da membrana pode ocorrer em três regiões da articulação do joelho: suprapatelar (acima da patela), mediopatelar (na parte medial do joelho) e infrapatelar (abaixo da patela)”². Essa sobra acima ou abaixo da patela, não traz nenhuma preocupação, porém quando essa sobra é na região medial, as chances de sofrer com a lesão são elevadas.

Possivelmente devido ao atrito com o fêmur, a membrana sinovial se inflama, fica mais espessa e apresenta o que os médicos chamam de ‘plica patológica’ e ocorre a síndrome da plica sinovial”¹, que tem como principais sintomas, dores e estalos no joelho durante a movimentação, as dores podem ser piores pela manhã e amenizadas no decorrer do dia, além de inchaço e, em casos mais severos, até mesmo limitação do movimento e a sensação de falhas do joelho ao correr ou caminhar.

O tratamento passa por bastante repouso, anti-inflamatórios, aplicação de corticosteroide, crioterapia, fisioterapia, fortalecimento dos músculos do membro inferior e em casos mais graves, pode ser feita uma artroscopia para retirada da plica. O retorno a corrida deve ser feito de forma gradativa, acompanhado de um profissional e após melhora da lesão.

Assim como em outras lesões, a prevenção nada mais é do que a dosagem da intensidade e quantidade de treinos, uso de tênis adequados para a corrida, fortalecimento muscular e aquecimento antes das atividades.

Como podemos ver, os sintomas são bem parecidos com o de muitas outras lesões do joelho, mas tratamento e recuperação, são diferentes, justamente por isso, a consulta com um ortopedista se torna indispensável para exames adequados e diagnósticos precisos.

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Referências:

1 - https://www.ativo.com/por-que-doi/sindrome-da-plica-sinovial/

A corrida transformando vidas

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Foto: Arquivo pessoal do Paulo Sakanaka*

"- Força! Respira! Já tá chegando!"

Ana Garcez grita para um grupo de quatro policiais militares na pista de atletismo do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, em São Paulo. Ela está treinando o grupo para a corrida de São Silvestre. Será a primeira corrida destes policiais.

Ana Luiza Garcez é uma das figuras mais emblemáticas das corridas de rua no Brasil e tem uma estória peculiar. Conhecida pelo apelido de "Animal", foi abandonada pela mãe ao nascer, em um caixa de sapatos. Foi levada para a Febem e morou lá até os 18 anos. Depois que atingiu a maioridade, foi encaminhada pela instituição para trabalhar como doméstica em uma casa na zona norte de São Paulo. Trabalhou por 5 meses sem receber salário. No sexto mês, aproveitando que a patroa tinha ido viajar, encheu 3 malas com roupas, joias, sapatos, comida da patroa e fugiu. Foi parar no centro de São Paulo, distribuiu tudo que tinha nas malas com os moradores de rua e ficou por lá. Morou nas ruas por quase 20 anos.

Durante este tempo, usou drogas, roubou, sofreu tentativas de estupro, bebeu e quase morreu muitas vezes. Diz ter usado cocaína, maconha, heroína, além cheirar cola e praticar diversos furtos nas lojas da região central. Aliás, vivia correndo da polícia. Segundo ela, foi fugindo da polícia que aprendeu a correr. A história de sua vida podia ter terminado ali: com um tiro, numa overdose ou simplesmente, abandonada.

Certo dia, passando em frente a uma loja de departamento, assistiu a uma cena do filme "Carruagens de fogo". A partir daquele momento, sentiu que correr era uma coisa que ela gostaria de fazer. Comentou seu desejo a um grupo de amigos da rua e um deles, em tom de deboche, desafiou-a a correr a Maratona de São Paulo, que ocorreria em poucos dias. Ela topou o desafio. Assim, aos 36 anos, sem preparo ou equipamento adequado (usou roupas e tênis furtados), ela terminou a maratona, segundo ela, "sabe lá Deus como". E nunca mais parou.

Em 1998, ao fazer alguns exames para ver se estava com AIDS, os médicos descobriram que ela tinha uma capacidade alta de absorção de oxigênio. Com este diagnóstico de "corredora em potencial", correu algumas provas por conta própria e, após aparecer em um programa do Gugu, no SBT, sobre moradores de rua, revelou seu desejo de ser corredora. O então secretário de esportes de São Paulo, Fausto Camunha, que assistia ao programa, pediu que seus assessores a encontrassem para lhe oferecer ajuda. Convidou-a a morar no Centro Olímpico da prefeitura e ofereceu toda a estrutura para ela poder treinar adequadamente, com nutricionista, dentista, assistência social e fisioterapeuta. Daí, para os resultados começarem a aparecer, foi só um pulo.

"Animal" é recordista brasileira na categoria máster (a partir de 40 anos) nos 800, 1 500 e 5 000 metros. Foi campeã de sua categoria na São Silvestre de 2003 e vice-campeã geral da Meia Maratona de Buenos Aires (Argentina) em 2004, com tempo de 1h22. Também foi campeã geral na Meia Maratona de Santiago, no Chile, em 2006. Foi vice-campeã máster na Meia Maratona da Disney em 2007 e já correu provas na África do Sul, em várias cidades nos EUA e em outros lugares do mundo. Mesmo aos 55 anos, ela continua correndo em alto nível, ganhando várias corridas em sua categoria e chegando entre as primeiras colocadas no geral.

Recentemente, ela foi campeã duas vezes no Gay Games de Paris, o maior evento esportivo LGBT do mundo. Ganhou a medalha de ouro do Brasil nos 10K, com um tempo de 40min57 e também nos 5K, com um tempo de 20m16.

Ironicamente, a ex-moradora de rua, que fugia da polícia, hoje corre atrás deles, dando as ordens, na pista de atletismo:

"- Levanta estes braços! Corrige esta postura! Não desiste!"

A corrida deu um sentido à vida de Ana Garcez e corrigiu um rumo errante que, certamente, não terminaria bem. Hoje, ela ainda luta por um lugar digno para morar, pois está correndo o risco de ser despejada do quarto que mora há 18 anos, embaixo da arquibancada do ginásio do Ibirapuera, com o plano de privatização do complexo, prometido pelo governo paulista. De qualquer forma, a história de sua vida é inspiradora e mostra o quanto o esporte pode transformar positivamente a vida de uma pessoa. 

Por Paulo Sakanaka
*A foto foi tirada por Paulo Sakanaka no evento "Pão de Açúcar Kids", de 2018

Osteopatia aliada à corrida de rua

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Foto: Fisio Prevent*

No meio do esporte as lesões acabam se tornando comuns, afinal, todo atleta, profissional ou amador, já passou por algum tipo de lesão, independente de mais leve ou mais grave. Assim, procurar os tratamentos eficazes e as prevenções corretas se torna fundamental. A osteopatia é uma terapia que pode facilmente ajudar os atletas nessas questões.

A osteopatia é uma técnica de terapia manual, criada em 1874, pelo médico americano Andrew Taylor Still, que busca, acima de tudo, o equilíbrio do corpo. “O tratamento busca fazer com que o corpo trabalhe em homeostase, ou seja, que seja capaz de se autoequilibrar. ‘Quando começamos a adoecer, essa capacidade de equilíbrio está desregulada por algum motivo. Assim, na sessão, buscamos encontrar e tratar a causa principal do desequilíbrio e não os sintomas’”¹, afirmou a osteopata Diane Fernandes.

Ela é geralmente utilizada em duas situações, para o tratamento de lesões e como método preventivo, uma vez que o equilíbrio corporal ajudará a evitar o surgimento de novas lesões ou até mesmo o agravamento de lesões já existentes e muitas vezes ainda não identificadas.

No caso de tratamento de lesão, “é feita uma avaliação minuciosa, com objetivo de diminuir as tensões musculares ou nos tendões; corrigir algum bloqueio articular, visceral e/ou craniano existente que possa estar causando dor. Também são realizadas correções necessárias nos captores posturais: olhos, ouvidos, boca e pés. Assim, a osteopatia otimiza o processo de cura do organismo e auxilia na melhora de suas funções”².

Já nos casos onde a osteopatia é utilizada como método preventivo, é realizado exercícios que vão melhorar os movimentos específicos do esporte. “Além disso, o especialista pode encontrar e propor soluções para fatores que tendem a gerar dores ou uma futura lesão”² e pode ainda auxiliar na identificação de outros importantes fatores, como tênis mais adequado, pisada correta, dentre outros fatores ligados à biomecânica da corrida.

A osteopatia é recomendada para qualquer pessoa, seja atleta ou não, a quantidade de sessões varia de acordo ao objetivo de cada pessoa e em casos de lesões, de acordo ao grau da lesão, as sesões duram aproximadamente 60 minutos e não existem contraindicações, apenas ressalvas que devem ser observadas pelo profissional, “por exemplo, em um paciente com osteoporose, não podemos fazer técnicas manipulativas. Em situações assim, utilizamos outras técnicas”¹.

Caso você ainda não conheça essa técnica e se interesse, busque profissionais habilitados para a função, que segundo a regulamentação do Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), no Brasil, a osteopatia deve realizada por fisioterapeutas que possuem pós-graduação em osteopatia.

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Referências:

Volta aos treinos

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Foto: Blog Correr Para Crer*


Definitivamente começamos 2019. Essa é a primeira semana cheia do ano e para muitos, essa “primeira semana” significa volta a rotina normal, seja no trabalho, em casa ou nos treinos de corrida, sei que muitos ainda estão de férias e outros nem se quer pararam, mas para aqueles que decidiram (e puderam) dar um descanso para a mente e para o corpo, surge uma dúvida muito comum, principalmente entre os amadores, como voltar aos treinos?

Como já falamos aqui no blog, após algumas semanas sem exercícios, o corpo tende a perder performance, gradativamente, principalmente após a quarta semana sem atividades e isso fica nítido para nós corredores, exatamente na hora que voltamos aos treinos, quando temos aquela sensação que falta perna e pulmão.

Essa sensação não é à toa, pois “a primeira coisa que o corredor perde quando está há um tempo parado é a condição orgânica básica, que é o desempenho do coração e do pulmão”¹. A flexibilidade é outra funcionalidade que perdemos com certa rapidez e justamente por isso a volta aos treinos precisa ser feita de forma gradativa, esquecendo completamente o ritmo anterior a pausa e focando exclusivamente na recuperação dessas capacidades, que podem durar algumas semanas, a depender do lastro fisiológico de cada atleta.

Geralmente, nesse período do ano os professores costumam fazer o treinamento de base, fase onde de “forma geral, os atletas não são exigidos em sua performance. Porém, o condicionamento, alinhado ao fortalecimento e preparo articular e muscular é bastante utilizado. No trabalho de base rolam sessões de circuito, funcionais e corridas em locais e inclinações diferenciadas”², o objetivo aqui, é justamente preparar os atletas para as corridas durante todo o ano.

Aproveite esse período do ano também para fazer um check-up e garantir que tudo esteja em perfeita ordem para encarar mais um ano recheado de treinos e corridas, veja aqui alguns exames fundamentais.

A volta gradativa aos treinos, seja através dos treinamentos de base ou não, são fundamentais para recuperar todas as funções do organismo e também reduzir os riscos de lesões. Procure um profissional para auxiliá-lo nos treinos, garantindo assim uma volta mais rápida e segura ao ritmo natural de corrida.

Bons treinos e boas corridas em 2019.

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Referências:

*Foto: https://correrparacrer.wordpress.com/2011/11/15/quando-a-parada-nao-e-obrigatoria/
https://corridanossadodiaadia.blogspot.com/2017/06/destreino.html
1 - http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/noticia/2012/07/conheca-os-segredos-para-retornar-aos-treinos-de-corrida-apos-ferias.html
2 - https://www.ativo.com/experts/prepare-se-para-o-trabalho-de-base/

Aprendizados da corrida

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Foto: Elite Vale*


Final de ano é tempo de reflexão e falando em reflexão, tem uma frase do Nelson Mandela que gosto muito, “Eu nunca perco. Ou eu ganho, ou aprendo!”. Acredito que essa frase se aplica em todos os âmbitos, pois de tudo tiramos aprendizados, que podemos aplicá-los facilmente nas diversas áreas da nossa vida. A corrida de rua não é uma exceção à regra, através dela podemos aprender, crescer e ser melhores, seja profissional ou pessoalmente.

Se observamos com atenção, perceberemos que existem muitas coisas que aplicamos na corrida ou que simplesmente vivenciamos com ela, que podemos levar como aprendizado para a vida.

Podemos começar com coisas mais fáceis de notarmos e, de certa forma, meio clichês, como a força de vontade e determinação que aplicamos para fazer os nossos treinos, muitas vezes feitos em horas atípicas e condições climáticas completamente adversas, coisas que são normais na corrida, mas que temos dificuldade de levar para outros campos da nossa vida.

Na corrida de rua aprendemos que sempre podemos tirar um pouquinho mais de nós mesmos, que mesmo quando pensamos que não dá mais, percebemos que dá sim, que as vezes quando as pernas parecem travar e o cansaço parece vencer, conseguimos correr com o coração e tirar um sprint final. A persistência e automotivação que empregamos em momentos como esses, é algo fundamental e se aplicada em outros lugares, podemos ter tanto sucesso quanto na corrida.

Na corrida aprendemos a comemorar coisas simples, como alguns segundos a menos num determinado percurso ou alguns metros a mais, uma nova companhia de corrida ou mais uma corrida no nosso calendário, conseguimos comemorar até mesmo o fato de fazer a mesma coisa de sempre. Enquanto isso, na vida temos dificuldade de agradecer as coisas simples que conquistamos no dia a dia e, geralmente, só damos valor aos grandes feitos.

Aprendemos a ser mais gentis, mais educados, mais sorridentes, aprendemos que somos todos diferentes e aprendemos a respeitar nossas diferenças. Precisamos, então, entender que assim como tempos, ritmos e gostos por corridas diferentes, também temos sonhos, habilidades, qualidades e dificuldades diferentes e não é isso que nos faz melhor ou pior do que ninguém.

Meio que sem querer, a corrida nos torna mais humanos, mais felizes, mais simples e tudo o que eu mais desejo é que esse espírito da corrida possa ser compartilhado e somado com o espírito natalino e com o espírito de final de ano. Que no balanço de fim de ano possamos perceber e aprender tudo o que a corrida pode nos ensinar, nas ruas ou fora delas.

Boas festas e boas corridas.
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*Foto: https://www.elitevale.com.br/materias/a-alma-de-um-corredor-de-rua/

Recordes maratona feminina

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Você sabe qual o recorde da maratona feminina?

Se fizer uma pesquisa rápida vai descobrir que existem dois recordes vigentes, sendo um da queniana Mary Keitany, com 2h17min01, e outro da britânica Paula Radcliffe, com 2h15min25. Agora você deve estar se perguntando: por que dois recordes, se os dois têm tempos diferentes? Foi exatamente a mesma dúvida que tive e por isso resolvi pesquisar e compartilhar.

Para início de conversa, é preciso saber que ambos os recordes são reconhecidos pela IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo), entidade máxima do atletismo mundial, porém, eles são identificados como categorias diferentes. O recorde estabelecido pela Mary Keitany, é considerado um recorde na categoria feminina, enquanto o recorde da Paula Radcliffe, embora seja para mulheres, é considerado como categoria mista.

Para melhor entendimento, o recorde da categoria feminina é dada em maratonas onde existem apenas mulheres correndo, justamente por isso, muitas maratonas em todo o mundo fazem a largada em horários distintos. Enquanto isso, na categoria mista, existem competições de ambos os sexos, as largadas são no mesmo horário ou em horários próximos, de forma que as mulheres possam usar pacemakers homens, os famosos coelhos, para dar ritmo à sua corrida.

A Paula Radcliffe conquistou o seu tempo, 2h15min25, na Maratona de Londres, em 2003 e juntando as duas categorias, continua sendo até hoje a melhor marca para mulheres. Em 2011, a IAAF determinou que seriam considerados recordes apenas os tempos obtidos em corridas apenas com mulheres, com isso, o recorde obtido pela Paula Radcliffe, que na época correu com dois pacemakers homens, foi rebaixado a word best. Porém, a notícia não foi bem-vista e depois de muitos protestos a IAAF voltou atrás na decisão e decidiu então manter o recorde e fazer a divisão de categorias. Desde então o recorde na categoria feminina já foi quebrado algumas vezes e hoje pertence a Mary Keitany, que consegui seu tempo na Maratona de Londres, em 2017.

Essa mesma divisão é válida para demais recordes, como a Meia Maratona, que tem a queniana Joyciline Jepkosgei como recordista na categoria mista, com o tempo de 1h04min51s e a etíope Netsanet Kebede na categoria feminina, com o tempo de 1h06min11s.

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Referências:

http://runnersworld.com.br/mary-keitany-quebra-recorde-mundial-da-maratona-feminina/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maratona
https://userabbits.com.br/recorde-mundial-feminino-maratona/
http://www.espn.com.br/noticia/689011_queniana-bate-recorde-mundial-e-vence-maratona-de-londres-pela-terceira-vez

Cápsula de sal

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Foto: Atletas Info*

Durante a corrida de rua, principalmente em provas de longa duração, o nosso organismo tende a perder muitos dos nutrientes que precisamos para ter um bom desempenho, alguns desses nutrientes precisam ser repostos durante a própria corrida ou logo após o término, alguns suplementos podem nos ajudar nisso e alguns já foram assuntos aqui no blog, como o carboidrato em gel, isotônico, etc., agora é a vez da cápsula de sal.

As cápsulas de sal, assim como os isotônicos ajudam na reposição de sais minerais, a maior diferença entre eles está na praticidade de levar as cápsulas. A utilização das cápsulas, são geralmente recomendadas nas provas de longa duração ou atividades de alta intensidade, onde se tem uma perda de eletrólitros muito grande, justamente por isso, elas são compostas de sódio, potássio, magnésio, cloro e fósforo, alguns dos principais nutrientes que perdemos através do esforço e afetam diretamente a performance do atleta.

É de fundamental importância frisar que o sal de cozinha não substitui a cápsula de sal, ao contrário do que algumas pessoas pensam, uma vez que este é feito apenas de cloreto de sódio, assim não agrega nenhum valor na reposição de nutrientes.

As cápsulas de sal são ótimos aliados na prevenção das cãibras e também da hiponatremia,condição em que o nível de sódio no sangue cai abaixo de 130mmlo/l, gerando desde náuseas até perda da consciência, convulsões e paradas cardíacas”¹.

Os próprios fabricantes das cápsulas fazem indicação de como devem ser utilizadas, porém, é preciso lembrar que a utilização pode variar muito de um atleta para outro e do tipo de atividade que será realizada, justamente por isso, o acompanhamento nutricional se torna fundamental para indicação correta de quantidade e tempo. Além disso, o consumo sem orientação pode ser um risco para a saúde de atletas com hipertensão, já que a suplementação pode alterar a pressão arterial.

Assim como qualquer outro suplemento alimentar, é importante lembrar que a hidratação é indispensável, antes, durante e após todas as atividades físicas e também devem ser seguidas conforme orientação nutricional.

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